30/04/2015

Receita Federal - Parte V: Viajantes saindo do Brasil

Viajantes saindo do Brasil
  
Embora a bagagem de viajante que se destine ao exterior, acompanhada ou desacompanhada, seja isenta de tributos, alguns procedimentos devem ser observados.

 O que o viajante NÃO pode levar para o exterior como bagagem:

Não são conceituados como bagagem, no sentido aduaneiro, mesmo que levados pelo viajante:
  • Objetos destinados a revenda ou a uso industrial; 
  • Automóveis, motocicletas, motonetas, bicicletas com motor, trailers e demais veículos automotores terrestres e suas partes e peças;
  • Aeronaves e suas partes e peças;
  • Embarcações de todo tipo, motos aquáticas e similares e motores para embarcações, além de suas partes e peças.


O que é PROIBIDO levar para o exterior:

O viajante não pode levar do Brasil:

  • Peles e couros de anfíbios e répteis, em bruto; 
  • Animais silvestres, lepidópteros e outros insetos e seus produtos, sem guia de trânsito, fornecida pelo Ministério do Meio Ambiente.


Sem autorização do Ministério da Cultura:
  •  Quaisquer obras de arte e ofícios tradicionais, produzidos no Brasil até o fim do período monárquico, as oriundas de Portugal e incorporadas ao meio nacional durante os regimes colonial e imperial e as produzidas no estrangeiro, nesses mesmos períodos, e que representem personalidades brasileiras relacionadas com a História do Brasil ou paisagens e costumes do País; 
  • Bibliotecas e acervos documentais, completos ou parciais, constituídos de obras brasileiras ou sobre o Brasil, editadas nos séculos XVI a XIX; 
  • Coleções de periódicos com mais de dez anos de publicação, bem assim quaisquer originais e cópias antigas de partituras musicais. 


 Bagagem Acompanhada – Procedimentos na saída do Brasil

A Receita Federal do Brasil não emite qualquer documento para comprovação da saída de bens ao exterior constantes de bagagem de viajante. Quando do retorno de bens ao país o viajante poderá comprovar sua procedência por qualquer meio idôneo, como por exemplo:

  • No caso dos bens estrangeiros adquiridos no Brasil, a comprovação poderá ser feita mediante a apresentação da Nota Fiscal, emitida por estabelecimento domiciliado no País;
  • No caso de bens adquiridos no exterior e trazidos para o País em outra viagem, a comprovação far-se-á mediante apresentação do número da e-DBV ou do Extrato de Bens - RTE ou da DBA devidamente desembaraçada, contendo a descrição detalhada do bem;

O viajante que estiver saindo do Brasil portando valores em montante superior a R$10.000,00 (dez mil reais) ou o equivalente em outra moeda, em espécie, é obrigado a apresentar a Declaração Eletrônica de Bens de Viajante (e-DBV) , por meio da internet, e se apresentar à fiscalização aduaneira do local de saída do País, para fins de conferência.

Atenção: Atendidas determinadas condições, o viajante pode levar para o exterior outros bens, excluídos do conceito de bagagem.


Bagagem Desacompanhada – Procedimentos na saída do Brasil

Os bens integrantes de bagagem desacompanhada devem ser submetidos a despacho aduaneiro de exportação , por meio da Declaração Simplificada de Exportação (DSE), formulada em microcomputador conectado ao Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), podendo, nesse caso, ser dispensado o procedimento de habilitação para utilizar o Siscomex , se a declaração for elaborada por um funcionário da Aduana ou por um despachante aduaneiro nomeado pelo viajante.

Atenção: A exportação por meio do Siscomex é um procedimento que não é tão simples para as pessoas não habituadas aos procedimentos aduaneiros, por essa razão, se for o caso, aconselha-se que o viajante se informe das providências e dos prazos necessários antes da sua saída para o exterior.

Atendidas determinadas condições, o viajante pode levar para o exterior outros bens, excluídos do conceito de bagagem.


Veículos  – Procedimentos na saída do Brasil:

Residentes no Brasil: 

Se o viajante sair por via terrestre, conduzindo o veículo: nenhum procedimento junto à Aduana, desde que o condutor porte a documentação exigida na legislação aplicável ao viajante e o veículo não transporte mercadorias que, por sua quantidade ou características, façam supor finalidade comercial, ou que sejam incompatíveis com as finalidades do turismo (vide art. 356 do Decreto 6.759/2009 ); 

Outras situações: efetuar o despacho aduaneiro do veículo, sob regime de exportação temporária , por meio de Declaração Simplificada de Exportação (DSE) formulada em microcomputador conectado ao Siscomex, podendo, nesse caso, ser dispensado o procedimento de habilitação para utilizar o Siscomex , se a declaração for elaborada por um funcionário da Aduana ou por um despachante aduaneiro nomeado pelo viajante. 

Atenção: A exportação por meio do Siscomex é um procedimento que não é tão simples para as pessoas não habituadas aos procedimentos aduaneiros, por essa razão, se for o caso, aconselha-se que o viajante se informe das providências e dos prazos necessários antes da sua saída para o exterior.


Residentes no exterior:

Veículos registrados em país integrante do Mercosul e conduzidos pelo proprietário ou por pessoa por ele autorizada, residentes no país de matrícula: nenhum procedimento junto à Aduana, desde que o condutor porte a documentação exigida na legislação aplicável ao viajante e o veículo não transporte mercadorias que, por sua quantidade ou características, façam supor finalidade comercial, ou que sejam incompatíveis com as finalidades do turismo (vide art.356 do Decreto 6.759/2009 ) 

Se o viajante residir em país não integrante do Mercosul, qualquer que seja a via de transporte utilizada, inclusive o próprio viajante conduzindo o veículo: utilizar o formulário Declaração Simplificada de Exportação (DSE), estabelecido no art. 31 da Instrução Normativa SRF nº 611/06 e reexportar o veículo admitido temporariamente no Brasil; 


Bens excluídos do conceito de bagagem, levados para o exterior pelo viajante

Além dos bens enquadrados no conceito de bagagem , o viajante pode levar consigo para o exterior, mediante a apresentação da nota fiscal de compra respectiva, outros bens adquiridos no Brasil até o limite de US$ 2,000.00, desde que eles não estejam sujeitos a controles específicos de outros órgãos da Administração Pública (como, por exemplo, a Vigilância Sanitária ou o Ministério da Agricultura) e não se subordinem ao regime de cota ou contingenciamento de exportação.

