18/06/2015

Blog "de férias" até janeiro de 2016


Queridos leitores,
Por mais que eu adore pesquisar temas sobre a diplomacia e familiares de servidores do Itamaraty, neste momento, preciso me dedicar integralmente aos meus estudos. Então, o blog entrará de férias até janeiro, quando, se Deus quiser, terei terminado/defendido a tese de doutorado. Sentirei saudades, mas eu voltarei! Prometo - Pinky swear!

Diplomatrizando: histórias favoritas

Imagem: www.magicwall.ca

Sou fã do blog da Celina, o diplomatrizzando.blogspot.com.br. Comecei a acompanhá-lo antes de começar o meu blog. Na verdade, ele e alguns outros, me inspiraram a começar meus próprios relatos e a criar o "diplo life - diplo wife". Queria, então, dedicar este post às minhas passagens favoritas do blog Diplomatrizando, que está de "férias" por tempo indeterminado, já que a Celina está curtindo uma fase super especial da sua vida. Mal posso esperar pelos relatos do Canadá, que é o atual posto do casal.

Post favorito 


De todos, o meu post favorito é  "um brinde, com água?". Quando li, foi um misto de tragédia com comédia. Primeiro, porque a situação é bem inusitada - organizar um jantar formal para o embaixador e a embaixatriz no meio de um período de falta de água - , o que gera uma certa reação cômica, em especial pelo comentário final do post (não vou estragar a surpresa). Segundo, porque no lugar dela, eu estaria desesperada. Falta de água em um país estrangeiro no qual você reside faz pouco tempo = caos. Além de ser divertido, esse post foi importante para que eu pudesse ter um primeiro contato com as obrigações de uma Diplomatriz (ou diplowife)e com eventuais dificuldades no exterior. Vou transcrever um trecho do texto e recomendo a leitura completa no link abaixo.
"Esta semana fomos surpreendidos com a notícia de que, com o último dilúvio, a tubulação da água que abastece a cidade foi rompida. A expectativa é de que demore uns 4 dias ou 5 dias para a que a reconstrução seja finalizada, ou seja, serão uns 5 dias em que a água estará MUITO limitada na cidade inteira, só 1/3 da capacidade. Onde moramos há caixa d'água, então por enquanto tudo está bem, mas um dos funcionários da Embaixada já está sem um pingo nas torneiras há mais de 48 horas... (...) Com a notícia, parti ao supermercado para fazer um estoque de água mineral. Não apenas eu, mas cidade inteira... trânsito lotado, supermercado repondo água sem parar nas prateleiras e em certo momento até limitando a quantidade de água que cada pessoa poderia comprar. A essa hora, a cidade já deve estar praticamente desabastecida de água mineral. A maior parte da população, sem condições de comprar água mineral (cerca de R$ 2,00 a garrafa de um litro e meio) saiu às ruas com baldes e o que mais fosse possível para buscar água sabe-deus-onde. Foi e está sendo um pouco caótico este momento. (...)"  http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2012/10/um-brinde.html

Posts sobre diplomatrizar

Explicando o termo Diplomatrizzando
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2012/05/explicando-o-termo-diplomatrizzando.html

Esposa de diplomata? Embaixatrizo?
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2013/04/esposa-de-diplomata-embaixatrizo.html

Ser mãe no exterior
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2015/04/maternidade.html

Imagem: folha.uol.com.br


Posts sobre o Gabão 

Com o blog da Celina, aprendi muito sobre o Gabão, pude me aproximar um pouco mais da cultura local e ver as atividades da embaixada no país. Meus posts favoritos sobre o assunto seguem abaixo. 

Aprendendo a lidar com os desafios
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2012/05/aprendendo-lidar-com-os-desafios.html

Fotos de Libreville
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2013/09/fotos-de-libreville.html

Festas Nacionais
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2013/08/festas-nacionais-ii.html

Carnaval de Libreville
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2013/03/i-carnaval-internacional-de-libreville.html

Os lados A e B de Libreville
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2012/07/o-lado-de-libreville.html
http://diplomatrizzando.blogspot.com.br/2012/07/o-lado-b-de-libreville.html

17/06/2015

Artigo: Do Circuito Elizabeth Arden ao Circuito Global?

Do Circuito Elizabeth Arden ao Circuito Global?

A política de postos e remoções do Itamaraty, por Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo.


Boa tarde, apesar de estar "de férias" do blog (os posts foram todos programados mês passado), resolvi atualizá-lo hoje com este artigo muito interessante da Mundorama. Vocês podem acessá-lo clicando AQUI.

"Este artigo, dessa maneira, trabalhará na importante lacuna do exame das remoções dos diplomatas brasileiros  – algo ainda não realizado de forma sistemática. Trata-se da quarta contribuição a uma série de artigos sobre os “Filhos da Democracia”, os diplomatas que passaram pelo Instituto Rio Branco (IRBr) de 1985 a 2010 (1, 2 e 3). A análise recairá primordialmente sobre os que tomaram posse entre 1987 e 2007, pois carecemos de dados mais precisos sobre os que acederam ao órgão entre 2008 e 2010 – além de parte considerável deste grupo ainda não ter sido removido para postos no exterior. Será realizada uma comparação com os servidores que tomaram posse de 1930 a 1968. No total, serão examinadas 1768 carreiras.[5]

O objetivo do texto é analisar dois aspectos distintos. O primeiro é a criação e a distribuição de postos do Itamaraty no exterior, desde o período da Independência; o segundo, a designação de quais servidores são escolhidos para ocupar tais colocações (o termo a ser utilizado será “remoção”). Para alcançar esses dois objetivos, os autores esforçaram-se para levantar, de forma inédita, dados referentes a 442 postos criados entre 1819 e 2010 e de 9.219 remoções, além da legislação pertinente sobre o assunto. No período anterior a 1916, foram utilizados os relatórios anuais da pasta de Negócios Estrangeiros (depois Relações Exteriores), os orçamentos financeiros do Império e o volume editado por Raul de Campos.[6] De 1916 até 2014, foram utilizados relatórios anuais do Itamaraty, Almanaques de Pessoal, o Diário Oficial da União (DOU), relatórios do Tribunal de Contas da União, listas de antiguidade da carreira de diplomata e dados do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão. Por incrível que possa parecer, o período mais contemporâneo é o que enfrenta maiores lacunas em termos de fontes. O último anuário a que tivemos acesso foi o de 2010 – os anteriores foram os de 1992 e o de 1983. Ainda que a publicação de um anuário de aposentados, das listas de antiguidade (semestrais) e o Diário Oficial da União tenham sido úteis para suprir lacunas, nem todas foram preenchidas, em especial entre 1983 e 1992, 1993 e 2009 e de 2010 a 2013.

