28/08/2015

Nova série para suas filhas!

Hoje pela manhã, uma amiga me enviou este link para o site Catraca Livre. Trata-se de um artigo sobre a nova série da Netflix "Project MC² - Smart is the New Coll". Eis o que diz o texto:

Os estereótipos de gênero criados pela sociedade definem que meninas podem ser “princesas” e “bailarinas” enquanto que os meninos podem ser o que quiserem: de super-heróis a cientistas. Pois um projeto chamado Mc2 quer combater esses padrões e para isso acaba de lançar bonecas temáticas com profissões nas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática.
Os nomes das bonecas foram inspirados em símbolos químicos: McKeyla McAlister (Mc2), Adrienne Attoms (A2), Bryden Bandweth (B2) and Camryn Coyle (C2). O objetivo do projeto cujo slogan é ‘Smart is the new cool’, é mostrar às meninas que essas carreiras não são exclusividade do universo masculino, e que podem e devem ser almejadas por elas.
O projeto ainda transformou as bonecas em personagens de uma série de desenhos no Netflix e, além de inteligentes, são divertidas e estilosas. Na trama as quatro combatem o mal através de seus conhecimentos científicos e tecnológicos. O lançamento do projeto foi comemorado em grande estilo em um local que não poderia ser mais apropriado: o Museu da Ciência de Londres, em South Kensington."



Fui procurar informações sobre a empreitada da Netflix - que eu adorei, já que nunca tinha visto uma boneca cientista e já havia preparado um post reclamando disso - e encontrei o site oficial do Projeto: www.projectmc2.com. Eis que tenho uma surpresa interessante: Adrienne (uma das cientistas) é filha de diplomata. Acho que as meninas se identificariam. Gostaram da dica? Vejam só a A2:



27/08/2015

Clima, fenômenos da natureza e desastres naturais

Você está na sua cidade e olha para o céu. Sabe se hoje vai chover, se vai fazer frio, como se vestir para sair, se vale a pena levar um casaquinho na bolsa ou se vai vestir calça ou saia/short. Aí, você sai da sua cidade e vai morar em outro país, que você não conhece muito bem. As condições climáticas são diferentes, os ventos e correntes oceânicas são outras, as temperaturas e a média pluviométrica diferem das que você está acostumado, até as estações do ano podem ser completamente diferentes. Você já não tem muita certeza de como se vestir, se vai esfriar ou esquentar ao longo do dia, se vai chover ou fazer sol. Esse é um desafio típico de expats.

Resolvi escrever este post pois estava me lembrando dos desafios dos meus primeiros meses no Uruguai. Talvez esses sejam desafios que muitos outros vivenciam na mudança de país. Aos poucos, vou contando algumas desventuras.


Cheguei em Montevidéu em meados de julho. Brasiliense, acostumada com a forte seca e com o calor (e com o terrível "frio" noturno de 13ºC) do inverno candango, desembarquei em uma cidade úmida, fria e com muito vento. O apartamento que eu aluguei (quarto, sala,cozinha) ficava a duas quadras do Rio Prata e não tinha calefação, secador de roupas e nem janela dupla. Eu não sabia que seria necessário, já que muitos dos prédios que visitei não tinham aquecimento e nem janela reforçada. Pois bem, depois de algumas semanas, percebi que chovia muito, ventava muito, fazia muito frio (para os meus padrões, é claro. Não chegava a ter temperaturas negativas, mas a sensação térmica chegava a -5ºC), que as janelas tremiam com a ventania e que era impossível secar a roupa colocando no varal. 

Eu tinha contratado uma diarista, que ia uma vez por semana lá em casa. Ela também era zeladora e faxineira do prédio, a Célia. Ela era uma senhora de cinquenta anos, muito simpática e atenciosa. Como eu ainda estava a procura de emprego (fui para Montevidéu fazer mestrado em Relações Internacionais na UDELAR), ficava em casa conversando com a Célia, para aprender um pouco mais sobre a cidade e a cultura local. Acho que ela se divertia, devia dar gargalhadas quando saía da minha casa, pois como eu não conhecia muito o país, ela inventava coisas de outro mundo e eu acreditava (bem, em algumas; afinal, eu lia jornais e informações relevantes).

Em um dia de muita chuva, vento e raios, ela me falou que todo ano, no final do mês de agosto, no dia de santa ... (não me lembro agora) os ventos ficavam fortíssimos e que caíam árvores, estouravam janelas, carros eram arrastados, enfim, que era o caos. Fiquei morrendo de medo do tal dia. E ela ainda adicionou uma informação: veja as notícias de 2005. Muita gente morreu. 


Pronto, foi o suficiente para me amedrontar. Busquei na internet e realmente tinha acontecido um evento natural que havia derrubado árvores em casas e carros, estragado a fiação de energia, quebrado vidraças, etc. O detalhe que eu não sabia era que aquilo não acontecia todo ano, como ela tinha dito. Aguardei o fatídico dia e... nada. Não sei se fiquei feliz ou desapontada, mas não aconteceu absolutamente nada.

No ano seguinte, eu já estava trabalhando, em um edifício que ficava de frente para a orla (rambla). Já tinha um carro, que ficava no estacionamento do prédio, também de frente para a rambla. Saí de casa, olhei para o céu e estava azul. Limpinho, apesar do frio. Fui trabalhar normalmente. Eis que no meio da tarde, chega um anúncio de "vientos huracanados" e somos instruídos a voltar para casa. Eu demorei um pouquinho para sair, estava terminando um relatório. Quando olhei pela janela, uma enorme nuvem bem escura andava bem rápido rumo ao continente. Desliguei o computador e fui pegar o carro.

O vento já tinha começado, mas não estava tão forte como ainda ficaria naquele dia - 120Km/h. No entanto, foi o suficiente para que eu (um metro e meio de altura e 47 Kg) não conseguisse caminhar rumo ao carro (que estava a céu aberto, de frente para a orla, sem nenhum anteparo contra o vento) sem ser impedida e quase arrastada. Eu bem que tentei andar. Mas o vento estava muito forte. Foi então que fiz uma das coisas mais ridículas da minha vida: fui me arrastando pelo chão para chegar ao carro. Gente, imagina a cara de quem estava dentro do prédio e me via pela janela. Eu parecia um Gi-Joe em treinamento. Ao menos, consegui chegar no carro, que estava balançando um pouco por causa da ventania. Peguei um caminho mais longo para casa (que não passava pela orla, pois o vento estava realmente forte por lá) e quando cheguei, o prédio estava sem luz. Eu, ensopada pela chuva/vento, subi os dez andares de escada e fiquei esperando a energia voltar para saber o que se passava.

