08/12/2017

TEURRITÓRIO - Luiz Marques de Lima e Marcos Borri




TEURRITÓRIO - Luiz Marques de Lima e Marcos Borri


Aonde quer que eu vá,Vou marcar o nosso território
Que você pode chamar de lar.
E, quando você chegar,
Vai te parecer familiar.
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio. Você quer?
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio!
Nosso trajeto, nosso projeto.
O nosso meu, o nosso teu, o nosso céu.
Principado, teu reinado, coroado
Por uma cria, uma dinastia,
Você mais eu, que deu um nós eternizado.
Nossa família, nossa matilha.
O nosso meu, nosso teu, o nosso céu.
Nossa família, nossa matilha,
O nosso meu, nosso teu, o nosso céu.
Vou marcar o nosso território
Que você pode chamar de lar.
Vou balizar o caminho
E, quando você chegar,
Vai te parecer familiar.
Conquistando, premiando, venerando
Nosso trajeto, nosso projeto.
O nosso meu, o nosso teu, o nosso céu.
Principado, teu reinado, coroado
Por uma cria, uma dinastia.
Você mais eu, que deu um nós eternizado.
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio. Você quer?
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio!
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio. Você quer?
Eram trigais que agora lembram seus cabelos.
Onde eu passar, será o nosso lar.
Em cada continente, um refúgio. Você quer?
Vou balizar o caminho
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André
Conquistando, premiando, venerando
Teurritório, meritório, oratório.
Teurritório, meritório, oratório
Aonde quer que eu vá,
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André
Istambul, Cambé, Nova Delhi, Santo André

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir

A Melhor Maneira de Viajar é Sentir

"Afinal, a melhor maneira de viajar é sentir.
Sentir tudo de todas as maneiras.
Sentir tudo excessivamente,
Porque todas as coisas são, em verdade, excessivas
E toda a realidade é um excesso, uma violência,
Uma alucinação extraordinariamente nítida
Que vivemos todos em comum com a fúria das almas,
O centro para onde tendem as estranhas forças centrífugas
Que são as psiques humanas no seu acordo de sentidos.

Quanto mais eu sinta, quanto mais eu sinta como várias pessoas,
Quanto mais personalidade eu tiver,
Quanto mais intensamente, estridentemente as tiver,
Quanto mais simultaneamente sentir com todas elas,
Quanto mais unificadamente diverso, dispersadamente atento,
Estiver, sentir, viver, for,
Mais possuirei a existência total do universo,
Mais completo serei pelo espaço inteiro fora.
Mais análogo serei a Deus, seja ele quem for,
Porque, seja ele quem for, com certeza que é Tudo,
E fora d'Ele há só Ele, e Tudo para Ele é pouco.

Cada alma é uma escada para Deus,
Cada alma é um corredor-Universo para Deus,
Cada alma é um rio correndo por margens de Externo
Para Deus e em Deus com um sussurro soturno.

Sursum corda! Erguei as almas! Toda a Matéria é Espírito,

Porque Matéria e Espírito são apenas nomes confusos
Dados à grande sombra que ensopa o Exterior em sonho
E funde em Noite e Mistério o Universo Excessivo!
Sursum corda! Na noite acordo, o silêncio é grande,
As coisas, de braços cruzados sobre o peito, reparam

Com uma tristeza nobre para os meus olhos abertos
Que as vê como vagos vultos noturnos na noite negra.
Sursum corda! Acordo na noite e sinto-me diverso.
Todo o Mundo com a sua forma visível do costume
Jaz no fundo dum poço e faz um ruído confuso,

Escuto-o, e no meu coração um grande pasmo soluça.

Sursum corda! ó Terra, jardim suspenso, berço
Que embala a Alma dispersa da humanidade sucessiva!
Mãe verde e florida todos os anos recente,
Todos os anos vernal, estival, outonal, hiemal,
Todos os anos celebrando às mancheias as festas de Adônis
Num rito anterior a todas as significações,
Num grande culto em tumulto pelas montanhas e os vales!
Grande coração pulsando no peito nu dos vulcões,
Grande voz acordando em cataratas e mares,
Grande bacante ébria do Movimento e da Mudança,
Em cio de vegetação e florescência rompendo
Teu próprio corpo de terra e rochas, teu corpo submisso
A tua própria vontade transtornadora e eterna!
Mãe carinhosa e unânime dos ventos, dos mares, dos prados,
Vertiginosa mãe dos vendavais e ciclones,
Mãe caprichosa que faz vegetar e secar,
Que perturba as próprias estações e confunde
Num beijo imaterial os sóis e as chuvas e os ventos!