Os bens que não se enquadrarem no conceito de bagagem, cujo valor total exceda o limite de U$ 2,000.00 ou para os quais não seja apresentado o documento fiscal correspondente, só poderão sair do País se efetuado o seu despacho aduaneiro de exportação, por meio:

  • Do formulário Declaração Simplificada de Exportação (DSE) de que trata o art. 31 da Instrução Normativa SRF nº 611/06 , se o valor total dos bens for igual ou inferior a US$ 1,000.00; 
  • Da DSE, registrada no Siscomex, se o valor total dos bens for igual ou inferior a US$ 50,000.00, podendo, nesse caso, ser dispensado o procedimento de habilitação para utilizar o Siscomex , se a declaração for elaborada por um funcionário da Aduana ou por um despachante aduaneiro nomeado pelo viajante ou, ainda, se a exportação for realizada por intermédio da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) ou de empresa de transporte expresso internacional (Courier); ou 
  • Da Declaração de Exportação (DE), registrada no Siscomex, se o valor total dos bens for superior a US$ 50,000.00, após o interessado ser habilitado para utilizar o Siscomex , podendo a declaração ser registrada pelo próprio viajante ou por um despachante aduaneiro por ele nomeado.


Atenção: A exportação por meio do Siscomex é um procedimento que não é tão simples para as pessoas não habituadas aos procedimentos aduaneiros, por essa razão, se for o caso, aconselha-se que o viajante se informe das providências e dos prazos necessários antes da sua saída para o exterior.

Fonte;.

29/04/2015

‪#‎ViajePeloBrasil‬


O Ministério do Turismo tem uma revista com roteiros pelo Brasil. Vamos conhecer nosso país?
Clique AQUI e escolha seu próximo destino! Ou acesse facebook.com/MinisteriodoTurismo para atualizações mais recentes.

Seminário Internacional sobre Educação em Direitos Humanos



A Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) abriu neta segunda-feira (27) as inscrições para o Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos, que tem como objetivo fomentar o debate sobre educação em direitos humanos no âmbito do Mercosul. O evento será realizado dia 06 de maio, em Brasília. Os interessados podem se inscrever gratuitamente até dia 04 de maio, clicando aqui. 

O seminário será realizado durante a Reunião de Altas Autoridades em Direitos Humanos do Mercosul e tem como objetivo fornecer subsídios para os debates da Comissão Permanente de Educação e Cultura em Direitos Humanos.

O Seminário tem como público-alvo: autoridades e técnicos com atuação em direitos humanos no MERCOSUL; representantes nacionais e internacionais de Ministérios; integrantes de Comitês Estaduais/Municipais de Educação em Direitos Humanos; membros de Organizações da Sociedade Civil com atuação em educação em direitos humanos; professores, pesquisadores e estudantes de educação em direitos humanos, assim como demais interessados.

Seminário Internacional de Educação em Direitos Humanos
Data: 6 de maio de 2015.
Horário: 9 horas.
Endereço: Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República. Setor Comercial Sul – B, Quadra 9, Lote C, Edifício Parque Cidade Corporate, Torre A, 8º andar.

28/04/2015

Regras de Etiqueta - Parte I: Guardanapos

Saber receber bem é muito importante, por isso tenho procurado livros, sites e vídeos com dicas sobre o assunto. Aos poucos, vou colocando aqui no blog. Se alguém souber de um bom curso de etiqueta em Brasília, por favor me escreva (aqui do lado direito do blog).



Seguem as dicas sobre como dobrar um guardanapo que encontrei no site tokstok.com.br. As imagens são deles, caso dê problema no upload, é só clicar AQUI.


27/04/2015

Visto para cientista, pesquisador, professor estrangeiro

A concessão de visto é ato discricionário do agente estatal, havendo mera expectativa de direito por parte do solicitante.  Os vistos serão concedidos no exterior, pelas Missões diplomáticas, Repartições consulares de carreira, Vice-Consulados e, quando autorizados pela Secretaria de Estado das Relações Exteriores, pelos Consulados honorários. As normas nacionais que regulamentam o assunto são a Lei nº 6.815/80 e o Decreto nº 86.715/81. Elas estabelecem  os  sete tipos de visto: Trânsito, Turismo, Temporário, Permanente, Cortesia, Oficial e Diplomático. Saiba mais clicando AQUI.

Recentemente, foi publicada Resolução Normativa que disciplina a concessão de visto a cientista, pesquisador, professor e ao profissional estrangeiro que pretenda vir ao País para participar das atividades que especifica e a estudantes de qualquer nível de graduação ou pós-graduação. Trata-se de um assunto de interesse nacional e de acadêmicos estrangeiros. Vamos conhecer essa Resolução?

Foto: Dreamstime.com

MINISTÉRIO DO TRABALHO E EMPREGO
CONSELHO NACIONAL DE IMIGRAÇÃO 

O CONSELHO NACIONAL DE IMIGRAÇÃO, instituído pela Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980 e organizado pela Lei nº 10.683, de 28 de maio de 2003, no uso das atribuições que lhe confere o Decreto nº 840, de 22 de junho de 1993, resolve:

Art. 1º O visto temporário previsto no inciso I do art. 13 da Lei nº 6.815, de 19 de agosto de 1980, poderá ser concedido, pela autoridade consular brasileira, ao cientista, ao pesquisador, ao professor
e ao profissional estrangeiro que pretenda vir ao Brasil para participar de conferências, seminários, congressos ou reuniões, caracterizados como eventos certos e determinados, por período que não ultrapasse 30 (trinta) dias, quando receber pró-labore por suas atividades.

Parágrafo único. Poderá ser concedido o visto de turista previsto no inciso II do art. 4º da Lei nº 6.815, de 1980, ao cientista, ao pesquisador, ao professor e ao profissional estrangeiro que se enquadre nas situações previstas no caput deste artigo, desde que não receba remuneração por suas atividades, mesmo que obtenha ressarcimento das despesas de estada, diretamente ou por intermédio de diárias.