As conclusões e recomendações foram feitas com base na melhor informação disponível. O estudo carece das dados de 526 servidores que tomaram posse entre o final de 1968 e 1986. A parte de comparação de salários foi feita com base em informações fragmentadas e, certamente, não atualizadas." Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Abaixo, estão alguns dos gráficos do artigo, como um "teaser" para vocês.


Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Autoria: Rogério de Souza Farias e Géssica Carmo

Brasileirinhos no Mundo

O Ministério das Relações Exteriores tem um concurso muito interessante chamado "Brasileirinhos no Mundo". Trata-se de uma seleção dos melhores desenhos de crianças brasileiras que vivem no exterior e que retratam o nosso país. Você pode acessar todas as edições clicando AQUI. Abaixo, seguem alguns dos desenhos vencedores das distintas premiações anuais. Cliquem nos links para obter informações sobre os desenhos.

http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/desenhos/iii-edicao/copy_of_imagem01-28.jpg/view

http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/desenhos/ii-edicao/imagem01-34.jpg/view

http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/desenhos/i-edicao/quinto.jpg/view

http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/desenhos/brasileirinhos-no-mundo-v-edicao/imagem01-28.jpg/view

http://www.brasileirosnomundo.itamaraty.gov.br/desenhos/brasileirinhos-no-mundo-iv-edicao/copy10_of_imagem01-28.jpg/view

16/06/2015

Escolas mundo afora - Parte I

Quero começar uma nova série, com um tema que importa a muitos de nós: a educação no Brasil e no exterior de nossos familiares (cônjuges e filhos). Em várias conversas que tive após criar o blog, a escolha do colégio e da universidade foram preocupações recorrentes para as famílias: "devo colocar meu filho em escola pública no país onde formos morar?", "será que é melhor optar por escola americana ou liceu francês?", "tem escola brasileira no país onde serviremos?", "a escola deve ser bilíngue ou não?".

Como sou nova no assunto, estou buscando informações que possa compartilhar com vocês. Quem tiver dicas, sugestões,  informações ou histórias a contar, por favor entre em contato comigo pelo formulário ao lado direito da página. Sua informação pode ajudar muitas pessoas. A AFSI está coletando informações por país em uma página do Facebook aberta aos membros da associação. Quem tem interesse, pode dar uma passadinha por lá. 

Para não deixar este primeiro post em branco, sem coisas legais, vou compartilhar algumas imagens do fotógrafo James Mollison, da sua coleção "Playground", que mostra crianças no horário do recreio em diferentes localidades do mundo. A coleção completa está disponível em: jamesmollison.com.

Fotografia: James Mollison. Reino Unido

Fotografia: James Mollison. Quênia

Fotografia: James Mollison. Nepal

Fotografia: James Mollison. Moscou

Fotografia: James Mollison. China

14/06/2015

Ser Mulher e Diplomata: Madeleine Albright



Madeleine Albright

"Madeleine Korbel Albright, nascida como Marie Jana Korbel (Praga, 15 de maio de 1937), foi uma política neoliberal1 nomeada como 64ª Secretária de Estado dos Estados Unidos, tendo sido a primeira mulher no cargo. Foi nomeada pelo presidente Bill Clinton em 5 de dezembro de 1996 e confirmada por unanimidade pelo Senado dos Estados Unidos por 99-0. Prestou juramento em 23 de Janeiro de 1997. Hoje é professora na universidade de Georgetown.

Biografia
Filha de um diplomata tcheco, fugiu com a sua família do país depois da ocupação nazi em 1939, encaminhando-se para Londres, onde viveu com uma das avós. Durante grande parte da sua vida acreditou que a sua família fugira por motivos políticos, mas em 1997 conheceu a verdadeira razão: a sua família era judaica, tendo mesmo três de seus avós falecido em campos de concentração nazis.

Depois da Segunda Guerra Mundial, a família regressou à Checoslováquia, mas acabou por se refugiar novamente devido ao domínio Soviético do país e ao regime socialista instalado em Praga. Assim, em 1948, começava a aventura norte-americana da família Korbel e, particularmente, de Marie Jana.

Adaptando-se com facilidade à vida americana, em parte devido à experiência inglesa durante a guerra, Marie Jana fez os seus estudos nos EUA e licenciou-se no Wellesley College (Massachussets), no ano de 1959. Nesse ano desposou Joseph Albright, membro da família dos editores e proprietários das publicações Medill.

Depois de concluir em 1968 um Mestrado com uma tese intitulada The Soviet Diplomatic Service: Profile of an Elite (publicada em 1968), na Columbia University, Nova Iorque, trabalhou como angariadora de fundos na campanha presidencial derrotada do senador Edmund Muskie, em 1972. Mais tarde trabalhou como assessora-chefe de Muskie. Em 1976, doutorou-se, novamente na Columbia University, defendendo uma tese sobre The Role of the Pressin Political Change: Czechoslovakia 1968 (publicada em 1976). Neste mesmo ano, fez parte da equipa de trabalho de Zbigniew Brzezinski, conselheiro de segurança nacional do presidente Jimmy Carter.

Ao longo das administrações republicanas de Ronald Reagan e de George Bush, na década de 1980 e meados da década de 1990, Madeleine Albright trabalhou em diversas organizações não governamentais sem fins lucrativos (como o Center for National Policy). A sua residência em Washington D.C. converteu-se, nessa época, num autêntico centro de discussão e reunião de influentes políticos e opinion makers do Partido Democrata.