Sursum corda! Reparo para ti e todo eu sou um hino!
Tudo em mim como um satélite da tua dinâmica intima
Volteia serpenteando, ficando como um anel
Nevoento, de sensações reminescidas e vagas,
Em torno ao teu vulto interno, túrgido e fervoroso.
Ocupa de toda a tua força e de todo o teu poder quente
Meu coração a ti aberto!
Como uma espada traspassando meu ser erguido e extático,
Intersecciona com meu sangue, com a minha pele e os meus nervos,
Teu movimento contínuo, contíguo a ti própria sempre,

Sou um monte confuso de forças cheias de infinito
Tendendo em todas as direções para todos os lados do espaço,
A Vida, essa coisa enorme, é que prende tudo e tudo une
E faz com que todas as forças que raivam dentro de mim
Não passem de mim, nem quebrem meu ser, não partam meu corpo,
Não me arremessem, como uma bomba de Espírito que estoira
Em sangue e carne e alma espiritualizados para entre as estrelas,
Para além dos sóis de outros sistemas e dos astros remotos.

Tudo o que há dentro de mim tende a voltar a ser tudo.
Tudo o que há dentro de mim tende a despejar-me no chão,
No vasto chão supremo que não está em cima nem embaixo
Mas sob as estrelas e os sóis, sob as almas e os corpos
Por uma oblíqua posse dos nossos sentidos intelectuais.

Sou uma chama ascendendo, mas ascendo para baixo e para cima,
Ascendo para todos os lados ao mesmo tempo, sou um globo
De chamas explosivas buscando Deus e queimando
A crosta dos meus sentidos, o muro da minha lógica,
A minha inteligência limitadora e gelada.

Sou uma grande máquina movida por grandes correias
De que só vejo a parte que pega nos meus tambores,
O resto vai para além dos astros, passa para além dos sóis,
E nunca parece chegar ao tambor donde parte...

Meu corpo é um centro dum volante estupendo e infinito
Em marcha sempre vertiginosamente em torno de si,
Cruzando-se em todas as direções com outros volantes,
Que se entrepenetram e misturam, porque isto não é no espaço
Mas não sei onde espacial de uma outra maneira-Deus.

Dentro de mim estão presos e atados ao chao
Todos os movimentos que compõem o universo,
A fúria minuciosa e dos átomos,
A fúria de todas as chamas, a raiva de todos os ventos,
A espuma furiosa de todos os rios, que se precipitam,

A chuva com pedras atiradas de catapultas
De enormes exércitos de anões escondidos no céu.

Sou um formidável dinamismo obrigado ao equilíbrio
De estar dentro do meu corpo, de não transbordar da minh'alma.
Ruge, estoira, vence, quebra, estrondeia, sacode,
Freme, treme, espuma, venta, viola, explode,
Perde-te, transcende-te, circunda-te, vive-te, rompe e foge,
Sê com todo o meu corpo todo o universo e a vida,
Arde com todo o meu ser todos os lumes e luzes,
Risca com toda a minha alma todos os relâmpagos e fogos,
Sobrevive-me em minha vida em todas as direções! "

Álvaro de Campos, in "Poemas"
Heterónimo de Fernando Pessoa

25/11/2017

Clube do Livro: Diplowife - Mês 11



Os dedos de Norma reúne 22 contos inéditos do diplomata e poeta Geraldo Holanda Cavalcanti sobre as diversas facetas do feminino. Holanda Cavalcanti cria personagens fortes – como Norma, Lucrezia, Aspásia e Marina –, tece odes aos olhos e à nuca das mulheres, e relata encontros e desencontros, em uma chave essencialmente urbana e pós-moderna. 

Geraldo Holanda Cavalcanti é diplomata, poeta, ensaísta, memorialista e tradutor premiado. Sua estreia na ficção, Encontro em Ouro Preto, foi finalista do Prêmio Jabuti em 2008. Foi eleito em 2010 para a Academia Brasileira de Letras, da qual foi eleito presidente em 2014.