Art. 2º O visto temporário previsto no inciso I do art. 13 da Lei nº 6.815, de 1980, poderá ser concedido, pela autoridade consular brasileira, ao estrangeiro que pretenda vir ao Brasil nas seguintes hipóteses:
I - na condição de cientista ou pesquisador, inclusive em atividades de pós-doutorado, para realizar pesquisa na área de ciência, tecnologia e inovação, no âmbito de cooperação internacional entre instituições de ensino ou de pesquisa, nos termos do Decreto nº 98.830, de 15 de janeiro de 1990;
II - na condição de professor, sem vínculo empregatício com instituição brasileira, quando mantido por instituição de seu país de origem ou de procedência, ao amparo de acordo interinstitucional ou instrumentos similares celebrados entre a instituição brasileira de ensino superior interessada e a instituição de ensino ou de pesquisa estrangeira;
III - quando beneficiário de bolsa concedida, para fins de pesquisa e/ou estudo, por instituição brasileira de ensino superior, pública ou privada, reconhecida pelo Ministério da Educação;
IV - quando beneficiário de bolsa concedida por fundações públicas ou privadas para a realização de pesquisas em instituição brasileira de ensino, pública ou privada, reconhecida pelo Ministério da Educação ou em instituição de pesquisa reconhecida pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação;
V - quando for detentor de bolsa financiada pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), pela Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) ou por instituições federais, estaduais e municipais de amparo à pesquisa, nos termos do art. 14 do Decreto nº 98.830, de 1990; e
VI - aos cientistas, pesquisadores ou profissionais que venham realizar pesquisas não regulamentadas pelo Decreto nº 98.830, de 199
§ 1º Para os fins desta Resolução Normativa, considera-se cooperação internacional a parceria estabelecida no âmbito de projetos de pesquisa, amparados ou não por convênios ou instrumentos similares entre instituições brasileiras e estrangeiras, de ensino ou de pesquisa, na área de ciência, tecnologia e inovação.

§ 2º Nos casos dos incisos III e V deste artigo, o estrangeiro deverá apresentar, perante a autoridade consular brasileira, declaração expedida pela instituição responsável pelo financiamento de sua bolsa, acompanhada de Termo de Compromisso assinado, conforme modelo integrante do Anexo desta Resolução.

Art. 3º Nas hipóteses dos incisos I e IV do art. 2º desta Resolução Normativa, ressalvado o previsto no art. 4º, o pedido de autorização do início das atividades e da participação da equipe estrangeira deverá ser formulado junto ao CNPq, para autorização final pelo Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, nas condições previstas na Portaria MCT nº 55, de 15 de janeiro de 1990.

§ 1º O cientista ou o pesquisador estrangeiro deverá apresentar, à autoridade consular brasileira, cópia da Portaria do Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação que autorizou a atividade e sua participação, publicada no Diário Oficial da União, acompanhada de Termo de Compromisso assinado, conforme modelo integrante do Anexo desta Resolução.

§ 2º Nos termos do art. 1º do Decreto nº 98.830, de 1990, sujeitam-se à autorização do MCTI as atividades em laboratório ou de pós-doutorado sem bolsa de ensino ou de pesquisa outorgada por instituição brasileira, que não envolvam coleta de dados, materiais, espécimes biológicos e minerais, peças integrantes da cultura nativa e cultura popular, presente e passada.

Art. 4º Nos termos do Decreto nº 98.830, de 1990, está dispensada a submissão do pleito ao CNPq, bem como de autorização do Ministro de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação:
I - a participação de cientistas, pesquisadores e professores estrangeiros nas atividades descritas no caput do art. 1º desta Resolução Normativa;
II - os cientistas e pesquisadores amparados por acordos de cooperação internacional, assim reconhecidos pelo Ministério das Relações Exteriores, à luz da Resolução Normativa nº 43, de 28 de novembro de 1999;
III - os cientistas e pesquisadores detentores de bolsa financiada pelo CNPq, pela Capes, pela Finep, por instituições federais, estaduais e municipais de amparo à pesquisa, ou por universidade ou instituição pública de pesquisa federal ou estadual;
IV - o professor, quando mantido por instituição de seu país de origem ou de procedência, ao amparo de acordo interinstitucional ou instrumentos similares celebrados entre a instituição brasileira interessada e a estrangeira, nos termos do inciso II do art. 2º desta Resolução Normativa; e
V - os cientistas, pesquisadores ou profissionais que venham realizar pesquisas não regulamentadas pelo Decreto nº 98.830, de 1990.
Art. 5º Quando se tratar de atividades na área de ciência, tecnologia e inovação ou no âmbito de cooperação internacional destinadas à realização de acesso ao patrimônio genético para finalidade de bioprospecção, nos termos do inciso VII do art. 7º da Medida Provisória nº 2.186-16, de 23 de agosto de 2001, e conforme Orientação Técnica nº 06, de 28 de agosto de 2008, do Conselho de Gestão do Patrimônio Genético (CGEN), o pedido de autorização do início das atividades e de participação da equipe estrangeira deverá ser formulado junto ao CGEN ou à instituição por este credenciada, nos
termos da legislação em vigor.

Parágrafo único. Quando da solicitação de visto previsto no caput deste artigo, o estrangeiro deverá apresentar, à autoridade consular brasileira, cópia do ato do CGEN ou da instituição por este credenciada, publicado no Diário Oficial da União, acompanhada de Termo de Compromisso assinado, conforme modelo integrante do Anexo desta Resolução.

Art. 6º Cientistas, pesquisadores, professores ou profissionais estrangeiros sob contrato de trabalho ou aprovados em concurso público, junto a instituição brasileira de ensino e/ou de pesquisa, estarão
sujeitos apenas à autorização do Ministério do Trabalho e Emprego, nos termos das normas baixadas pelo Conselho Nacional de Imigração,para concessão de visto de trabalho.

Art. 7º O visto temporário previsto no inciso IV do art. 13 da Lei nº 6.815, de 1980, poderá ser concedido ao estudante de qualquer nível de graduação ou pós-graduação, inclusive àqueles que participam de programas denominados "sanduíche", com ou sem bolsa concedida pelo governo brasileiro.

Parágrafo único. Caso não seja contemplado com bolsa de estudo, o estudante estrangeiro deverá comprovar, junto à autoridade consular brasileira, que possui seguro saúde, dispõe de recursos suficientes para manter-se durante o período de estudo e que se encontra matriculado ou formalmente aceito em instituição de ensino ou de pesquisa no Brasil.

Art. 8º Fica revogada a Resolução Normativa nº 101, de 23 de abril de 2013.

Art. 9º Esta Resolução Normativa entra em vigor na data de sua publicação.

Informação de utilidade pública

Estou reproduzindo o post de facebook.com/DivisaodeAssistenciaConsular.