Foi também professora de Relações Internacionais na Universidade de Georgetown, na cidade de Washington, entre 1982 e 1993.

No entanto, a sua chama política só começou a despontar depois da eleição presidencial do democrata Bill Clinton, em 1992. Clinton nomeia-a então embaixadora dos EUA junto das Nações Unidas, no ano de 1993. Neste fórum internacional rapidamente ficou conhecida pela sua firme determinação como feroz defensora dos interesses norte-americanos, promovendo uma crescente importância dos Estados Unidos nas operações da ONU, principalmente no que concerne aos seus aspectos militares. Foi também, durante o seu primeiro mandato, membro do Conselho de Segurança Nacional da presidência de Clinton. Em 1997 foi nomeada para Secretária de Estado dos EUA; no segundo mandato da Administração Clinton, tendo sido unanimemente confirmada pelo Senado norte-americano. É o mais alto cargo governamental atingido por uma mulher na história dos EUA, sendo também a primeira a tornar-se Secretária de Estado, cargo que ocupou até 2001.

Apesar de ter sido autora da criação de políticas e instituições com o objectivo de conduzir o mundo à paz e à prosperidade, quer na ONU quer como Secretária de Estado, não se lhe pode deixar de imputar responsabilidades na construção da liderança norte-americana no planeta e das suas prerrogativas de intervenção em assuntos internacionais, isoladamente ou à frente de alianças internacionais (como no Kosovo, em 1999).

Os seus esforços têm-se centrado na estabilização da Europa Central e Oriental (em parte devido à sua facilidade de comunicação em várias línguas da região, como o checo, o russo ou o polaco), bem como no Médio Oriente.

De fato, Madeleine Albright, a mulher dos célebres alfinetes "de dama", desenvolveu desde 1997 uma incansável política de afirmação do papel do estado americano como árbitro e "polícia" das nações, bem como da sua área de influência geoestratégica e militar no mundo, baluartes do pujante e agressivo desenvolvimento econômico registado por Washington nos últimos anos. Mãe de três filhas, Madeleine Albright encarna também a importância das mulheres em áreas e altos cargos de estado tradicionalmente masculinos, tornando-se um símbolo da empreendedora mulher americana e um estímulo para as mulheres do mundo inteiro."

12/06/2015

Série: Diplomatic Immunity

O primeiro presente que ganhei de dia dos namorados do meu marido, foi a série "Diplomatic Immunity". Ela foi uma série de comédia produzida na Nova Zelândia em 2009 e teve somente treze episódios. É um estilo de humor meio pastelão e fala de um embaixador que, após um escândalo amoroso, foi enviado para o Consulado em Fe'Ausi, onde os funcionários locais são completamente insolentes e envolvidos nas mais loucas histórias. Assistimos juntos a cada episódio enquanto fazíamos o CACD. E vocês, já receberam presentes "diplomáticos" ou tem dicas de séries ou filmes com diplomacia?


11/06/2015

Música: Diplomat, do Itch

Buscando pela palavra "diplomat" no Youtube, encontrei essa música. É um hip-hop do Itch. Nunca tinha ouvido falar, mas tudo bem. A letra (e as imagens) é  um pouco estranha e agressiva - e não tem nada a ver com a verdadeira carreira diplomática. Achei, na verdade, preconceituoso com relação à profissão e a letra tem trechos que preferi censurar por achar depreciativos. De qualquer forma, me pareceu interessante compartilhar com vocês a título de curiosidade. 





You see I'm half angel,
And the other half devil
You're kinda dumb,
I'm kinda high,
So weirdly
We kinda on a level
And that's F**********
Yeah that's F***********
My personalities refuse to settle
Bang heads together head bang heavy metal
I'm a whole person, a whole human being
A walking contradiction all seeing
Cos reality ain't so convenient
I'm the father calming and the baby screaming
Don't ask, when you hear the beat just know it
When the lyric kicks obviously the street poet
Every thug needs a hug
When you're on the red rug, sleeping with the bed bugs

Celebrate
We create
Educate
Yeah I'm just trying to elevate

I am not a diplomat I am a human
I won't lay down for your amusement
This is a movement
My contribution
Reality is all else is an illusion

I wasn't put here to keep the peace
I'm no angel my robes are creased
Deceased to increase the ceasefire
Yeah like the rest of the world i got desire
So i swap positions
'A logical incompatibility between two propositions'
That's the definition of a contradiction
But also the definition of all human beings

Celebrate
We create
Educate
Yeah I'm just trying to elevate

I am not a diplomat I am a human
I won't lay down for your amusement
This is a movement
My contribution
Reality is all else is an illusion

I puff out my chest and I freeze on contact
As sure of myself as a pre nup contract
I get told to stay the same
But I grew roots so that I could grow and change
Some days i might protest for your rights
Some days i might just get drunk and fight
Some days i might spend a tenner and look fly as hell
Some days i might just f**k all day be high as well
I am not what you want me to be
That's what makes a person a real human being
Don't be believing the mischievous ways
Of deceiving demons thieving your trust

I am not a diplomat I am a human
I won't lay down for your amusement
This is a movement
My contribution
Reality is all else is an illusion

http://www.onlylyrics.com/itch-lyrics-1108993.php

10/06/2015

Receita Federal - Parte XI: Eventos Internacionais

Eventos internacionais realizados no Brasil

A ocorrência de eventos internacionais no Brasil, tais como, exposições, conferências, shows, visitas de autoridades estrangeiras, entre outros, acarreta a entrada no país de bens necessários à participação/realização desses eventos. 

Esses bens podem chegar ao País juntamente com os viajantes que participarão do evento ou como qualquer outra carga, transportada por uma empresa de transporte regular. O tratamento aduaneiro e tarifário que é aplicado a esses bens pode ser o do Regime Especial de Admissão Temporária ou de bagagem de viajante não residente no Brasil, conforme seja o caso.