No dia seguinte, uma amiga do mestrado me contou que os vidros do prédio dela estouraram e que a casa estava cheia de cacos. Por sorte, o meu apartamento não ficava com nenhuma janela de frente para o vento, mas o barulho delas batendo era agoniante. Dava medo.

Não encontrei vídeo no youtube sobre essa data, mais foi algo mais ou menos assim:




Essa minha história não é nada comparado com quem passa por desastres naturais em outros países. Mas, a partir desse episódio, fiquei mais ligada no assunto e passei a me informar sobre clima e condições geológicas dos lugares que pretendo ir. Pensando nisso, vou compartilhar com vocês alguns mapas sobre clima e desastres naturais. Espero que ajude alguém a escapar de maiores problemas. O mapa original pode ser baixado em: http://imgur.com/MLRI2qR.





Artigos acadêmicos sobre expatriados

Hoje recebi da AFSI a indicação de um artigo muito legal sobre expatriação. Vocês podem encontrá-lo clicando aqui. A Associação está organizando um curso presencial e o material faz parte das leituras iniciais. Se você ainda não se inscreveu, acesse a página da AFSI e obtenha maiores informações. Me empolguei com a temática e separei alguns trechos desse e de mais alguns artigos para vocês. Vale a pena lê-los na íntegra. Dois deles falam sobre as fases pelas quais os expatriados passam. Já postamos um vídeo bem divertido e informativo sobre o tema aqui no blog, lembram?

Imagem: http://cornishkylie.com/2014/10/11/an-expat-state-of-mind/


Expatriação e Estratégia Internacional: o Papel da Família como Fator de Equilíbrio na Adaptação do Expatriado


Neuri Amabile Frigotto Pereira; Ricardo Pimentel; Heitor Takashi Kato

RESUMO
Este artigo procura destacar, por meio de uma revisão da literatura, a importância da internacionalização da estratégia das empresas e o papel da família do trabalhador no exterior, o expatriado, no processo de seu ajustamento ao novo ambiente. Sendo o ajustamento um fator importante para o sucesso da estratégia de internacionalização, discute-se a importância da internacionalização e da expatriação, a natureza da atividade do expatriado para as empresas, os desafios a serem enfrentados e o papel da família no processo de ajustamento. Conclui-se que a família é fundamental neste ajustamento, sendo apresentadas algumas sugestões de pesquisas a serem realizadas, bem como possíveis hipóteses a serem testadas.

Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552005000400004

"Estágio ‘Lua de Mel’. Nesta fase a esposa do expatriado e os filhos usualmente estão excitados com todas as coisas novas oferecidas no novo país; neste estágio, o sentimento é idêntico ao do turista. Este período pode variar entre duas semanas e alguns meses, quando então o segundo estágio aparece.

Estágio do Choque Cultural. Nesta fase, também chamada de fase da desilusão, a família começa a se sentir desconfortável com a vida diária no novo país. A interação com aspectos da cultura local, com comportamentos considerados não costumeiros e imprevisíveis, disparam reações de rejeição à nova cultura. Sentimentos de solidão, desconforto e desilusão aparecem; e podem causar ansiedade, stress e retorno prematuro. Esta fase que, em geral, dura de três a nove meses, requer uma reação adequada e muitos não são capazes de prosseguir para outros estágios, sendo esta a fase apontada nos estudos como crítica em termos de repatriação. Aqueles que sobrevivem a este estágio, em geral estão aptos para progredirem para o estágio do ajustamento.

Estágio de Ajustamento. É o período no qual os membros da família do expatriado se sentem confortáveis e, gradualmente, aceitam a nova cultura, passando a entender melhor o comportamento das pessoas. Sentem-se menos isolados, mais familiarizados com os costumes e condições, aprendem com a comunidade e progressivamente tornam-se capazes de operar a rotina diária apesar de alguns distúrbios. Este estágio ocorre, em geral, entre o sexto e o décimo segundo mês.

Estágio do Entusiasmo. Os indivíduos passam a gostar da cultura e suas rotinas diárias tornam-se fáceis de conduzir. Os aspectos positivos da nova cultura são percebidos e nasce um sentimento de pertencer ao local. Este estágio vai ocorrer após o décimo mês." Página 58.

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"Em vários sentidos o ajustamento intercultural da esposa e dos filhos é mais difícil do que o ajustamento do executivo expatriado. O expatriado, durante boa parte da semana, não entra em contato com a cultura do país em que trabalha, pois sua vida profissional encontra continuidade na empresa, onde conta com uma rede de relações que lhe dá suporte, bem como uma rede de troca de informações com o país de origem, vantagem de que a esposa e outros familiares não dispõem. Se em casa, o executivo conta com o apoio da família que, em geral, mantém a cultura do país de origem, o mesmo não pode ser dito da família.

A esposa do expatriado e os filhos, por outro lado, não têm acesso à continuidade organizacional, e experimentam uma interrupção nas suas vidas pessoais, nos seus relacionamentos, na rotina diária. Além disto, encontram pouca ajuda para administrar as demandas diárias em circunstâncias fora do ambiente familiar a que estavam habituados no país de origem." Página 62.