 “…um livro encantador, de grande riqueza (…) Os dedos de Norma concentram-se no feminino, na sua poética do encontro, ou seu inverso, da parte contra o todo. Não o rosto, mas os dedos. E sua delicada poesia.” – Marco Lucchesi

28/10/2017

Clube do Livro: Diplowife - Mês 10



Da medina de Marraquexe, colorida pelas especiarias e perfumada pelo incenso, às frias muralhas da praça de Ceuta, passando pelos serões quentes e opulentos dos bailes do Rio de Janeiro ou pelos exóticos haréns da Índia, este livro leva-o, numa viagem apaixonante, aos quatro cantos do mundo, onde mulheres portuguesas fizeram história. Protagonistas de estórias de amor ou de batalhas sangrentas, cruzaram mares, empenharam armas, foram hábeis diplomatas e audazes comerciantes. D. Maria de Eça, a Capitoa, D. Juliana, a Negociadora, D. Mécia de Monroy, a Cativa, são algumas destas aventureiras que a jornalista Rosário Sá Coutinho resgatou do anonimato a que a História oficial habitualmente centrada nas personagens masculinas, as relegou. Este livro, baseado numa vasta e original pesquisa histórica, descreve-lhe a empolgante vida destas corajosas mulheres que, ao longo de quatro séculos, desafiaram preconceitos, lutaram pelos seus sonhos e viveram sempre à frente do seu tempo. Mulheres aventureiras que merecem um lugar na nossa História.

16/10/2017

Série Jovens: o nosso futuro. Entrevista com Walisson de Souza

Em 2017, iniciamos uma nova série de entrevistas aqui no blog, intitulada "Jovens: o nosso futuro". Nela, jovens de 18 a 30 anos contarão suas histórias, expressarão suas opiniões e nos contarão o que têm feito para melhorar o mundo em que vivemos. No primeiro post, conhecemos Alexandre Netto, no segundo, Eduarda Zoghbi, no terceiro, Dani Black. Hoje, conheceremos Walisson de Souza.

Imagem: Diego Mendonça 
Walisson Lopes de Souza tem 21 anos, é LGBT e morador da Estrutural (Distrito Federal). Sua mãe é cabeleireira e seu pai eletricista. Ele atua desde 2015 no Observatório da Criança e do Adolescente (OCA) e no Projeto Adolescentes protagonistas (Projeto ONDA). Em 2014, colaborou com o projeto Rejupe (Rede de Adolescentes e Jovens Unidos pelo Esporte Seguro e Inclusivo), do UNICEF. Em 2016, participou do Programa de Formação Embaixadores da Juventude, do UNODC e Caixa Seguradora. Vamos conhecer um pouco mais sobre sua trajetória e sua superação?


Walisson, conte-nos um pouco sobre sua história pessoal

WALISSON: Bom, eu sempre tive uma relação ruim e negativa com a minha escola a ponto de me esconder atras do ponto de ônibus pra não ter que ir ao colégio. Eu sofria muita violência física e Bullying por ser LGBT, e as formas de avaliação da escola eram extremamente opressoras e excludentes. Parecia que eu nunca tinha conhecimento suficiente pra conseguir alcançar os outros. Quando completei 15 anos, arrumei meu primeiro emprego em um supermercado e acabei evadindo no primeiro ano do Ensino Médio, o que acarretou na minha reprovação. Depois disso resolvi assumir a minha sexualidade em casa, o que resultou em uma depressão que durou mais de um ano, ocasionando problemas e mais desgastes dentro da minha família. 

Foi ai que eu percebi que precisava dar um outro sentido à minha vida. Decidi começar com a minha escola. Um ano apos a minha reprovação, eu decidi me candidatar ao conselho escolar para representar o segmento aluno no conselho. Fui eleito por todos os turnos da escola e por maioria dos estudantes. Em seguida entrei em um projeto chamado Adolescentes Protagonistas (Projeto ONDA) e no projeto OCA (Observatório da Criança e do Adolescente) onde comecei a me engajar nas causas de educação com foco em evasão escolar e orçamento publico. Comecei a participar das agendas relacionadas ao tema, e a levar os debates para a escola para que outros colegas pudessem se apropriar dos temas. Na medida do possível, fui criando dentro da escola, caminhos para que tivéssemos mais liberdade e poder de decisão, o que fez com que a escola fosse se tornando referencia

Em 2014, meu ultimo ano do ensino médio, fui convidado pelos projetos dos quais fazia parte, a participar de uma agenda do Unicef, paralela a Assembleia Geral das Nações Unidas, sobre os desafios do Ensino Médio em Nova York. Nesse mesmo ano tive uma peça musical sobre segurança no transito que foi escrita e dirigida por mim como a primeira peça de Brasília a participar do festival estudantil temático de teatro para o trânsito, e tive um dos meus poemas sobre a cidade escolhidos como um dos 20 melhores do segundo concurso Brasília de literatura da Bienal do Livro. Nesse mesmo ano, compus a equipe de Cenários Transformadores para e Educação Basica no Brasil. 

