24/08/2012

Amiga, nem te conto!

Amiga, nem te conto! O resultado da quarta fase saiu no dia 15 de agosto. Apesar de o resultado final - com as notas após a fase de recursos - ser publicado somente daqui a quatro dias, parece que para todos ao meu redor a minha vida inteira já mudou. Me perguntam quando será o nosso casamento, se já temos alguma viagem planejada, se vou sair do meu emprego, se falta muito para uma remoção para o exterior, se comprei o vestido para a posse, se estou animada com a festa a fantasia, se pretendemos ter filhos, se as crianças estudarão em escola francesa ou inglesa, se gosto de recepções, etc. Fico muito feliz quando me parabenizam pela aprovação do meu namorado, pois sinto que de alguma forma tive participação no seu sucesso, mas ainda acho um pouco estranho responder a tantas perguntas; afinal, é ele quem será empossado. Talvez eu - sem perceber - também tenha tomado posse. Talvez ser diplowife seja muito mais do que ser casada com um diplomata, seja adotar uma opção de vida um tanto quanto nômade, que me leve a acompanhá-lo e apoiá-lo em todos os aspectos da sua carreira e da sua vida. Ai, amiga! Quanta coisa novidade em uma semaninha! Enquanto tento colocar os pés no chão e entender o que se passa, estou ajudando a organizar a festa para família e amigos íntimos que faremos na véspera da posse. Curiosa para saber da festa? Pois é... será temática! O resto, é surpresa.

14/08/2012

Sitting, waiting, wishing

Sitting, waiting, wishing. Neste momento a música do Jack Johnson tomou um significado novo para mim.O resultado da quarta fase do CACD estava previsto para ser publicado no dia 08 de agosto de 2012, mas devido a problemas no sistema do CESPE de acesso aos recursos da terceira fase, postergaram os prazos em uma semana. Cada dia parece uma eternidade e a ansiedade já está me consumindo. Parece que o dia de amanhã não chegará nunca...

01/08/2012

Diplowife: DIY

Algo que sempre me chamou a atenção são aquelas jovens que querem se casar com diplomatas. Assim como no futebol existem as Maria Chuteiras, na diplomacia existem as Maria Passaportes. Não sei se esse termo já foi utilizado por alguém ou se eu mesma acabei de cunhá-lo, mas o que mais me intriga é haver um seguimento social que busque no casamento uma, digamos "carreira" ou meramente uma ascensão social. Este não é nem nunca foi o meu caso. Sempre pensei que eu seria uma diplomata e que nessa qualidade ou ficaria sozinha, devido a questões profissionais e ao machismo que insiste em permear nossa sociedade, ou que me casaria com um homem que me acompanharia pelo mundo e que cuidaria da casa e dos filhos -se algum dia tivéssemos algum. A possibilidade de eu me tornar uma diplowife nunca fez parte do meu imaginário até dois anos e meio atrás. Pensar que poderei vir a ingressar nesse seleto grupo ainda é algo novo e que me agrada muito.

Mas afinal, quem são as diplowives e o que elas fazem? Sinceramente, eu não sei. E talvez não me interesse verdadeiramente saber, pois acredito que cada pessoa deva viver da forma que entende ser melhor para si.  Não é uma questão de desinteresse, mas sim de liberdade de escolha. Sei que existe um certo preconceito que ronda as diplowives. Há quem diga que são belas mulheres vazias, fúteis, meras donas de casa. Não é o que eu vejo aqui em Brasília. É claro que exceções sempre existem, mas as esposas de diplomatas que conheço têm carreiras bem sucedidas (seja no governo, na iniciativa privada ou em organismos internacionais). Algumas são acadêmicas de renome, outras ganham até mesmo mais do que seus maridos. Se existe um padrão, ele ainda não ficou claro para mim. Me parece (e gosto de pensar assim) que não existe uma fórmula - por isso o irônico DIY no título do post - para ser uma verdadeira diplowife, mas sim algumas características pessoais que permitam que as constantes viagens, mudanças de país e a distância dos amigos e família que ficaram no Brasil  não sejam um fardo pesado demais para ser suportado. Sinto que nasci para viajar, desvendar os segredos de novas culturas, fazer e desfazer malas pensando no próximo destino. Filha de militar que nunca foi transferido, talvez eu não saiba na prática o que isso significa, mas estou disposta a descobrir. O glamour em torno da carreira diplomática, nunca foi o que me atraiu (recepções, festas, compras pelo mundo), mas compreendo o interesse de quem vê no marido uma porta aberta para esse mundo. Não as recrimino, mas acho peculiar. Pessoalmente, prefiro ter uma "vida própria"  - se é que isso existe - mesmo que signifique trocar de emprego a cada nova remoção.

Agora, para aquelas que, interessadas no título-receita, leram este post até agora, aqui fica uma dica: se o seu noivo/namorado/pretendente/ficante/whatever estiver prestando o CACD, o apoie. É uma fase muito difícil na vida de quem quer se tornar diplomata e estudar 12h por dia muitas vezes não é o suficiente. Sei porque já cheguei a estudar 16h por dia e ainda não consegui passar do TPS. Dê a ele o tempo, o espaço e a tranquilidade para se preparar para as infindáveis provas desse concurso. Tenho certeza de que ao final da quarta fase, tudo serão flores.