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"Considerando especificamente a família do expatriado, os principais fatores que contribuem para a adaptação das esposas dos expatriados são divididos em três grupos:

(1) fatores individuais, tais como fluência na língua, mudanças na condição de emprego (carreira), auto-eficácia em geral, e eficácia social. Cabe ressaltar que a diferença de cultura, que começa com a língua, pode, desde logo, criar erros de compreensão dos sistemas, podendo mesmo surgir mal-entendidos logo na fase inicial de conhecimento;

(2) fatores ambientais, tais como a novidade cultural (diferença entre a cultura do país de origem e o novo país), a orientação social do país hospedeiro (que inclui aspectos legais, econômicos, sociais, demográficos e políticos), os estilos cognitivos e psicossociológicos do novo país, o sistema de valores e crenças dominantes, os padrões de comunicação dominante, como língua e dialetos e a comunicação não verbal. Nesse grupo de fatores, o entendimento das diferenças culturais depende, muitas vezes, de uma abordagem multidisciplinar que inclua vertentes diferentes, como as da sociologia, economia, legislação, antropologia e psicologia social; e, por fim,

(3) fatores de relacionamento interpessoal, tais como os relacionamentos familiares e as redes de relacionamentos sociais. Nesse grupo cabe ressaltar que é importante avaliar aspectos ligados ao estágio do ciclo de vida, tais como os seguintes: se o indivíduo é solteiro; casado sem filhos; casado com filhos; se está no segundo casamento etc." Página 63.


Imagem: http://indianyouthkuwait.com

Os efeitos da expatriação sobre a identidade: estudo de caso


 Juan Miguel Rosa GonzálezI; José Arimatés de Oliveira


RESUMO
São apresentados depoimentos obtidos por meio de entrevistas semiestruturadas, com indivíduos que vivenciam atualmente ou vivenciaram no passado experiências de expatriação - depois de realizada a devida revisão de literatura. O objetivo principal é identificar nesses relatos a ocorrência de transformações, como consequência da expatriação, na identidade dos sujeitos; para o que foi tomado como marco teórico o conceito de self-shock (choque do eu) de Zaharna (1989). O estudo visa a também identificar nas experiências dos entrevistados a ocorrência de padrões de adaptação à cultura de destino propostos pela literatura clássica sobre expatriação. A análise dos resultados sugere a existência de sustentação empírica para a hipótese do self-shock. Contrariamente, na maioria dos relatos não foram identificadas experiências condizentes com os pressupostos centrais da teoria clássica sobre o processo de adaptação do expatriado.

Palavras-chave: Expatriação. Adaptação. Choque cultural. Choque do eu. Identidade

Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1679-39512011000400011&lang=pt


"Outro modelo de adaptação cultural foi proposto em 1995 por Kim, para quem o expatriado inevitavelmente atravessa um processo de aculturação-deculturação pelo aprendizado de novas expectativas culturais e o abandono de antigos padrões, processo que se traduz em uma dinâmica de estresse-adaptação-crescimento (KIM, 1995).

O modelo de Kim introduz, marcantemente, o conceito de crescimento e transformação pessoal, mas talvez seja Sussman quem contribua de forma mais determinante à compreensão do fenômeno de desconstrução-reconstrução identitária, com o seu Modelo de Identidade Cultural (Cultural Identity Model - CIM). O modelo baseia-se em quatro pressupostos principais (SUSSMAN, 2002, p. 394, tradução nossa):

Primeiro, a identidade cultural é um aspecto crítico, porém latente, do autoconceito; segundo, a saliência da identidade cultural é em grande parte consequência do início de uma transição cultural; terceiro, a identidade cultural é dinâmica e pode mudar como consequência de um processo de expatriação e distúrbios no autoconceito; quarto, mudanças na identidade cultural atuam como mediadores entre a adaptação cultural e a experiência de repatriação.

O modelo de Sussman sugere quatro tipos de identidade pós-adaptação que afetarão significativamente o momento do retorno ao país de origem. 

Tem-se, em primeiro lugar, a identidade afirmativa, proeminente quando a experiência da expatriação reafirma o indivíduo na sua cultura de origem, dificultando a adaptação ao país de destino, porém facilitando uma experiência positiva de repatriação. 

A identidade subtrativa, ao contrário, caracteriza-se quando o expatriado se sente menos ligado à sua cultura original, o que faz da repatriação uma experiência traumática. 

Sussman fala em identidade cultural aditiva quando há um ganho identitário pela adoção de muitos aspectos culturais da cultura hóspede, adoção suficientemente intensa para também dificultar o processo de repatriação.

Finalmente, a identidade global é característica de indivíduos com um longo currículo de experiências internacionais. Para eles, o movimento constante entre diferentes culturas só reforça o sentimento de pertencer a uma comunidade global e a hora da repatriação não lhes apresenta grandes dificuldades (SUSSMAN, 2002)."

Imagem: http://www.internations.org

Alteridade, expatriação e trabalho: implicações para a gestão organizacional

Hilka Vier Machado; Cláudio Aurélio Hernandes


RESUMO
A alteridade consiste na relação do indivíduo com o outro. É por meio dessa troca que cada um constrói ou reconstrói sua identidade. Por outro lado, situações de expatriação requerem redefinição das identidades, tanto no plano individual quanto no social. Tendo em vista esses aspectos, este estudo qualitativo e exploratório foi realizado sob a forma de estudos de casos, junto a nove pessoas que saíram de seus países de origem para trabalhar em outro país. O objetivo do estudo é investigar o processo de alteridade em expatriados e as suas implicações nas situações de trabalho. Os dados foram coletados por meio de entrevistas semi-estruturadas, gravadas e transcritas. O conteúdo foi analisado com apoio do software Nvivus e as seguintes categorias foram extraídas dos discursos: vida de expatriado, vida de repatriado e situações de trabalho. Finalmente, com base nos resultados encontrados, discute-se implicações do estudo nas organizações e na gestão organizacional.

Palavras-chave: identidade; alteridade; expatriação; relações de trabalho.

Link: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1415-65552004000300004&lang=pt


"Constatou-se que, na fase inicial da expatriação, a imersão dos indivíduos em outra cultura é acompanhada de exigências sociopsíquicas decorrentes da tentativa de enxergar-se na visão do outro, que constitui uma forma de verificar a aceitação social na nova cultura. Esses aspectos pareceram mais intensos do que as dificuldades da atividade em si. Há um esforço por parte do indivíduo em compreender, nas linhas e entrelinhas, os significados culturais do local onde está vivendo. Da mesma forma, quando retorna ao seu ambiente de origem, esse processo se repete; portanto expatriação e repatriação são fenômenos nos quais a alteridade tem grande impacto e que não podem ser desconsiderados em situações de trabalho."