Apesar de todos os desafios que tive durante a minha infância e na minha adolescência com a minha família, e com as pessoas a minha volta me dizendo a todo tempo que eu não conseguiria ser nada além daquilo que se é resignado a um jovem gay de periferia. Eu resinifiquei minha existência e acabei me tornando o único estudante do meu ano a passar na UnB. 

Imagem: Diego Mendonça 

O que você diria a jovens LGBT que vivenciam hoje os desafios que você já vivenciou ou que ainda vivencia?

WALISSON: Eu diria que infelizmente por conta da nossa orientação, por conta da nossa condição humana, enquanto jovens LGBT que estaremos sujeitos a sempre ser 2,3,4 vezes mas cobrados pelo mundo. E que a maior respostas que podemos dar a essas pessoas e acordar todos os dias, colocar nossa cara linda no sol, e seguir sobrevivendo, tumultuando, e desconstruindo essa sociedade que só nos oprime e que também nos desafia a viver nossa humanidade da forma mais colorida, e bonita possível.  


Fale sobre o trabalho que você faz na Estrutural, no OCA.

WALISSON: Desde de 2015, desenvolvo um trabalho com crianças e adolescentes de 06 a 14 anos que estão em situação de vulnerabilidade na cidade Estrutural, dentro de uma ONG chamada coletivo da cidade. Que atua na Cidade desde 2011. Dentro do coletivo eu ajudo a desenvolver a metodologia do OCA (Observatório da criança e do adolescente). 

O OCA é uma tecnologia social, que da ferramentas para a comunidade discutir direito a cidade, garantia de direitos e violação de direitos, e todos os temas relacionados aos direitos humanos e que proporciona dialogo com o poder publico. Isso acontece por meio de oficinas de comunicação com as crianças e adolescentes rodas de conversa, intervenções e assim por diante. Toda essa dinâmica e metodologia esta inserida dentro de uma metodologia maior criada pelo coletivo da cidade, conhecida como rodas de aprendizagem, que é a metodologia que norteia o serviço dentro da comunidade. 


Imagem: Diego Mendonça 

Quais foram os principais benefícios que vocês trouxeram para essa comunidade, por meio do OCA?

WALISSON: Os maiores benefícios que trouxemos para a comunidade por meio do projeto OCA foi a possibilidade que tivemos juntos de conseguir entender qual o nosso papel em quanto comunidade de, pressionar o poder público, e a força que o povo tem.  A revitalização de um beco hoje conhecido como beco da esperança, a crianção de uma agência de comunicação livre chamada voz da quebrada, que é tocada pelos adolescentes projeto, entre várias outras. 


Qual foi a experiência que mais te marcou no trabalho voluntário?

WALISSON: Em 2014 eu ajudei a tocar um projeto do Unicef chamado Rejupe (Rede de Adolescentes e Jovens Unidos pelo Esporte Seguro e Inclusivo) Que foi uma rede criada para monitorar os mega eventos esportivos nos pais. Dentro desse rede fizemos varias ações em algumas periferias do Distrito Federal e nesse processo tive varias experiencias que me marcaram. Primeiro tem a coisa do contato com pessoas diferentes com dinâmicas diferentes, onde a gente acaba percebendo que apesar da diferença, as violações são as mesma e as necessidades também. 

Todos os trabalhos eram com crianças e adolescentes, em alguns locais conheci crianças que me ensinavam algo novo em todas as oficinas e isso fazia com que eu voltasse cheio de energia e de esperança. Mas acho que de todas essas experiencias, a que mais me marcou foi uma que tive aqui na Estrutural, onde eu me encontrei com uma criança de 8 anos que estava com um cigarro na mão. Essa criança me viu brincar com outras crianças e me perguntou se eu era pedófilo, o que deixava clara a violação sofrida por essa criança, já que a analise que ele fazia de um adulto perto de outras crianças era essa. Sentamos juntos, ele me entregou o cigarro, conversamos sobre muitas coisas e terminamos o a manhã brincando. Essa foi a experiencia que mais me marcou no trabalho voluntario. 