TERREMOTO NO NEPAL

A área consular do Itamaraty em Brasília e a Embaixada do Brasil em Katmandu estão companhando atentamente a situação dos cidadãos brasileiros no Nepal. Caso cidadão brasileiro precise de ajuda, recomenda-se que seja feito contato imediato com a Representação diplomática do Brasil no Nepal, por meio de dados de contato a seguir:

Endereço da Embaixada: Chundevi Marg, H-155 Maharajgunj, Kathmandu 44600, Nepal Endereço Postal: P.O. Box 19299

Endereço da Residência Oficial da Embaixadora: 101 Shanti Priya Marga, Maharajgunj.

E-mail Geral: brasemb.katmandu@itamraty.gov.br
E-mail Consular: consular.katmandu@itamaraty.gov.br
Fax: +977 (1) 4721-464
Telefone Geral: +977 (1) 4721-462/463
Telefone de Plantão Consular: +977 9801032381
Link para página web: http://katmandu.itamaraty.gov.br/pt-br/

Pode-se, ainda, contatar a Divisão de Assistência Consular (DAC), por meio do Facebook, do Portal Consular, ou pelo e-mail <dac@itamaraty.gov.br>.

Maiores informações e orientações sobre o terremoto no Nepal podem ser encontradas no Portal Consular, no link http://www.portalconsular.mre.gov.br/…/a…/terremoto-no-nepal

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O grupo "AJUDA NEPAL" (https://www.facebook.com/groups/1605648366339387/?fref=ts) também tem nos ajudado muito a compilar e divulgar informações.

26/04/2015

Aracy Moebius de Carvalho: uma diplo wife

Foto: Acervo família Tess. Aracy, mulher de Guimarães Rosa. 

Após falarmos de Clarice Lispector e de Marie Philomène Stevens, esta é a vez de Aracy Guimarães Rosa, conhecida como "o anjo de Hamburgo", esposa do diplomata e romancista Guimarães Rosa.

Transcrevo trechos selecionados de artigo da ISTOÉ.

"Paranaense de Rio Negro, filha de pai brasileiro e mãe alemã, separada do primeiro marido, Johannes Edward Ludwig Tess, numa época em que o casamento era sagrado, Aracy Moebius de Carvalho mudou-se para a Alemanha em 1934 para morar com uma tia e com o filho Eduardo, então com cinco anos.

Fluente em alemão, francês e inglês, encontrou trabalho no consulado brasileiro em Hamburgo, como chefe do setor de vistos. 


Chocada com a perseguição aos judeus promovida pelo nazismo, Aracy ajudou a conceder vistos a dezenas deles, talvez uma centena. Em 1938, o diplomata João Guimarães Rosa, que depois se tornaria um dos maiores escritores brasileiros, foi nomeado cônsul-adjunto em Hamburgo. Ele teve pleno conhecimento da "transgressão" de Aracy e lhe deu apoio. Casaram-se em 1940. Viveram em Hamburgo, sob bombardeios da RAF (Royal Air Force), até voltarem ao Brasil, em 1942.

O trabalho de Aracy evitou que muitos judeus tivessem o mesmo destino de milhões de vítimas dos campos de extermínio nazistas.


A solidariedade do casal a perseguidos não se limitou à época do nazismo. Em 1964, eles ajudaram o jornalista e crítico literário Franklin de Oliveira a se exilar. Em 1968, quando as trevas do AI-5 desabaram sobre o País, Aracy, já viúva, escondeu em sua casa no Rio de Janeiro o cantor e compositor Geraldo Vandré, perseguido pela repressão política. Pelo seu trabalho em Hamburgo, em 1983 Aracy de Carvalho Guimarães Rosa foi incluída entre os quase 22 mil nomes que estão no Jardim dos Justos, no Museu do Holocausto, em Jerusalém. Trata-se de uma homenagem e um reconhecimento que o Estado de Israel presta aos góim (não-judeus) que ajudaram judeus a escapar do genocídio. Entre os mais famosos estão o empresário alemão Oskar Schindler - que inspirou o filme A lista de Schindler, de Steven Spielberg - e o diplomata sueco Raoul Wallenberg. Apenas outro brasileiro, o embaixador Luiz de Souza Dantas (1876-1954), recebeu a mesma honraria, em 2003. "Discreta, sem jamais ter caído na tentação de se promover por ter sido quem foi, Aracy paga hoje o preço do esquecimento", diz o historiador e escritor René Daniel Decol, empenhado no resgate dessa personagem. "Até sua influência sobre o escritor tem sido negligenciada pela crítica, pelos historiadores da literatura e pela mídia."

Segundo a Concise Encyclopedia of the Holocaust, editada pela International School for Holocaust Studies, Yad Vashem, Aracy começou a ajudar os judeus depois do progrom ocorrido na noite de 9 de novembro de 1938, que ficaria conhecido como Kristallnacht - Noite dos Cristais. Naquela noite, hordas nazistas na Alemanha e na Áustria atacaram e destruíram sinagogas, residências e estabelecimentos comerciais judaicos, matando cerca de 90 pessoas, marcando o início da repressão aos judeus que terminaria na "solução final", o extermínio puro e simples. Apesar de ter um filho pequeno e a mãe que dependia dela, Aracy não se intimidou. "Minha mãe achava aquilo tudo injusto, ignorou a determinação do Itamaraty e, com a maior discrição, continuou a preparar os processos de vistos para judeus, à revelia de seus superiores", disse a ISTOÉ o advogado Eduardo de Carvalho Tess, filho de Aracy. Para tanto, ela contou com a cumplicidade de um funcionário da polícia de Hamburgo, que emitia passaportes para judeus sem o infame "J" vermelho que os identificava como tais. Isso viabilizava a emissão de vistos para eles, que passavam por europeus. "Depois, ela enfiava os vistos no meio da papelada que despachava com o cônsul-geral, que os assinava sem ver", diz Tess.

[Utilizava] clandestinamente o carro do serviço consular para transportar judeus que se escondiam em sua casa e em casas de amigos e para distribuir entre eles alimentos que ela desviava da cota que o consulado recebia - na época da guerra, a Alemanha vivia sob racionamento. "Muitas vezes, ela transportou judeus no porta-malas do carro do consulado. Eu me lembro que era um Opel Olympia alemão. Chegou a levar uma pessoa até a Dinamarca", diz o filho. Personalidade forte, Aracy não se intimidava quando era parada pela Gestapo. Pelo menos uma vez, enfrentou os policiais de dedo em riste, desconcertando-os com seu alemão impecável. "Minha mãe exibia muita segurança e autoridade, os alemães respeitavam a autoridade."