Os procedimentos aplicáveis para o despacho aduaneiro desses bens variam de acordo com a sua natureza e finalidade, com a função a ser desempenhada pelo viajante no evento e o tipo de evento, conforme seja:

  • Circulação de material promocional nos estados-partes do Mercosul;
  • Admissão temporária de bens destinados a feiras, exposições, congressos e outros eventos científicos, técnicos, comerciais ou industriais;
  • Admissão temporária de bens de caráter cultural ;
  • Circulação de bens integrantes de projetos ou eventos culturais no Mercosul ;
  • Admissão temporária de bens destinados competições desportivas internacionais ;
  • Admissão temporária de bens destinados a atividades clínicas e cirúrgicas de caráter humanitário ; e
  • Admissão temporária de bens relacionados com a visita ao Brasil de dignitários estrangeiros .


Além do tratamento específico previsto na legislação para cada um desses eventos, os bens trazidos pelos participantes podem ainda estar sujeitos ao tratamento de isenção de Tributos sobre a Bagagem, se atenderem aos limites condições estabelecidos na legislação geral de bagagem de viajantes, ou também ao Regime Especial de Admissão Temporária .

Dessa forma é fundamental conhecer em que condições os bens chegarão ao Brasil e para que finalidade, a fim de se determinar o melhor procedimento a ser seguido para o desembaraço desses bens da maneira mais simples e rápida possível.

Fonte:

08/06/2015

Direito Internacional: Refúgio - Parte III


Quem são os refugiados?

São todos os homens e mulheres (incluindo idosos, jovens e crianças) que foram obrigados a deixar seus países de origem por causa de um fundado temor de perseguição por motivos de raça, religião, nacionalidade, por pertencer a um determinado grupo social ou por suas opiniões políticas.

A legislação brasileira sobre refúgio (Lei 9.474 de 22 de julho de 1997) também reconhece como refugiadas as pessoas que foram obrigadas a sair de seus países devido a conflitos armados, violência e violação generalizada de direitos humanos. As pessoas que cometeram crimes contra a humanidade, de guerra, contra a paz e crimes hediondos ou que participaram de atos terroristas ou de tráfico de drogas não poderão se beneficiar da condição de refugiado.

Leia: Direitos e deveres dos solicitantes de refúgio no Brasil. ACNUR, 2011. Faça download da publicação AQUI

O que significa ACNUR?

O Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR), conhecido como a Agência da ONU para Refugiados, tem o mandato de dirigir e coordenar a ação internacional para proteger e ajudar as pessoas deslocadas em todo o mundo e encontrar soluções duradouras para elas. Com objetivos modestos, iniciou seus trabalhos em 1950. Mas já ajudou a dezenas de milhões de pessoas e recebeu dos Prêmios Nobel da Paz por seu trabalho humanitário. Para quem se vê obrigado a fugir de seus lares, normalmente devido a guerras ou perseguições, a Agência da ONU para Refugiados é, frequentemente, a última esperança de um retorno a uma vida normal. Hoje em dia, com uma equipe de aproximadamente 6.300 pessoas em mais de 110 países, procura ajudar cerca de 32,9 milhões de pessoas em necessidade de proteção.

07/06/2015

Receita Federal - Parte IX: Admissão Temporária de Bens

Clique nos links para obter mais informações.
Entende-se por bens de caráter cultural as obras de arte, literárias, históricas, fonográficas e audiovisuais, os instrumentos e equipamentos musicais, os cenários, as vestimentas e demais bens necessários à realização de exposição, mostra, espetáculo de dança, teatro ou ópera, concerto ou evento semelhante de caráter notoriamente cultural.
Podem ingressar temporariamente no Brasil, sob o Regime Especial de Admissão Temporária, bens para serem utilizados em atividades clínicas e cirúrgicas de caráter humanitário, prestadas gratuitamente no País, conforme os procedimentos estabelecidos na Instrução Normativa SRF n o 57/01.
A admissão temporária de bens estrangeiros destinados exclusivamente a competições desportivas internacionais é realizada conforme o disposto na IN RFB n o 562/05 e, subsidiariamente, na IN SRF n o 285/03, que trata do Regime Especial de Admissão Temporária em geral. O prazo máximo de permanência no País é de 30 dias anteriores até 30 dias posteriores ao período fixado para a realização da competição e, além dos veículos, todos os demais equipamentos necessários à realização do evento podem ser admitidos temporariamente, mesmo os pneus, combustíveis e lubrificantes.

A admissão temporária de bens destinados a feiras, exposições, congressos, competições e outros eventos congêneres de natureza científica, técnica, comercial ou industrial é realizada conforme o dispostoA na IN SRF nº 35/99, devendo-se ainda observar as disposições da IN SRF n o 285/03, que trata do Regime Especial de Admissão Temporária em geral e da IN SRF nº 611/2006, que trata do uso de Declaração Simplificada de Importação(DSI) e de Exportação (DSE) .

Podem ser autorizadas a entrada e permanência por até 30 dias no Brasil de bens que estejam relacionados com a visita ao País de dignitários estrangeiros, sem o pagamento de tributos e sem a prestação de garantia. Desde que a visita seja comunicada previamente pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE) à Secretaria da Receita Federal (SRF), os bens poderão ser submetidos ao Regime Especial de Admissão Temporária, conforme procedimentos estabelecidos na IN SRF nº 469/04. A natureza e a finalidade dos bens e quem promoverá a sua importação são determinantes do procedimento que deve ser adotado.

06/06/2015

Regras de Etiqueta - Parte VI: Precedência à mesa

Para mim, este é o mais difícil: ordem de precedência à mesa. Não só porque você deve levar muitas informações em conta, como porque pode resultar em um insulto ou deselegância. Encontrei em uma busca pela internet este texto de Rubem Queiroz Cobra. Ele é bem longo, mas me pareceu ter informações importantes. 