Como ser voluntário das Nações Unidas

Já falamos aqui no blog sobre como procurar por vagas de trabalho nas agências e fundos das Nações Unidas no Brasil. Hoje, vou transcrever as informações contidas no site da ONU Brasil sobre voluntariado aqui e no mundo. O voluntariado é uma forma nobre de colaborar com as Nações Unidas e com o desenvolvimento em diversos países. O site oficial do UNV (United Nations Volunteers) é www.unv.org. Uma opção bem legal, já que você pode realizar de qualquer lugar do mundo, é o voluntariado online. Para mais informações, clique aqui.



O trabalho voluntário e a ONU

A cada ano, milhares de pessoas de todo o planeta trabalham como voluntários da ONU. De acordo com as Nações Unidas, voluntário é o jovem, adulto ou idoso que, devido a seu interesse pessoal e seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração, a diversas formas de atividades de bem estar social ou outros campos.

O voluntariado traz benefícios tanto para a sociedade em geral como para o indivíduo que realiza tarefas voluntárias. Ele produz importantes contribuições tanto na esfera econômica como na social e contribui para a uma sociedade mais coesa, através da construção da confiança e da reciprocidade entre as pessoas. Ele serve à causa da paz, pois abre oportunidades para a participação de todos.

O que é o Programa de Voluntários da ONU?

Criado em 1971 a pedido dos países membros da ONU, o Programa de Voluntários das Nações Unidas (UNV) tem por objetivo ser uma fonte estratégica de conhecimento e assistência sobre o papel e a contribuição do voluntariado para os programas de desenvolvimento. Desde aquele ano, mais de 30 mil pessoas participaram do Programa. O UNV está localizado em Bonn (Alemanha), e atualmente atua em mais de 140 países, sendo representado no mundo através dos escritórios do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Hoje, o UNV conta com mais de 7.500 voluntários que a cada ano levam seu conhecimento para comunidades – de seu próprio país ou no exterior -, ajudando-as a se transformarem na força motora de seu próprio desenvolvimento. Esses profissionais vêm de mais de 160 países e aproximadamente 75% deles são de nações em desenvolvimento. Com uma idade média de 39 anos – suas idades variam entre 25 e 70 anos – e fortes credenciais acadêmicas e profissionais, eles têm muito a oferecer e compartilhar.

Os voluntários atuam em mais de 100 campos profissionais. Ajudam a manter a paz, organizam eleições, trazem alívio em situações de emergência, promovem os direitos humanos, melhoram as condições de saúde, ensinam técnicas efetivas de agropecuária, promovem a igualdade de sexos e protegem o meio-ambiente. Os voluntários desenvolvem atividades nos movimentos populares e no governo, com o setor privado e com as agências da ONU, e também trabalham com as ONGs.

Como se inscrever para ser um voluntário da ONU?

Para se inscrever e mandar seu currículo para participar do Programa de Voluntários das Nações Unidas, basta acessar a página do organismo na Internet (clique aqui). Lá é possível encontrar os cargos disponíveis e as exigências necessárias para o preenchimento destas vagas. É também possível enviar mesmo que no momento não existam posições disponíveis: ele será mantido em um banco de dados da ONU.

Os interessados devem ter pelo menos 25 anos de idade (não há limite máximo), possuir experiência em sua área de trabalho e falar fluentemente pelo menos algum destes três idiomas oficiais da ONU: inglês, francês e/ou espanhol.

Normalmente, os trabalhos voluntários oferecidos têm duração de seis meses a um ano e, pela própria essência do voluntariado, não são pagos. Porém, aqueles que prestam serviços à ONU recebem, mensalmente, uma pequena quantia para cobrir gastos básicos, enquanto servem a Organização. Essa quantia varia de lugar para lugar e leva em conta o custo de vida do país onde o voluntário irá trabalhar.

Informações:

25/08/2015

Paulo Kol: uma singela homenagem

Antes de escrever este post pensei bastante. Sou daquelas pessoas que acham que devemos honrar e celebrar os amigos em vida, quando podem ver o quanto são queridos. Mas após ponderar, decidi fazer uma singela homenagem ao nosso querido professor e amigo, Paulo Kol. Portanto, vou compartilhar com vocês o belo discurso proferido pelo Secretário João Santana, na formatura da turma do Instituto Rio Branco deste ano, denominada Turma Paulo Kol. 



"Contrariando a tradição, a turma que hoje se forma escolheu como patrono uma figura desconhecida do grande público. Não foi personagem histórico, não foi artista, não foi diplomata, tampouco foi uma grande personalidade do cenário político nacional. Não foi um campeão de causas nobres nem um ativista mundialmente conhecido. A pessoa a quem prestamos tributo foi um excelente profissional e um grande ser humano com quem tivemos a felicidade de conviver por quase dois anos. Tê-lo conhecido, certamente, tornou nossa passagem pelo Instituto Rio Branco mais feliz e prazerosa.

Angolano de nascimento, viveu na África do Sul do apartheid dos dez aos dezoito anos, quando então se mudou para o Brasil, terra que o acolheu de braços abertos e para sempre. Jornalista de formação, encontrou no magistério sua verdadeira vocação profissional. Professor meticuloso, costumava brindar-nos com dicas de oratória e comentários precisos sobre nosso desempenho nas aulas de inglês diplomático. Sua dedicação foi exemplo maior de compromisso, seriedade e amor ao trabalho. Mais do que nos ajudar a desenvolver habilidades que nos serão úteis ao longo de nossa carreira, com ele aprendemos a não perder o humor e a coragem mesmo em face de grandes adversidades. Sua luta pela vida jamais se apagará de nossa memória. Ao nosso querido amigo Paulo Kol, que nos deixou há pouco mais de um mês, nossa perene gratidão. Aos seus familiares e amigos, um abraço afetuoso e cheio de saudade."

Trecho do discurso do Secretário João Lucas Ijino Santana, Orador da Turma Paulo Kol (2013-2015) do Instituto Rio Branco – Brasília, 12 de Agosto de 2015.