Testemunhos de judeus que foram salvos por Aracy contam que ela os acompanhava até o camarote do navio para assegurar proteção diplomática e, muitas vezes, levava as jóias, bens e dinheiro dos refugiados em sua bolsa para evitar que fossem confiscados pela polícia nazista. Uma delas é Maria Margareth Bertel Levy, que também está prestes a completar 100 anos e, por problemas de saúde, já não pode mais falar. Em 2006, contudo, ela gravou um depoimento ao historiador René Decol: "Aracy me levou pessoalmente ao navio, usando seu passaporte diplomático." Margareth talvez seja a última das pessoas salvas por Aracy ainda viva. "Pelas informações que tenho, minha mãe deve ter salvo, no total, cerca de 100 pessoas", calcula Tess. Uma das poucas vezes que Aracy falou sobre si foi em 1983, quando recebeu a homenagem do Estado de Israel: "Nunca tive medo, quem tinha medo era o Joãozinho (o escritor Guimarães Rosa). Ele dizia que eu exagerava, mas não se metia muito e me deixava ir fazendo", disse Aracy ao Jornal do Brasil. (...)

De volta ao Brasil, ela se dedicou inteiramente a colaborar com a atividade literária do marido. Mas ainda voltaria a desafiar o arbítrio. O escritor Franklin de Oliveira relata no prefácio de 1992 de Grande sertão: veredas, que em 1964, quando começou a caça às bruxas, Aracy e Guimarães Rosa quiseram que ele fosse se esconder na casa deles. A oferta foi recusada, e então eles organizaram uma lista de embaixadas nas quais o escritor pudesse buscar asilo. Em 1968, pouco depois de ter se tornado viúva, Aracy participava de reuniões de intelectuais que se opunham à ditadura militar no País. No dia 13 de dezembro, quando o regime baixou o AI-5, um dos artistas caçados pela polícia encontrou guarida no apartamento de Aracy no Posto 6, Arpoador, com vista para o Forte de Copacabana. Era o compositor Geraldo Vandré, autor de Pra não dizer que não falei das flores. "Do apartamento, ele podia ver a movimentação de soldados e policiais na rua", diz Tess."



Fontes:
http://www.terra.com.br/istoe-temp/edicoes/1994/artigo70598-1.htm
http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/102/na-alemanha-joao-guimaraes-rosa-conheceu-aracy-7339.html
http://www.arqshoah.com.br/justo/5/
http://www.velhosamigos.com.br/foco/aracyguimaraesrosa.html
http://www.elfikurten.com.br/2013/05/joao-guimaraes-rosa-o-demiurgo-do-sertao.html




Festa à Fantasia do IRBr 2015


Todos os anos os alunos do Instituto Rio Branco preparam uma festa à fantasia para receber os seus "calouros". A festa deste ano terá o tema de Bollywood a Hollywood e os ingressos já estão à venda. Já fui a cinco edições e simplesmente adoro! Acho que é uma das melhores festas de Brasília, pois tem boa música e gente divertida. Para animá-los, vejam fotos das últimas festas do IRBr que eu fui (e mais algumas também). Coloquei um emoticon nos rostos para evitar eventuais problemas com alunos (professor sofre). Espero que gostem!

Festa à fantasia 2009 - Branca de Neve
Festa à fantasia IRBr 2010 - Pirata


Festa à fantasia IRBr 2011 - Melindrosa e Gangster
Festa à fantasia IRBr 2012 - Capitão América e Agente Carter

Festa à fantasia IRBr 2014 - Pirata e sereia
Oktoberfest 2014 - Alemães
Festa à fantasia da Deniza 2010 - Mágico e coelhinha na cartola

25/04/2015

O Itamaraty e a ajuda aos brasileiros no exterior

O Itamaraty não vive só de reuniões de cúpula ou negociações de tratados. Ele provê apoio aos brasileiros no exterior. Você conhece o trabalho realizado pelo mundo?


Eu tinha preparado esta postagem na terça feira, mas não havia publicado pois queria buscar vídeos oficiais (NBR, MRE, PR, etc.) sobre o apoio aos brasileiros no exterior. Mas hoje, mesmo sem essas informações, resolvi escrever pois neste exato momento diversos diplomatas estão mobilizados para dar amplo apoio aos nossos nacionais que estão no Nepal, após o terremoto que ocorreu nesta sexta-feira. Em cada situação de guerra, desastre natural ou outra emergência que venha a ocorrer, os brasileiros podem buscar apoio no consulado, no plantão consular  ou na embaixada - quando for o caso (veja aqui quando cada um se aplica).

Caso você necessite de apoio consular, acesse: www.portalconsular.mre.gov.br e obtenha maiores informações. A página www.facebook.com/DivisaodeAssistenciaConsular também possui informações de interesse para brasileiros no exterior ou que desejem viajar para fora do país. 

Coloco aqui abaixo um vídeo sobre o apoio prestado pelo Itamaraty.




Leia AQUI as informações do Itamaraty sobre a situação no Nepal.





Diplomatas famosos: Vinicius de Moraes

Poucos sabem, mas boa parcela dos diplomatas se dedica a outro ofícios ou hobbies, ligados à poesia, prosa, fotografia, arte e música. Nesta série de biografias, vou apresentar diplomatas brasileiros que ficaram famosos por sua arte. O primeiro é Vinicius de Moraes, nosso querido poetinha, talvez o diplomata brasileiros mais conhecido em todo o mundo.

"Poeta, compositor, escritor, cantor, dramaturgo e diplomata. Essa última função é a menos lembrada quando se fala sobre Vinicius de Moraes. O carioca, que completaria hoje [19/10/2013] 100 anos, se destacou tanto pelas composições e poesias que é até compreensível que as lembranças sobre sua trajetória musical sejam bem mais reconhecidas do que os fatos que marcaram sua carreira na diplomacia. Mas Vinicius também ajudou a levar o nome do Brasil para outros países de forma institucional. Na função de promover a cultura brasileira, ninguém mais adequado do que um dos compositores da segunda música mais cantada na história. Com mais de 500 interpretações gravadas em vários países, Garota de Ipanema – fruto de parceria com Tom Jobim – só foi menos tocada do que Yesterday, dos Beatles.


Em 1942, Vinícius foi aprovado em concurso do Itamaraty, depois de aconselhado pelo diplomata Oswaldo Aranha. A função, antes de ser uma vocação do poeta, garantiria uma tranquilidade para ele consolidar sua obra. No ano seguinte, ingressou oficialmente na carreira diplomática, com 29 anos, sendo nomeado para o cargo inicial no Ministério das Relações Exteriores pelo então presidente Getúlio Vargas. Em 1946, foi indicado para a vaga de vice-cônsul em Los Angeles, nos Estados Unidos, onde ficou por cinco anos.