Tenho um livro de cerimonial de uma embaixatriz que explica de maneira mais clara como organizar os convidados à mesa, mas antes de publicá-lo, preferi transcrever este mais longo (e totalmente cansativo, por ser longo e bem descritivo) para depois publicar o dela que, diga-se de passagem, explica até como organizar a ordem se a mesa for redonda (nunca havia imaginado isso na minha vida, mas é útil). As fotos que coloquei neste post são somente para vermos de forma mais clara como ocorre a organização de jantares em cerimônias oficiais pelo mundo. A escolha foi aleatória.

Foto: UOL. Presidente François Hollande (à esquerda no centro) e o rei da Jordânia, Abdullah II (à direita no centro), participando de jantar.

Pela sua complexidade, a disposição dos lugares à mesa é um dos principais problemas do cerimonial oficial ou privado. Em sua solução estão envolvidas três disciplinas: Etiqueta, Protocolo e Boas-maneiras e, indiretamente, também a História.

A Etiqueta faz a qualificação da posição dos assentos. Diz, por exemplo, que as cabeceiras da mesa, devido a terem vista de todo o salão, por estarem no meio de um numero igual de assentos de um e outro lado; e por contarem com espaço mais amplo e melhores condições para serem servidas, e um maior número de interlocutores, são os lugares mais importantes ou mais valiosos “A” e “B”; a partir destes, qualifica os demais assentos em ordem decrescente de importância. O Protocolo determina “A” e “B” como assentos cativos dos anfitriões – os promotores do evento –, e aos demais, “lugares de honra”, para convidados. Verifica então a hierarquização da importância das pessoas para distribuí-las corretamente de acordo com o valor correspondente dos assentos. Em eventos oficiais, essa hierarquia é determinada por um Protocolo criado por decreto, ou pelo Protocolo que segue algum critério naturalmente reconhecido entre os membros de um clube, funcionários de uma empresa, ou objeto de um estatuto interno.

Figura 01
Em eventos não oficiais, poderá, por um motivo sutil para o qual o Protocolo é tecnicamente cego, deslocar um convidado e colocá-lo em mais evidência  que seus títulos justificariam.

Por uma deferência segundo os seus sentimentos, o anfitrião poderá, se assim desejar, ceder seu lugar – à cabeceira da mesa, no sistema inglês, ou no centro da mesa no sistema francês –,  a um convidado que ele queira reconhecer de modo especial, (por exemplo, um general, uma autoridade civil, um prelado), e ele próprio ocupar o lugar que estaria destinado ao convidado de honra.Este poderá aceitar ou não a deferência - mas a troca jamais será uma obrigação do anfitrião.

Historicamente, duas disposições de lugares se consagraram, a inglesa e a francesa, ambas mostradas na Fig. 1. A primeira disposição, a inglesa, tem A e B nas cabeceiras; na segunda, francesa, A e B se confrontam no centro da mesa. A disposição inglesa – o chefe da família ocupando a cabeceira da mesa, "A", e sua mulher, "B" – é tradicionalmente observada no Brasil desde a época colonial, conforme comentado já na minha página Mesa de refeições: seu aparelhamento e o uso dos talheres.

Foto: Governo do Canadá. Evento na Slovênia.

É regra também da Etiqueta que os assentos sejam alternadamente para homens e para mulheres, evitando-se  um homem sentado ao lado de outro, ou uma mulher ao lado de outra, e também que um homem seja colocado frente a uma mulher. Essa regra só é quebrada quando o grupo não corresponde idealmente a um número de casais completos. Devido a essa alternância obrigatória na ocupação dos assentos, resultará que o anfitrião terá uma mulher à sua esquerda e outra à sua direita, e a anfitriã terá um convidado homem de cada lado. Ambos devem colocar à sua direita o convidado ou convidada mais importante, e à sua esquerda o convidado ou convidada que sejam os segundos em importância.

Um exemplo simples, comum, e bastante ilustrativo, é o do casal que convida para almoçar ou jantar os seus sogros. A disposição seria como na Fig. 2:

Figura 02

Se, em mesas retangulares, para a observância dessa regra for necessário, a anfitriã deve ceder sua posição B, a fim de manter a alternância a partir do anfitrião em A, e a disposição frente a frente do mesmo sexo. Este problema surge quando o número de casais em uma mesa retangular é par.

Se ocorreu a necessidade da anfitriã ter o seu lugar deslocado, ela deve ocupar o extremo lateral direito, de modo que o convidado de honra – que é o mais importante – ficará à sua direita ao ocupar a cabeceira B.

Figura 03: Mesa Inglesa
A anfitriã que recebe sozinha, o Protocolo a coloca no lugar “A” pois este é o mais adequado para supervisionar o evento e coloca o convidado de honra na posição B. Se há mais de uma mesa, o convidado de honra será mantido à direita da anfitriã, no assento à direita de “A”. O anfitrião que recebe sozinho procederá do mesmo modo, colocando o convidado de honra em B, no caso de se tratar de uma única mesa. No caso de mais de uma mesa, colocará o convidado de honra na sua própria mesa, próximo de si, porém não nos dois lugares imediatamente ao seu lado, os quais serão ocupados pela mulher de primeira importância à sua direita, e pela segunda em importância, à sua esquerda, como dito acima.

A anfitriã é a primeira a sentar-se, e será seguida pelas demais mulheres. Antes de se sentarem, os homens devem ajudar a senhora á sua direita a se sentar, posicionando e empurrando convenientemente a cadeira, a fim de que ela possa ter as duas mãos livres para acomodar o vestido enquanto se senta. Feita esta gentileza, devem aguardar que o anfitrião se sente para ocuparem seus lugares. Alguns dos homem talvez tenham que ajudar a duas senhoras, primeiro à sua direita, depois à sua esquerda.

Foto: Wikipedia. Jantar na Casa Branca.

Se mais de uma mesa são usadas na recepção  – como em geral ocorre em um chá, ou em jantares de homenagem e jantares do ensaio, por exemplo  –,  os lugares cativos A e B (reservados à anfitriã e ao anfitrião) são os lugares extremos que se olham de cada uma de duas mesas diagonalmente mais afastadas no recinto (A e B na fig. 3). Lugares de honra são à direita de cada um, e outros, de importância secundária, em cada uma das demais mesas, a partir da posição mais privilegiada, em cada uma delas, em relação à visão do ambiente, à proximidade dos serviços, etc. ("a" na fig. 3).