Íntegra do discurso:

Tomadas mundo afora

Dizem que os esquimós têm mais de cem palavras para designar diferentes tipos de gelo. As necessidades do cotidiano acabam fazendo com que incorporemos informações sobre diversos assuntos que antes nem se passavam pela nossa cabeça. Para mim, um deles é a tomada/plugue. Fazendo um levantamento sobre problemas na mudança de país, descobri que levar eletrodomésticos na mudança pode ser impossível. Primeiro, por causa da diferença de voltagem (220 ou 110), segundo, pelo tipo de tomada adotado em cada país. Existem inúmeros! E o nosso tipo é adotado somente no Brasil. 

Para ilustrar esse caos de tomadas, abaixo, estão gráficos e informações retiradas do UOL Viagem e da Folha de São Paulo. Divirtam-se (ou não, se estiverem de mudança).

Gráfico: Folha de São Paulo - Ilustrações Alexandre Affonso


Nesta lista, vocês encontrarão os tipos de tomada de A a N, de acordo com os países que as adotam.

América do Norte, Central e Japão (tipos A e B)
Famoso também no Brasil antes da mudança do padrão de tomada, este plugue é composto por dois pinos achatados e paralelos. Nos Estados Unidos, um dos pinos costuma ser mais largo do que o outro (isso pode dificultar a conexão de um produto elétrico americano a uma tomada japonesa, por exemplo). Em alguns casos, o plugue contém também uma entrada para fio terra: um pino redondo logo abaixo das duas abas.

Europa  (tipo C) – Exceto Reino Unido 
Este plugue, o tipo C, era o mais comum no Brasil antes da alteração do padrão. Você provavelmente ainda se lembra dele. Possui dois pinos arredondados e paralelos. É o plugue mais comum em todo o mundo.Variações: Alguns países fizeram adaptações neste plugue para torná-lo mais seguro. Felizmente, essas modificações permitem a ligação de aparelhos elétricos que possuem a tomada tipo C em seus plugues. No entanto, em alguns casos, os pinos podem até entrar, mas o formato do plugue pode ser diferente, dificultando sua colocação. Por isso, a dica é procurar um adaptador.

Ásia Meridional -Índia, Sri Lanka, Nepal, Namíbia, Paquistão, Qatar (Tipo D)
Usado antes dos anos 1960 no Reino Unido, esta tomada ainda é padrão na Índia, Paquistão e outros países da região. Ela possui três pinos largos e redondos, formando o desenho de um triângulo.

Bélgica, França, Polônia, República Checa e Eslováquia (tipo E)

Um plugue redondo, com dois pinos arredondados e paralelos com um pequeno orifício no alto. Esta versão, a tipo E, evita choques e aumenta o uso do fio terra.

Alemanha, Áustria, Bulgária, Croácia, Espanha, Estônia, Finlândia, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Portugal, Noruega, Rússia, Suécia (tipo F)
Nesta versão de tomada, definida como tipo F, duas de suas extremidades são clipes usados como fio terra.

Reino Unido, Bahrein, Cingapura, Emirados Árabes, Escócia, Inglaterra, Hong Kong, Irlanda, Malásia, Uganda (Tipo G)
Considerada a tomada mais segura do mundo, o padrão britânico é identificado pelos três retângulos que formam o desenho de um triângulo. Seus plugues possuem um fusível. Ao adquirir um adaptador, é importante informar-se sobre o número de ampères para seu aparelho funcionar corretamente.

Israel (Tipo H)
Utilizada somente em Israel, esta tomada possui três pinos largos e redondos formando um "V". Apesar de seu desenho peculiar, ele aceita plugues do tipo C (padrão europeu)

Argentina e Oceania (Tipo I)
Austrália, Argentina, Fiji Nova Zelândia, Papua Nova Guiné.Esta tomada possui três pinos achatados. Dois na diagonal e outro na posição vertical, na parte inferior.

Suíça (tipo J)
O país criou um padrão parecido com o brasileiro, no entanto, eles não são compatíveis. O plugue tipo J possui três pinos redondos, dois paralelos e um outro, central.

Itália (tipo L)
No país da bota e em outros, a tomada é a tipo L, com três pinos paralelos e de igual tamanho. Aqui é preciso prestar atenção na diferença de amperes. Existem dois modelos: um para 10A e outro para 16A. O primeiro é o mais comum e funciona normalmente com tomadas tipo C. Já o plugue para 16A possui mais espaço entre os pinos e eles são mais largos. Não deve ser usado com tomadas tipo C. Vale ficar atento para não causar nenhum acidente.

África do Sul (Tipo M)
Possui três pinos largos e redondos, formando o desenho de um triângulo. É bem similar ao plugue usado na Ásia Meridional, porém, esse tem pinos mais largos. A tomada tipo M também é usada na Suazilândia e em Lesoto. A África do Sul também incluiu o tipo N como um dos seus padrões oficiais. O problema é que está junto com outros três padrões. O mais usado é o tipo M mesmo, que continua a venda - diferentemente do Brasil que os padrões antigos tiveram a comercialização proibida.

Brasil (Tipo N)
Em vigor desde 2010, as tomadas tipo N são utilizadas apenas no Brasil. São três pinos redondos, sendo dois paralelos e um terceiro no meio e ligeiramente abaixo. Este tipo de tomada não permite o uso de plugues com pinos achatados (tipo A e B). No entanto, é possível usar plugues tipo C mais novos (lançados depois de 2008).


Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.355

ADI 5.355 - Inconstitucionalidade da vedação do Exercício Provisório

Neste mês, tivemos uma grata surpresa: a AFSI (Associação de Familiares de Servidores do Itamaraty) nos informou que, conforme representação da AFSI à Procuradoria-Geral da República (PGR), foi protocolizada no Supremo Tribunal Federal (STF), Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) para que se declare a inconstitucionalidade da proibição do exercício provisório de servidor público em unidades administrativas do Ministério das Relações Exteriores no exterior.
"Das especificidades da carreira diplomática, uma é particularmente sensível e difícil de gerir, tanto na esfera pessoal e familiar dos servidores que a abraçam quanto no plano da administração pública. Trata-se da necessidade de cônjuges e companheiros desses servidores mudar de cidade e de país, de tempos em tempos, como imposição da movimentação natural desse múnus e da progressão da carreira.
Isso implica ônus frequentemente severos àqueles cônjuges e companheiros, assim como aos próprios diplomatas e demais membros de sua família. Cônjuges e companheiros veem-se compelidos a abandonar ou a prejudicar fortemente a própria carreira e aspirações profissionais, pela dificuldade óbvia de conseguirem a mesma mobilidade profissional no espaço que o(a) parceiro(a).
Durante muito tempo, a carreira diplomática era essencialmente masculina, e as esposas de diplomatas (conhecidas como “diplomatic wives”), fadadas a simplesmente acompanhar o marido ao redor do mundo, sem outra ocupação que a de cuidar do lar e de eventuais filhos (e a de funcionar como “representante diplomática informal”do país). Com o ingresso crescente de mulheres na carreira, a designação cambiou para “cônjuges ou companheiros diplomáticos” (diplomatic spouses or partners), mas pouco mudou a realidade frequente de renúncia a projetos pessoais, prejuízo profissional, econômico e previdenciário, frustrações, doenças físicas e psíquicas, conflitos familiares, absenteísmo e impactos negativos na qualidade de vida e no trabalho do pessoal diplomático. 
Para enfrentar esse quadro, diversos países mantêm programas que fomentam o trabalho de cônjuges e companheiros do pessoal diplomático, não raro no próprio posto do país a que servem. No Brasil, conquanto isso já tenha sido permitido no passado, houve retrocesso inconstitucional perpetrado pelo art. 69 da Lei 11.440/2006.
(...) impediu a norma que tivessem exercício provisório em postos e repartições do MRE no exterior cônjuges e companheiros de agentes do SEB, no caso de deslocamento destes para aquelas unidades. Considerando a inexistência, em regra, de outros órgãos da administração pública federal em países estrangeiros, tampouco haverá possibilidade de remoção de ofício de tais servidores. Restaria, como única opção para manter-se o convívio familiar, pleito de licença sem remuneração, nos termos do art. 84, § 1o, da Lei 8.112/1990. Com isso, obviamente, impõe-se pesado ônus econômico às famílias pela perda dos rendimentos de um de seus componentes, bem como à carreira e à individualidade do cônjuge que se vê compelido à licença sem remuneração.

(...) Nos termos do art. 44, § 1o, da lei,14 a permanência de diplomatas em postos estrangeiros do MRE pode chegar a 10 anos consecutivos, sendo este o mesmo prazo estabelecido para oficiais e assistentes de chancelaria pelo art. 22, II, da Lei 8.829, de 22 de dezembro de 1993.15 
Ao excepcionar a incidência do art. 84, § 2o, do estatuto dos servidores públicos federais em unidades administrativas do MRE no exterior, o art. 69 da Lei 11.440/2006 vai em sentido diametralmente oposto à determinação constitucional de especial proteção estatal à família (CR, art. 226, caput). A ofensa ao dever de tutela da instituição familiar dá-se precisamente na imposição de gozo forçado de licença sem remuneração a um de seus membros, o que conduz a inegáveis prejuízos, tanto de ordem social e psicológica, devido à privação da atividade profissional do servidor licenciado, como de ordem econômica, dada a redução do poder aquisitivo da entidade familiar (não raro agravada pelos custos impostos pela mudança para o exterior e pela vida em outros países, a despeito das vantagens legais previstas para os integrantes do SEB).".


Achei que seria interessante, então, tentar esclarecer para quem não é da área jurídica ou para quem está por fora do assunto, um pouco sobre essa ADI e o porquê ela é de enorme importância para os familiares de diplomatas, oficiais de cancelaria e assistentes de chancelaria que são servidores públicos. 


Imagem: STF.
http://fgm-go.org.br/wp-content/uploads/2015/03/STF.jpg


Vamos começar pelo Decreto-Lei nº 69/1966.
Ele prevê que o cônjuge (marido/esposa/companheiro/companheira que for servidor público) de diplomata removido para o exterior poderá pedir licença do seu trabalho (na administração pública) sem direito a vencimento (entenda salário), contagem de tempo de serviço (pense na aposentadoria e outros benefícios) e promoção (sabe aquela progressão funcional? Pois é). Em outras palavras: não trabalhará durante a missão no exterior e terá sua vida profissional colocada em stand by. Essa seria uma "opção", mas como veremos mais diante, acabou se tornando a "regra".
  • Art. 6º São motivos de agregação, para os efeitos do presente Decreto-lei: (...) h) afastamento do exercício do cargo para acompanhar o cônjuge, funcionário da carreira de Diplomata, removido para posto no exterior. 
  • Art. 13. O funcionário público para se afastar de suas funções para acompanhar o cônjuge, ocupante de cargo da carreira de Diplomata, removido para pôsto no exterior, entrará em licença extraordinária, sem direito a vencimentos, contagem de tempo de serviço e promoção.  Parágrafo único. A licença extraordinária de que trata êste artigo se estenderá pelo prazo em que o funcionário púbico estiver no exterior acompanhando o cônjuge.
De acordo com o Estatuto do Servidor Público, Lei nº 8.112, os servidores públicos cujos cônjuges também sejam servidores públicos, poderá realizar trabalho provisório no órgão ao qual seu cônjuge foi deslocado. Ou seja, é um direito de todo servidor poder seguir a trabalhar na administração pública quando seu cônjuge for designado para trabalhar em outro local do Brasil ou do exterior. Infelizmente, esse artigo não está sendo aplicado aos cônjuges de funcionários do MRE.
  • Art. 81.  Conceder-se-á ao servidor licença: (...) II - por motivo de afastamento do cônjuge ou companheiro.
  • Art. 84.  Poderá ser concedida licença ao servidor para acompanhar cônjuge ou companheiro que foi deslocado para outro ponto do território nacional, para o exterior ou para o exercício de mandato eletivo dos Poderes Executivo e Legislativo. § 1o  A licença será por prazo indeterminado e sem remuneração. § 2o  No deslocamento de servidor cujo cônjuge ou companheiro também seja servidor público, civil ou militar, de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, poderá haver exercício provisório em órgão ou entidade da Administração Federal direta, autárquica ou fundacional, desde que para o exercício de atividade compatível com o seu cargo. 
 A Lei 11.440/2006, que institui o Regime Jurídico dos Servidores do Serviço Exterior Brasileiro, nega esse direito aos servidores públicos que são cônjuges de diplomatas, oficiais de cancelaria e assistentes de chancelaria, dando a eles como única possibilidade, o afastamento sem remuneração que vimos anteriormente. 
Art. 69.  Não haverá, nas unidades administrativas do Ministério das Relações Exteriores no exterior, o exercício provisório de que trata o § 2º do art. 84 da Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990.