Nessa primeira atuação como diplomata, Vinicius se aproximou de artistas brasileiros que faziam grande sucesso nos Estados Unidos, como Carmen Miranda, e personalidades internacionais, como o cineasta norte-americano Orson Wellws. Ele acompanhou de perto algumas montagens cinematográficas em Hollywood, que se concretizava como capital do cinema. Com a morte de seu pai, em 1950, o poeta retornou ao Brasil e aumentou seu volume de produções musicais.

Três anos depois, em dezembro de 1953, ele seguiu para a França como segundo-secretário da embaixada brasileira em Paris e era presença frequente nos círculos culturais da capital francesa. Autorizado a voltar para o Rio de janeiro em 1956, como forma de férias-prêmio, ele permaneceu em sua cidade natal por quase todo o ano e passou a se voltar cada vez mais para trabalhos com música popular. Ao convidar Antonio Carlos Jobim para fazer uma música para a peça Orfeu da Conceição, deu início a uma parceria que, com a união do cantor e violinista João Gilberto, criaria o movimento de renovação da música popular brasileiro, conhecido como Bossa Nova.


Para o vice-diretor da Escola de Música da UFMG, Mauro Rodrigues, a opção pela diplomacia serviu  para abrir as portas para o músico brasileiro e levou para outros países um estilo que representou bem o país. “A garantia de contatos institucionais fora do Brasil como diplomata o ajudou a levar um movimento cultural que ficaria como marca do nosso povo. Como diplomata, ele teve as portas abertas para mostrar seu trabalho”, explica Rodrigues. Em 1957, Vinicius  transferiu-se de Paris para Montevidéu, no Uruguai, atuando ao lado da delegação brasileira na Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco), onde ficou até 1960. Ao retornar ao Rio, ele manteve seu cargo no Ministério das Relações Exteriores.

Com o passar do tempo e com sua obra ganhando cada vez mais repercussão, o poeta conseguiu levar uma boa imagem do país. “Esse espírito otimista e positivo que Viníicius carregava, principalmente com a bossa nova, ficou marcado na imagem do brasileiro lá fora. Uma síntese do estilo africano e europeu, que destacava nossa cultura. E isso não foi positivo só lá fora, mas aqui também, já que a difusão desse estilo afetivo e alegre fez com que ele fosse assumido e valorizado dentro do Brasil”, avalia o professor, especialista em música popular brasileira.

Apesar do reconhecimento como um dos maiores poetas e músicos do país, o fim de sua carreira como diplomata foi cercado por polêmicas e mágoas. Em 1969, cinco anos depois do golpe militar, Vinicius foi cassado pelo Ato Institucional nº 5 (AI-5). Segundo trechos de relatório elaborado pela Comissão de Investigação Sumária – criada pelo regime militar para fiscalizar os órgãos nacionais –, o gosto pela noite era um dos entraves para sua atuação no Itamaraty.


Em um dos relatórios que tratava de sua demissão, no entanto, ficou claro que existia também admiração pelo poeta. “Considerando que a conduta do primeiro secretário Vinicius de Moraes é incompatível com as exigências e o decoro da carreira diplomática, mas em atenção aos seus méritos de homem de letras e artista consagrado, cujo valor não desconhece, a comissão propõe o seu aproveitamento no Ministério da Educação e Cultura”, dizia o texto que tratava de sua exoneração. Ele deixou o cargo durante um dos maiores expurgos registrados na diplomacia brasileira, com 44 servidores cassados, sendo 13 diplomatas.

Aos 55 anos, Vinicius foi aposentado compulsoriamente. Dez anos depois, ele desabafou em uma entrevista que considerou “uma sacanagem” a forma como foi expulso do Itamaraty. Mais de 40 anos depois de ser cassado pela ditadura militar e 30 depois de sua morte, ele foi agraciado com uma inédita promoção post mortem a embaixador. Em agosto de 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva promoveu o poeta ao cargo máximo da carreira diplomática, em cerimônia que contou com a presença de familiares e amigos do artista."

Fonte: www.em.com.br



Assista a um especial da TV Brasil sobre o Vinicius diplomata em: www.ebc.com.br

Conheça mais sobre Vinicius no link www.viniciusdemoraes.com.br

24/04/2015

Revista Juca nº 7

O que é Juca?
É a revista anual dos alunos do Curso de Formação/Mestrado Profissional em Diplomacia do Instituto Rio Branco. O termo "Diplomacia e Humanidades" define os temas de que trata a revista: diplomacia, ciências humanas, artes e cultura. A JUCA visa a mostrar a produção acadêmica, artística e intelectual dos alunos da academia diplomática brasileira, bem como a recuperar a memória da política externa e difundi-la nos meios diplomático e acadêmico.

Por que Juca?
José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Chanceler que ingressou no panteão dos heróis nacionais como patrono da diplomacia brasileira, era conhecido nos seus dias de juventude e de boemia como Juca Paranhos — à época, ele ainda não havia recebido o título nobiliárquico que posteriormente denominaria nossa academia diplomática. Fosse o Itamaraty no século XIX organizado como o é hoje, o jovem diplomata que consolidaria as fronteiras nacionais e estabeleceria novo paradigma para a política externa brasileiras seria tratado, em sua temporada na academia diplomática, por Terceiro Secretário Juca Paranhos. A revista elaborada pelos diplomatas recém-ingressados no Instituto Rio Branco presta homenagem à política exterior legada pelo Barão do Rio Branco e ao próprio Barão, que, antes das glórias nas questões arbitrais e políticas, foi... o Juca.



Todas as edições da Revista podem ser lidas clicando AQUI.
Acesse também a página da Juca no Facebook: facebook.com/revistajuca.

Jantar temático: chileno/peruano

Eu A-DO-RO fazer jantares temáticos! Então, resolvi compartilhar algumas ideias para receber os amigos em casa. O nosso segundo tema é Chile/Peru (o primeiro foi Brasil). Assistam aos vídeos e tentem em casa. É super fácil.

Entrada: ceviche e tartare de salmão
Prato principal: Causa Peruana
Sobremesa: Risoto de doce de leite
Bebida: Pisco Sour









23/04/2015

Curiosidades: direitos dos cônjuges de diplomatas





A Lei nº 11.440,de 29 de dezembro de 2006 prevê que:

Art. 15.  Ao servidor estudante, removido ex officio de posto no exterior para o Brasil, fica assegurado matrícula em estabelecimento de ensino oficial, independentemente de vaga.