Figura 03
Os lugares cativos são, portanto, os que têm condições mais privilegiadas, estão em oposição e são destinados aos anfitriões. Situam-se nos extremos da mesa retangular, quando se segue a etiqueta inglesa, ou no centro de seus lados opostos, quando se segue a etiqueta francesa. O assento principal A estará mais próximo da entrada de serviço da copa que o assento B.

Mesa Francesa
 Os membros de um casal e os amigos não são colocados juntos, mas separados e preferencialmente em mesas diferentes, havendo várias mesas Marido ao lado da mulher enseja comentários cochichados, e roda de amigos cria um grupinho exclusivo que ignora os demais convivas. Cabe aos anfitriões, preferencialmente à anfitriã, a indicação dos lugares aos convidados segundo seu conhecimento dos valores de cada assento e sua sensibilidade para a hierarquização da ocupação deles conforme um critério de importância dos convidados que tem. 

Cartões com o nome da pessoa à qual o lugar está reservado é muito prático, quando há um grande número de lugares (mais de seis pessoas). Os dizeres devem reduzir-se a duas ou três palavras que são o sobrenome do convidado ou convidada precedido de Sr. ou Sra. O primeiro nome ou o nome do meio pode ser acrescentado quando for necessário distinguir entre homônimos. Não utilizando cartões, o anfitrião ou a anfitriã convidam as pessoas a sentar, acompanhando-as aos lugares que lhes cabe.

A pessoa que convida amigos para uma refeição, seja em sua casa, seja em um restaurante, não deve fugir da prática de sugerir os lugares à mesa; e os convidados devem, também, aguardar que a anfitriã indique os lugares em que deseja ver cada um deles. De um modo geral a prioridade é dada de acordo com a importância social ou política do convidado, e por isso as regras do Protocolo precisam ser lembradas. 

Foto: Public Radio of Armenia. Jantar em Praga em homenagem ao Presidente armênio.

Porém, nas reuniões não oficiais, Boas Maneiras leva em conta fatores individuais a serem respeitados, e não apenas uma fria hierarquização de precedências baseada em determinado Protocolo. Por isto, a disposição de lugares pode considerar o grau de cultura, colocando-se frente e frente, ou na mesma mesa, pessoas de mesmo nível cultural, ou que se sabe terem afinidades ou interesses comuns. 

Os mais velhos podem necessitar de alguém ao seu lado que lhes dê assistência; a surdez unilateral de um convidado precisa ser levada em conta; um membro da família que tenha estado fora do país ou uma pessoa que tenha coisas para contar que interessam a todos precisa de uma posição mais privilegiada; um visitante estrangeiro precisa ter próximo de si alguém que fale sua língua, etc. Deve-se, no entanto, respeitar o mais possível as determinações da Etiqueta quanto a importância dos lugares, - inclusive a regra de distribuição alternada de homens e mulheres, - e do Protocolo, quanto à graduação para sua ocupação.

Saber o lugar que lhe cabe ocupar à mesa, quando os assentos não estão marcados e o anfitrião não cuidou de indicá-los, é prova de um bom conhecimento de Boas maneiras à mesa. Ao final da refeição, ao tempo do café e licores, as pessoas naturalmente se libertarão para conversar em grupos de conhecidos que têm interesses comuns.

Foto: Principado de Mônaco. Jantar para o Príncipe dos Países Baixos.

O assento principal A (destinado ao anfitrião) estará mais próximo da entrada de serviço da copa que o assento B, o que lhe permite acompanhar o serviço e zelar pela sua perfeição. Inclusive, a regra de distribuição alternada de homens e mulheres. As mulheres ocupam posições na importância correspondente à de seus maridos. Os casais convidados são sempre colocados separados, salvo o caso de que estejam juntos a menos de um ano.

Em uma mesa de coordenação ou mesa de reunião prevalecem hierarquia e interesses práticos, sem nenhuma preocupação com alternância de sexos.

Por uma deferência segundo os seus sentimentos, o anfitrião poderá ceder seu lugar a um convidado que ele queira reconhecer de modo especial, (p. ex., um general, uma autoridade civil, um prelado) o qual poderá aceitar ou não a deferência - mas tal troca jamais será uma obrigação do anfitrião.

Embora haja uma variedade de modos de servir, não variam as precedências a serem observadas no serviço à mesa. Em primeiro lugar é servida a senhora que está à direita do anfitrião; em seguida a senhora que está à esquerda do anfitrião; depois, as demais senhoras e por último, a anfitriã; em continuação, é servido o senhor que está à direita da anfitriã, e depois o que está à sua esquerda, e os demais homens, mesmo os mais jovens e adolescentes. Por último é servido o anfitrião.

Em caso de serviço ao bufê, o anfitrião e a anfitriã atuam no sentido de que a fila para servir espelhe ordem semelhante. Primeiro a senhora mais importante (aquela cujo assento está reservado do lado direito do anfitrião), depois a segunda em importância e assim sucessivamente. A última das mulheres a servir-se será a anfitriã e o último homem a servir-se será o anfitrião, o qual se sentará por último à mesa, entre as duas senhoras que foram as primeiras a tomar lugar.

05/06/2015

Dica de filme para o final de semana


Dica de filme para o final de semana, sobre a temática viagens e imersão em outras culturas. Me identifiquei muito com essa personagem. E adoro o Bill Murray!!! Bom final de semana!




04/06/2015

Warning!


Queridos leitores, vou tirar um mês de recesso do blog para poder dar uma engatada no final do doutorado. Deixei agendado um post para ser publicado por dia, então vocês não ficarão sem atualizações. Mas as séries de entrevistas só voltarão em julho. 