Imagem: Diego Mendonça 


O que você diria para jovens em situação de vulnerabilidade, que sentem que suas vidas estão sem rumo?

WALISSON: Quando se vive em periferia, onde a drogas são vendidas praticamente na porta da sua casa, onde você desvia da poça de sangue pra chegar onde você quer, e quando você olha para os lados e percebe que não há mais o que fazer, principalmente para a juventude, que grita desesperadamente por oportunidade eu só digo uma coisa, seja você mesmo a sua própria oportunidade. Sempre que você se perceber num poço sem fundo de onde não há mais escapatória, grite! Grite alto, grite suas dores, anseios, alegrias, lave os seus olhos e perceba que a periferia para além das violações e violências ela é beleza na sua mais pura essência. O amanhã pode demorar a chegar, mas ele sempre chega, e o hoje é momento de se preparar pra receber os frutos desse amanhã que se aproxima. 

Imagem: Diego Mendonça 


Você também é ator, Que papel as artes cênicas têm na sua vida?

WALISSON: Eu sou ator e o teatro mudou minha vida. Foi através do teatro que eu encontrei esperança pra continuar resistindo e resignificado a minha história. Com o Teatro eu tive a oportunidade de viver outros personagens para além de mim, de viver outras pessoas. Isso é mágico porque é se colocando no lugar do outro e é vivenciando outras realidades, mesmo que só em cena, que você se humaniza.

Imagem: Webert da Cruz 


Contatos:
Coletivo da cidade/Oca 
(61) 3465-6351
http://www.coletivodacidade.org
coord.coletivo@gmail.com

Inesc/Oca: 
(61) 3212-0200
http://www.inesc.org.br
cleomar@inesc.org.br


30/09/2017

Clube do Livro: Diplowife - Mês 09



"Coverage of the Democratic People's Republic of Korea (DPRK) all too often focuses solely on nuclear proliferation, military parades, and the personality cult of its leaders. As the British ambassador to North Korea, John Everard had the rare experience of living there from 2006, when the DPRK conducted its first nuclear test, to 2008. While stationed in Pyongyang, Everard's travels around the nation provided him with numerous opportunities to meet and converse with North Koreans.

Only Beautiful, Please goes beyond official North Korea to unveil the human dimension of life in that hermetic nation. Everard recounts his impressions of the country and its people, his interactions with them, and his observations on their way of life. He also provides a picture of the life of foreigners in this closed society, considers how the DPRK evolved to its current state, and offers thoughts on how to tackle the challenges that it throws up, in light of the failure of current approaches. The book is illustrated with often striking photographs taken by Everard during his stay in North Korea."

29/09/2017

Como é servir na Coreia do Norte?

A vida da única família brasileira na Coreia do Norte
Luis Barrucho - @luisbarrucho
Da BBC Brasil em Londres

"É um funcionário corajoso, cumprindo bem o seu papel, sobretudo para nos dar informações sobre aquilo que acontece num ponto nevrálgico da política mundial. E nós vamos mantê-lo lá", disse há duas semanas em Pequim o ministro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, quando questionado sobre o possível fechamento da embaixada brasileira em Pyongyang, capital da Coreia do Norte.

"Na ocasião, o país, liderado por Kim Jong-un, havia acabado de testar a poderosa bomba H, seu mais significativo teste nuclear até então. Depois disso, ainda lançou um míssil de médio alcance que sobrevoou o Japão.

O "funcionário corajoso" a que Nunes se referiu é o gaúcho Cleiton Schenkel, de 46 anos, atualmente encarregado de negócios da embaixada. Morando com a mulher, também servidora pública (em licença), e seu filho pequeno há pouco mais de um ano em Pyongyang, ele é o único integrante do corpo diplomático brasileiro no país que se tornou o principal foco de tensão global.

Os três são, atualmente, a única família brasileira vivendo na Coreia do Norte. Fora eles, só há mais uma brasileira: a mulher do embaixador da Palestina. Ela nasceu no Brasil e tem cidadania, mas saiu do país ainda criança."

Leia a íntegra em:
http://www.bbc.com/portuguese/internacional-41340519?SThisFB