A Procuradoria-Geral da República, ao se deparar com essa injustiça e inconformada com a negação dos direitos conferidos aos demais servidores públicos brasileiros, apresentou a ADI 5.355/DF.

Na petição inicial, a PGR demonstra que o artigo 69 da Lei 11.440 fere o disposto nos  seguintes artigos da Constituição: 
  • Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos:  (...) IV - os valores sociais do trabalho e da livre iniciativa
  • Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade
  • Art. 6º São direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
  • Art. 226. A família, base da sociedade, tem especial proteção do Estado.
Não vou entrar nos argumentos quanto aos artigos da Constituição, senão o post ficaria gigante. Mas acho que dá para perceber que é uma grande injustiça que os cônjuges que são funcionários públicos não possam trabalhar e ajudar no sustento da família, não é? Onde está o princípio constitucional de igualdade de direitos? São todos servidores públicos concursados e merecem isonomia!

Direito Internacional: Apatridia - Parte I




O Brasil recentemente publicou o Decreto nº 8.501, de 18 de agosto de 2015, que promulga a Convenção para a Redução dos Casos de Apatridia, firmada em Nova Iorque, em 30 de agosto de 1961. Em comemoração à adoção desse tratado, vou começar uma nova série de posts sobre esse assunto que parece tão distante de nós, mas que tem um efeito perverso na vida de milhões de pessoas.  

O que é a apatridia?
Ser apátrida significa  não possuir nacionalidade ou cidadania. É quando o elo legal entre o Estado e um indivíduo deixa de existir ou jamais existiu.

Quem são e onde estão os apátridas?
O ACNUR estima que sejam apátridas aproximadamente 12 milhões de pessoas em dezenas de países desenvolvidos e em desenvolvimento, embora não se conheçam os números exatos.


  • Instrumentos nacionais e internacionais de proteção aos apátridas (aqui)
  • Dados e tendências internacionais sobre refugiados e apátridas (aqui)

Greg Constantine tem fotografado apátridas pelo mundo, como forma de demonstrar os problemas e desafios de pessoas que não têm vínculo com nenhum Estado. Veja as belas e emocionantes imagens em www.nowherepeople.org

Imagem: Greg Constantine

Imagem: Greg Constantine

Imagem: Greg Constantine

Mapa dos vinhos da Argentina

Para quem gosta de vinhos: uma viagem gastronômica pela Argentina.
Clique na imagem para ampliá-la.
Imagem: sobrevinho.net/mapas/argentina-mapa-do-vinho

24/08/2015

Viagem: o que levar na mala de mão?

Eu nunca gostei de mala de mão. Sou pequena (tenho um metro e meio de altura) e não alcanço o compartimento superior. Então, sempre tenho que pedir ajuda a alguém na hora de guardar e de pegar a bendita mala. Sempre optei por usar uma bolsa maior, onde guardo máquina fotográfica, adaptador universal de tomadas, maquiagem, cardigã e meias, que posso levar comigo no assento ou colocar no chão. Isso sempre funcionou, até junho deste ano. Vou contar o que se passou.

Era a minha primeira viagem para a Disney/Universal. Um sonho de infância que iria virar realidade. E o melhor: na companhia meu marido, o que faria a viagem mais divertida. Ele organizou uma mala de mão e uma de roupas e eu, duas malas: uma com roupas e a outra com produtos de beleza, sapatos, chapéus e outras besteirinhas. Nenhuma mala de mão. Despachei as duas.

O voo era Brasília-Guarulhos-Orlando. Saímos de casa 2h da manhã, embarcamos às 4h. Eu só não sabia que vivenciaria uma maratona naquele dia. Quase chegando em São Paulo, o piloto nos avisou que GRU estava fechado devido a condições climáticas e que iríamos, então, para o Rio de Janeiro. Pousamos no Galeão, esperamos uma hora e fomos para GRU. Chegamos mais ou menos a tempo de pegar a conexão. Corremos e muito, para sair do terminal 01 para o 03 e conseguir embarcar.

Assim que pisamos no portão de embarque, recebemos a maravilhosa notícia: o embarque tinha sido finalizado há cinco minutos. Como nosso voo atrasou um pouco, a empresa de aviação havia decidido decolar sem os passageiros da conexão. Ninguém nos avisou isso ao sair da aeronave, mas ok. Eu estava morta de tanto correr. A segunda notícia maravilhosa: eram 10h da manhã e o nosso novo voo para Orlando sairia às 00h30. Sim, 14 horas e 30 minutos depois! A empresa pediu que fôssemos ao balcão para receber os vouchers de almoço e fazer o pedido de acomodação em hotel. Esse processo levou umas duas horas. A van do hotel levou mais uma hora para nos buscar. Já eram quase 14h quando pudemos entrar no quarto de hotel para descansar.

"What???" - Nem o Minion acreditou que eu estava de calça naquele calor!

 Foi aí que eu vi que não tinha levado nenhuma roupa na mala de mão. Melhor, nenhuma mala de mão. Ou seja, teria que ficar com a que eu estava vestindo. Tomei banho, almocei, dormi, jantei e voltei para o aeroporto. Tudo com a mesma roupa. A viagem até Orlando foi tranquila. O problema é que quando chegamos lá, pela manhã, uma das minhas malas havia sido extraviada. Adivinha qual? Exatamente! A que tinha roupas. Ou seja, se eu quisesse, só poderia trocar de sapato! Ficamos mais de uma hora resolvendo a questão da mala, até poder ir na concessionária alugar um carro e, finalmente, ir para o hotel.

Como já tínhamos ingressos para um parque naquele dia (deveríamos ter chegado às 19h do dia anterior e já eram mais de meio dia), resolvemos deixar as malas que não se perderam em GRU no hotel e ir direto para o parque. Com tanta chateação, eu não pensei em comprar uma roupa nova e fui com o que estava vestindo mesmo. O problema é que eu estava de calça comprida preta e camisa social de mangas. Até aquele momento, estava tudo bem, pois só estava andando em locais com ar condicionado. Chegando no parque, estava tão quente, que tinha gente de shortinho e biquíni. E eu parecia estar em uma sauna! Andei o dia inteiro assim, até chegar novamente no hotel. Por sorte, a mala extraviada chegou durante a madrugada e eu pude - finalmente -  me trocar.