Receita Federal - Parte X: Controle Cambial

Controle Cambial das Operações de Comércio Exterior
  
No Brasil não é permitido o livre curso da moeda estrangeira, isto é, as pessoas físicas ou jurídicas só podem comprar ou vender moedas estrangeiras nos estabelecimentos legalmente autorizados pelo Banco Central do Brasil (Bacen).Toda a regulamentação do controle cambial exercido pelo Bacen se encontra no Regulamento do Mercado de Câmbio e Capitais Internacionais (RMCCI ).

O ingresso e a saída de moeda estrangeira correspondente ao recebimento das exportações e ao pagamento das importações deve ser efetuado mediante a celebração e liquidação de contrato de câmbio em banco autorizado a operar no mercado de câmbio.

O Contrato de Câmbio é o instrumento firmado entre o vendedor e o comprador de moedas estrangeiras, no qual se definem as características completas das operações de câmbio e as condições sob as quais se realizam, cujos dados são registrados no Sistema de Informações do Banco Central do Brasil (Sisbacen).

O contrato pode ser celebrado prévia ou posteriormente ao embarque das mercadorias para o exterior ou a sua chegada no País.

Na exportação, a liquidação do contrato se dá mediante a entrega da moeda estrangeira ou do documento que a represente ao banco com o qual tenha sido celebrado o contrato de câmbio. O recebimento em moeda nacional decorrente da exportação deve ocorrer mediante crédito do correspondente contravalor em conta titulada pelo comprador ou acolhimento de cheque de emissão do banco, nominativo ao exportador, cruzado e não endossável.

Na importação, o pagamento deve ser processado em consonância com os dados constantes na DI registrada no Siscomex ou na documentação da operação comercial, no caso de ainda não estar disponível a DI. O contravalor em moeda nacional deve ser levado a débito de conta titulada pelo comprador ou pago com cheque de sua emissão, nominativo ao agente autorizado vendedor, cruzado e não endossável.

No caso de exportações realizadas por meio de declaração registrada no Siscomex, comum ou simplificada , cujo somatório dos valores dos registros de exportação (RE ou RES) não exceda o limite de US$ 20,000.00, o recebimento pode também ser conduzido mediante utilização de cartão de crédito internacional emitido no exterior ou por meio de vale postal internacional.

No caso de importações realizadas por meio de Declaração Simplificada de Importação, registrada no Siscomex, o pagamento pode ser conduzido mediante utilização de cartão de crédito internacional emitido no País.

Adicionalmente, sujeitam-se a registro no Bacen, por meio do módulo Registro de Operação Financeira (ROF) do Sisbacen, todas as importações de mercadorias (inclusive arrendamento mercantil externo ("leasing"), arrendamento simples e aluguel de equipamentos), com prazo de pagamento superior a 360 (trezentos e sessenta) dias e as importações de bens, sem cobertura cambial, destinados à integralização de capital da empresa.

O registro no ROF de cada operação deve ser providenciado anteriormente ao registro da DI ou DIs a que se refere, mediante declaração do importador no Sisbacen, por meio da Internet ou pela rede Serpro. No sítio na Internet do Bacen encontra-se o RDE-ROF Manual do Declarante , onde podem ser encontradas todas as informações necessárias ao correto preenchimento do ROF.

Fonte:

02/06/2015

Filme: Sua Execelência, a Embaixatriz


"Boisterous, fun-loving, and popular Washington D.C. hostess Sally Adams is appointed U.S. Ambassador to the Grand Duchy of Lichtenburg, Europe's smallest country. In Lichtenburg, the Duke and Duchess are negotiating a political marriage for their niece, Princess Maria in exchange for a substantial dowry. However, the country is desperate for funds, and turns to the inexperienced ambassador for a much needed U.S. loan. Sally refuses to talk money, that is, until she meets the ultra charming Gen. Cosmo Constantine. Meanwhile, Sally's press attaché Kenneth Gibson falls head over heels for Princess Maria". Written by L. Hamre

"Barulhenta, divertida, carinhosa e popular, a anfitriã Sally Adams, de Washington DC, é nomeada embaixadora dos EUA no Grand Duchy of Lichtenburg, menor país da Europa. Lá, o duque e a duquesa estão negociando um casamento político para sua sobrinha, a princesa Maria, em troca de um dote substancial. No entanto, o país está desesperado por fundos e pede, à embaixadora inexperiente, um empréstimo muito necessário dos Estados Unidos. Sally se recusa a falar de dinheiro, isto é, até ela conhecer os ultra charmoso general Constantine Cosmo. Enquanto isso, o adido de imprensa de Sally, Kenneth Gibson, se apaixona perdidamente para a princesa Maria". Escrito por L. Hamre

Elenco e mais informações em: http://www.imdb.com/title/tt0045592/?ref_=rvi_tt




01/06/2015

Cadernos de Política Exterior nº1

A FUNAG acaba de lançar uma nova publicação, que pode ser baixada gratuitamente AQUI. Segue, abaixo, a transcrição das palavras dos editores. 

"É com satisfação que apresentamos este primeiro número dos Cadernos de Política Exterior, que serão publicados semestralmente pelo Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI) – retomando um trabalho que se iniciou nos anos 1980, com os  saudosos Cadernos do IPRI, publicados por este Instituto entre 1988 e 1994. 

A nova revista tem como objetivo trazer uma contribuição ao debate sobre temas ligados às relações internacionais e à política externa brasileira. A discussão pública desses temas vem assumindo, no Brasil, importância cada vez maior, o que reflete, por um lado, a consolidação e aprofundamento de nossa democracia, e, por outro, a crescente projeção do País no cenário internacional. Os “Diálogos sobre Política Externa”, realizados pelo Itamaraty em 2014, confirmaram a relevância da interação entre Governo e sociedade nos temas da agenda internacional. 

Tem-se desenvolvido de forma significativa, no Brasil, a produção acadêmica de conhecimento na área de relações internacionais. Um número cada vez maior de universidades oferece cursos nessa área, em vários casos com programas de pós-graduação. Multiplicam-se as dissertações e teses defendidas a cada ano. Soma-se a isso a produção, igualmente relevante, em áreas correlatas, como as de economia, história, geografia, ciências sociais, filosofia política e outras. Os que trabalham com a diplomacia só têm a ganhar com isso. Como toda atividade “intensiva em conhecimento”, a política externa se beneficia da diversificação e sofisticação do debate.