Parágrafo único.  O disposto neste artigo estende-se ao cônjuge e filhos de qualquer condição, aos enteados e aos adotivos que vivam na companhia do servidor, àqueles que, em ato regular da autoridade competente, estejam sob a sua guarda e aos que tenham sido postos sob sua tutela.

Art. 21.  O servidor do Serviço Exterior Brasileiro casado terá direito a licença, sem remuneração ou retribuição, quando o seu cônjuge, que não ocupar cargo das Carreiras do Serviço Exterior Brasileiro, for mandado servir, ex officio, em outro ponto do território nacional ou no exterior.

Art. 22.  O servidor do Serviço Exterior Brasileiro casado cujo cônjuge, também integrante do Serviço Exterior Brasileiro, for removido para o exterior ou nele encontrar-se em missão permanente poderá entrar em licença extraordinária, sem remuneração ou retribuição, se assim o desejar ou desde que não satisfaça os requisitos estipulados em regulamento, para ser removido para o mesmo posto de seu cônjuge ou para outro posto na mesma sede em que este se encontre.

Parágrafo único.  Não poderá permanecer em licença extraordinária o servidor cujo cônjuge, também integrante do Serviço Exterior Brasileiro, removido do exterior, venha a apresentar-se na Secretaria de Estado.

Receita Federal - Parte IIIl: Veículos

Veículos- Procedimentos na Chegada ao Brasil

Residentes no Brasil  

a) Se o veículo registrado no Brasil saiu temporariamente do País, e retorna por via terrestre, conduzido pelo viajante: nenhum procedimento junto à Aduana, desde que o condutor porte a documentação exigida na legislação aplicável ao viajante e o veículo não transporte mercadorias que, por sua quantidade ou características, façam supor finalidade comercial, ou que sejam incompatíveis com as finalidades do turismo (vide art. 356 do Decreto 6.759/2009);  

b) Se o veículo registrado no Brasil saiu do País temporariamente, e retorna ao País por qualquer outro meio: o viajante deve providenciar o despacho aduaneiro de reimportação do veículo, por meio da Declaração Simplificada de Importação (DSI) eletrônica, registrada no Sistema Integrado de Comércio Exterior (Siscomex), podendo, nesse caso, ser dispensado o procedimento de habilitação para utilizar o Siscomex se a declaração for transmitida para registro por um funcionário da Aduana ou elaborada por um despachante aduaneiro nomeado pelo viajante;  

Não residentes no Brasil

Os veículos terrestres estrangeiros, de uso particular, conduzidos por viajantes não residentes, consideram-seautomaticamente submetidos ao regime, dispensados das formalidades necessárias ao controle aduaneiro (IN RFB nº 1.361, de 2013, art. 90). Mesmo sendo automaticamente admitidos no regime, caso a autoridade aduaneira considere cabível, poderá efetuar a verificação do veículo, cabendo ao viajante abrir todos os compartimentos do veículo, se solicitado (IN RFB nº 1.059, de 2010, art. 14). Os veículos terrestres estrangeiros, de uso particular, transportados como carga, devem ser submetidos a despacho aduaneiro (IN RFB nº 1.361, de 2013, art. 47). Imigrante: é proibido trazer veículo automotor do exterior como bagagem, exceto para alguns viajantes em situações especiais .


Legislação de Referência:  
  • Portaria MF nº 440, de 30 julho de 2010 
  • Instrução Normativa RFB nº 1059, de 2 de agosto de 2010 
  • Decreto nº 6.759/2009 (arts. 87, 101, 102, 155 a 168, 681, 702 e 713 ) 
  • Instrução Normativa RFB nº 1.385, de 15 de agosto de 2013


22/04/2015

Uma embaixatriz para se inspirar


Lendo matérias na internet encontrei "Uma embaixatriz para se inspirar" no site vilamulher.com.br. Transcrevo abaixo um trecho. 

"Ela nasceu dentro de um táxi, quando a mãe não conseguiu esperar o carro chegar até o hospital militar, na cidade de Curitiba, no Paraná. O pai, que era médico, fez o parto ali mesmo e a bebezinha foi embrulhada no paletó. Roseana T. Aben-Athar Kipman veio ao mundo assim, numa manhã de fevereiro de 1948. Hoje, ela é embaixatriz do Brasil no Haiti. Mas do dia do nascimento até a vida que leva hoje, longe do Brasil, muita coisa aconteceu. Roseana é dessas mulheres que inspiram. E o Vila Sucesso conversou com ela, direto do Haiti, e agora divide a história dela com você.

O lugar onde Roseana mora se encontra hoje num estado que ela mesma chama de "paz armada". Muitos progressos já foram feitos na região, mas a miséria é enorme. "O desemprego beira os 75%, o analfabetismo 80%. Pelo menos 10% da população têm AIDS e ainda há muito por fazer", diz. Mas por que, aos 61 anos, ela resolveu morar numa área de conflito?

O marido de Roseana, Igor Kipman, foi designado para o cargo de Embaixador do Haiti pelo presidente da República. E, desde então, os dois moram por lá. Por causa da situação do país, Roseana só anda de carro blindado e tem um contingente de 13 fuzileiros navais que ficam 24 horas por dia com ela. "Eu os chamo de anjos da guarda e os amo de paixão. Como não amar a alguém que voluntariamente coloca a vida em troca da minha e protege o meu corpo com o seu?" (...)

Mas Roseana é modesta. Por lá, ela faz muito mais do que isso. Há mais de 40 anos, trabalha com o desenvolvimento social. Morando numa região com tanta carência, a história não podia ser diferente. Ela levanta antes das 6h da manhã e só dorme quando o relógio bate meia-noite. Nesse dia longo, ensina português para os haitianos, de forma voluntária, no Centro de Cultura Brasil-Haiti.

Além disso, trabalha num centro de nutrição, em Cité Soleil. "Três ou quatro vezes por semana recebo pessoas para almoçar ou jantar e nas outras noites restantes vou aos jantares oficiais. Além disso, bordo, leio, respondo meus e-mail, visito orfanatos, templos católicos e evangélicos e participo de ações sociais lideradas pelo Exército ou Marinha Brasileiro", conta. Outra coisa que ocupa parte do dia de Roseana é o mundo virtual. Ela não deixa de sempre atualizar páginas como Facebook, Orkut e Twitter. Entre os esportes preferidos, muita aventura. Ela gosta de rafting, rapel, arborismo, caiaque e montanhismo. Além disso, é encantada pelo movimento escoteiro pelo mundo - do qual é dirigente há 42 anos.

Roseana também é apaixonada por outra coisa: a leitura. Ela tem mais de 2 mil livros que carrega para onde vai e diz que lê de maneira compulsiva. Se gosta de um autor, dá um jeito de ler tudo que ele tiver escrito. "Não me lembro de estar sem um livro na mão. Como releio meus livros, nunca passo a diante, não os empresto para serem lidos fora da minha casa e não me desfaço deles. Assim é que logicamente a minha biblioteca foi crescendo, crescendo e continuará crescendo enquanto eu for capaz de ler", conta."

Para ler toda a matéria, clique aqui:

Concurso cultural Juca

Concurso cultural promovido pela Revista JUCA


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Somos apenas "esposas de diplomata"?

Foto: Hello Beautiful

Nesta noite de terça-feira, feriado de Tiradentes e aniversário de Brasília, recebi uma mensagem em um grupo fechado que me fez pensar a respeito de um assunto que ao menos para mim não causa nenhuma polêmica ou estranheza, mas que para outras pessoas pode parecer machista e pejorativo: a (auto)denominação "esposa de diplomata". 

É verdade que não ouvimos locuções como "esposa de piloto da fórmula 1", ou esposa de apresentador de televisão", até mesmo "esposa de executivo" ou "esposa de funcionário público federal". Mas ouvimos "esposa do Presidente", também conhecida como Primeira Dama, e "esposa do Embaixador", nomeada Embaixatriz. Será esse um título secundário? Algo que diminui a mulher a uma função decorativa ou de mera acompanhante? Depende do interlocutor e depende de que mulher estamos falando. Quando dei início ao blog, minha ideia inicial era contar as histórias e peripécias de uma esposa de diplomata: viagens, mudanças, criar filhos no exterior, recepções e festas. Mas com o tempo, fui conhecendo mulheres incríveis, empoderadas, decididas e autônomas - e todas elas também eram esposas de diplomata ou, como eu gosto de apelidar, diplo wives - e decidi falar sobre uma gama muito maior de assuntos, todos relativos à vida na chancelaria. Algumas dessas maravilhosas mulheres trabalham fora, outras trabalham em casa. Mas todas trabalham. E isso não me causa nenhuma estranheza: a mulher pode optar livremente por se dedicar à sua carreira, aos seus filhos, ao seu marido ou a todos eles ao mesmo tempo. Uma opção não exclui a outra. E optar uma vez não impossibilita uma mudança futura. O importante é que com a emancipação feminina hoje podemos ser o que quisermos - repito: o que quisermos. E ponto final. Isso é o feminismo. 

Mas vamos voltar ao "titulo" esposa de diplomata. Se fosse o contrário: a diplomata fosse mulher, não chamaríamos o marido de esposo de diplomata? Tenho certeza que sim. Da mesma forma, fazemos com os/as militares. Mas por que uma denominação de esposo/esposa de alguém? Quem deu início a esse suposto título secundário? As duas carreiras (militar e diplomática) vem com um grande fardo: a constante mudança de endereço. Ela afeta não somente o titular do cargo público, mas seu cônjuge e filhos. São eles que acompanham o esposo /a esposa, o pai /a mãe em uma vida nômade e cheia de compromissos e regras sociais. Por isso também usamos o termo "filha/o de militar" e "filho/a de diplomata". O cargo acaba englobando toda a família, que apoia esse servidor público na sua missão, seja ela de defesa ou de representação do Brasil. 

Cabe ao cônjuge do militar e do diplomata um papel importante da sua socialização. Tanto, que existem obrigações e regras sobre como proceder em eventos oficiais, nos quais a família deve comparecer. Além do papel cívico, as esposas/os esposos têm o papel de apoio na carreira e apoio em casa, duas coisas que não são nada fáceis. O que não significa necessariamente que são donos ou donas de casa unicamente. Muitos e muitas trabalham fora, tanto, que existem acordos bilaterais para viabilizar o trabalho dos cônjuges (leia aqui). Outros/as optam por se dedicarem exclusivamente à família, um trabalho que também é importante, haja vista os problemas que a expatriação gera - e que não são poucos. 

Mas podem perguntar: e o esposo da Presidente? e o esposo da Embaixadora? Como vamos chamá-los? Não há denominação para eles? Isso não é machismo? Bem, sabemos que um idioma é o reflexo de uma sociedade. No Brasil nunca tivemos um esposo de Presidente, talvez por isso não haja uma denominação para o "cargo". Mas estou segura de que no momento em que houver, a ABL e os estudiosos das letras nos brindarão com um termo adequado que passará a ser usado dai em diante.

Já o esposo da embaixadora, essa é uma outra questão. Até o ano de 1918 não havia ingressado nenhuma mulher no Itamaraty, e somente em 1938 as carreiras diplomáticas e consulares foram unidas, de forma que as primeiras mulheres, que entraram em 1919 passaram a ser diplomatas. Mas "apenas em 1953 uma mulher foi novamente aprovada, por força de um mandado de segurança. Em 1954, a autorização definitiva para o ingresso de mulheres foi dada."(Leia mais aqui). Ou seja, as primeiras embaixadoras devem ter assumido somente após 1974 (preciso verificar a data precisa, essa é uma estimativa bem grosseira). Assim sendo, são no máximo 40 anos de Embaixadoras no Ministério. Já deveria há muito haver um nome para os seus esposos, mas na falta de um termo específico, os chamamos "esposo da Embaixadora". Alguém acha esse termo sexista? Duvido. 

Se não somos "apenas esposas de diplomata", quem somos? Somos mulheres inteligentes, cultas, decididas e empoderadas. Somos tudo o que quisermos ser, sem limites, clichês ou preconceitos. Cada uma é única e ao mesmo tempo é múltipla, pois temos vários papéis: mulheres, filhas, mães, esposas, profissionais, ... diplo wifes.

21/04/2015

No meu carrinho da Amazon - Parte II

Hoje a Mariana me deu um link que mudará a minha vida. Fuçando nas páginas do site, encontrei ESSA LOJA no Amazon. Pirei. Completamente. E tenho certeza de que vocês também irão amar os livros que estão à venda nela. Selecionei os que mais gostei, mas o shipping + livros ficou muito caro. Então, vou comprar aos poucos, na medida em que for lendo (se não, vou amontoar junto com os livros do doutorado, aí vai virar bagunça).  Bem, seguem as capas.