Inversamente, não é menos correto afirmar que a sociedade civil brasileira – incluindo as universidades, os centros de pesquisa e as ONGs –, assim como outros órgãos do Governo para os quais também se espraia a agenda de temas internacionais, podem beneficiar-se de um acesso mais
amplo ao conhecimento gerado no âmbito do próprio Ministério das Relações Exteriores, ao qual o IPRI está vinculado. Como salientou em seu discurso de posse o Ministro Mauro Vieira, é parte da vocação do Itamaraty contribuir para “ajudar a sociedade e os agentes econômicos e sociais brasileiros a melhor compreender o mundo, nossos interesses e a própria agenda diplomática brasileira”. O debate sobre a política externa é uma via de duas mãos, na qual o Itamaraty pode e deve absorver o conhecimento que se produz fora dele, mas deve igualmente contribuir para que o pensamento dos diplomatas seja, ele próprio, um insumo a enriquecer a discussão no espaço público. Como é óbvio, isso já ocorre há muito tempo e de formas diversas, por meio da participação de diplomatas em seminários e conferências, a publicação de artigos, livros, ou mesmo em contatos informais. Os Cadernos de Política Exterior não pretendem, assim, reinventar a roda. Trata-se, nada mais, de proporcionar um canal adicional de acesso à informação de qualidade. (...)

A iniciativa desta publicação deve ser vista como uma contribuição do Itamaraty à produção de conhecimento e ao debate público sobre os desafios e os rumos da política externa brasileira. Não está demais lembrar que, sendo cada artigo o resultado de um trabalho de pesquisa ou reflexão individual, os conceitos e posições neles expressos são de responsabilidade dos próprios autores, não expressando necessariamente a visão do Governo brasileiro.

Este primeiro número dos Cadernos de Política Exterior inclui apenas artigos de diplomatas brasileiros. No entanto, o projeto da revista não se pretende, de forma alguma, excludente, e no futuro estará aberto também a artigos ou ensaios de outras fontes que não o próprio Itamaraty".
Os Editores

A face pouco conhecida da vida diplomática - Parte VIII

Dando seguimento à série "A face pouco conhecida da vida diplomática", que já abordou as dificuldades de sair e de retornar ao país, o primeiro dia em um novo posto,  servir em países com instabilidade política e social,  o mito em torno da vida social do diplomata, hierarquia e a ordem de precedência,  e a "curva do expatriado",  agora vamos falar do papel das esposas dos embaixadores: as embaixatrizes. 

Gosto muito deste livro da Embaixatriz Yeda Assumpção, então decidi citar trechos das páginas 28, 29 e 66 que falam do importante papel protocolar das embaixatrizes. 


"É onde entra um dos papéis mais importantes da mulher do diplomata. Nós, as embaixatrizes, somos consideradas pela adequada elegância, pela correção dos jantares blacktie, das recepções, coquetéis e festas oficiais.

É quase inconcebível que não tenhamos disposição para sorrir, para esbanjar charme e, sobretudo, para nos mostrarmos sempre inteligentes.


O contrário, seria quase um prejuízo para a vida do marido. Porque para ele, o diplomata, a carreira vem em primeiro, em segundo e terceiro lugares em ordem de importância. 

Quando casei com Roberto, não tinha a menor noção do que era a carreira, nunca imaginei o que representava a vida diplomática. E só fui realmente compreender que ser embaixatriz era algo bem diferente de ser apenas a mulher de um diplomata quando chegamos à Argélia. Aquele era o primeiro posto de Roberto como embaixador e onde senti também a necessidade de assumir ao pé da letra as funções de embaixatriz, partindo da estaca zero. Aos poucos, porém, fui me apaixonando pelas novas responsabilidades. Queria ser realmente uma embaixatriz, no sentido que deve ser dado à palavra: aquela que participa da carreira.

A convivência em sociedade era apenas um dos aspectos - naturalmente o mais visível - da função. Mas tratava-se de muito mais: criar, na embaixada, as condições ideais para facilitar a essencial troca de informações e negociações. Afinal, esse cenário aparentemente mundano servia como cenário para que as relações se fortalecessem, as informações fossem trocadas, os acordos alinhavados. E quanto mais agradável fosse o quadro, mais à vontade todos se sentiriam para que isso acontecesse. 

Era preciso receber bem, manter um serviço perfeito - ou quase - criar uma atmosfera elegante e agradável, dar a cada convidado a impressão de que é o preferido, estar sempre vestida adequadamente, ter humor, e espírito, e, se possível, ter charme, falar bem e transmitir segurança. 

(...) É necessário que os jantares sejam os melhores e mais bonitos para que as pessoas estejam sempre interessadas em frequentar a casa. Tudo isso, é claro, cabia às mulheres. E naturalmente os maridos esperavam delas o máximo. Era onde entrava o trabalho dos bastidores. Um trabalho  pesado, difícil, sobretudo em países que não nos ofereciam grandes possibilidades de se obter as coisas mais simples. " Páginas 28-29.

"Era preciso reunir o número suficiente de pessoas - mas não muita gente -, ser uma presença sutil, saber escutar, sentir instintivamente para onde pendia a balança dos prestígios. 

Não há outra carreira em que a mulher tenha um papel tão fundamental, se levar à sério seus deveres! Mas, para ser assim, há um preço bem alto a pagar. É necessário esquecer-se de si mesma, e durante 24 horas por dia manter um elaborado plano de trabalho. É preciso ser incansável!


O que se torna uma escolha perigosa. É preciso muita lucidez e força de vontade para cumprir todas as tarefas que os maridos esperam, e ao mesmo tempo evitar tornar-se uma máquina incansável, trabalhando nos bastidores, mas mantendo a sensibilidade e integridade de ser humana." Página 66.