Aprendi que mala de mão com muda de roupa 

é essencial para a sobrevivência de um viajante. 


Durante a viagem, comprei uma mala de mão, pois nas próximas, vou levá-la. Após sofrer pela falta de precaução, resolvi fazer um levantamento de itens indispensáveis em uma mala de mão. Em outros posts, falamos sobre como fazer uma mala grande de vigem, mas eu ainda não tinha me preocupado com esse "detalhe".

Mulheres:
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2015/04/como-fazer-as-malas.html

Homens:
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2015/04/homens-como-fazer-as-malas.html

Mala e Receita Federal:
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/search/label/Receita%20Federal


Primeiro, um vídeo da Camila Coutinho, autora de um blog de moda muito legal chamado Garotas Estúpidas. Ela dá dicas de como ela, que viaja muito a trabalho, organiza sua bagagem de mão. A Chata de Galocha também tem umas dicas. É só clicar aqui.



Então, aí vai minha lista:
Lição aprendida. Mala de mão do R2D2.
  • Passagens;
  • Passaporte;
  • Reserva de hotel;
  • Telefone e endereço do consulado;
  • Dinheiro;
  • Cartão de crédito;
  • Guia de viagem do local;
  • Cópias de documentos importantes;
  • Chaves dos cadeados das malas;
  • Caneta e papel;
  • Cartão de visitas;
  • Máquina fotográfica;
  • Celular;
  • Livro;
  • Necessaire;
  • Perfume de viagem;
  • Maquiagem básica;
  • Roupas para emergências;
  • Capa de chuva;
  • Casaco/sobretudo;
  • Kit de higiene bucal.


Agora, o que não levar (clique na imagem para ampliá-la):

Imagem: http://turismo.ig.com.br/

Ministros do STF que foram OfChans

Esta semana acessei o site do Blog Clipping CACD e encontrei as imagens abaixo. Pensei que seria interessante compartilhá-las aqui no blog, juntamente com os perfis de cada um, fornecidos pela página oficial do Prof. Dr. Gilmar Mendes e pelo artigo do Terra Notícias sobre o Prof. Dr. Joaquim Barbosa. Devo admitir que não dediquei muito tempo para fazer um levantamento mais interessante e completo, mas é porque este semestre está beeeeem puxado para mim. De qualquer forma, é uma informação legal sobre a história dos Ministros e do Itamaraty.

Gimar Mendes - Oficial de Chancelaria entre 1976-1982
Joaquim Barbosa - Oficial de Chancelaria entre 1976-1980


Imagem: http://blog.clippingcacd.com.br/oficial-de-chancelaria-ofchan-2015/

Gilmar Mendes nasceu na cidade de Diamantino, Mato Grosso, em 30 de dezembro de 1955.

Formou-se em Direito na Universidade de Brasília - UnB, instituição na qual, em 1987, também obteve o título de Mestre em Direito e Estado, com a dissertação "Controle de constitucionalidade: Aspectos jurídicos e políticos". A tese, aprovada com distinção, deu origem a livro homônimo.

No campo profissional, ainda cursando Direito na UnB, foi aprovado em concurso para o cargo de Oficial de Chancelaria (1976). Pelo Itamaraty, atuou em Brasília (1976-1979) e em Bonn, Alemanha (1979-1982), onde teve seu primeiro contato direto com o direito germânico, na Universidade de Bonn, tendo cursado diversas disciplinas visando à aceitação para o doutoramento.

Em 1989, concluiu o segundo Mestrado, dessa vez na Universidade de Münster, na Alemanha, após discorrer sobre o tema "Pressupostos de admissibilidade do controle abstrato de normas perante a Corte Constitucional". Tornou-se Doutor em Direito pela Universidade de Münster e sua tese foi mais uma vez aprovada com distinção (Magna cum laudae). De volta ao Brasil, retomou a atividade acadêmica na UnB, onde até hoje leciona tanto na graduação quanto na pós-graduação, além de atuar como orientador nos cursos de Mestrado e Doutorado. É também professor no Instituto Brasiliense de Direito Público - IDP e da Escola de Direito de Brasília, dos quais é sócio-fundador.



Imagem: http://blog.clippingcacd.com.br/oficial-de-chancelaria-ofchan-2015/

Joaquim Barbosa é mineiro de Paracatu.

Nomeado ministro do Supremo Tribunal Federal em 2003, foi o primeiro negro a integrar o STF desde a existência da Corte. Sua atuação no Supremo foi marcada por casos de grande relevância nacional, entre eles, o julgamento de ações relacionadas à fidelidade partidária e o inquérito do mensalão.

A atuação de Barbosa no serviço público iniciou muito antes de ele assumir a vaga no Supremo. Entre 1976 e 1979, foi Oficial de Chancelaria do Ministério das Relações Exteriores e serviu na Embaixada do Brasil em Helsinki, Finlândia. Também foi membro do Ministério Público Federal de 1984 a 2003, com atuação em Brasília (1984-1993) e no Rio de Janeiro (1993-2003).

No âmbito acadêmico, tornou-se doutor e mestre em Direito Público pela Universidade de Paris-II (Panthéon-Assas), onde cumpriu programa de doutoramento de 1988 a 1992. É também professor licenciado da Faculdade de Direito da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), onde ensinou as disciplinas de Direito Constitucional e Direito Administrativo.

Fonte: noticias.terra.com.br

Dados históricos sobre o concurso para Oficial de Chancelaria

Fiz um levantamento sobre o concurso para Oficial de Chancelaria e gostaria de compartilhar com vocês.Os dados abaixo foram obtidos nas páginas do CESPE, ESAF e FCC e representam uma compilação não-oficial. Os links estão disponíveis ao final do post, para consulta e para obtenção de maiores informações. 


Disciplinas cobradas:

2008: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Noções de Direito, Noções de Contabilidade e Raciocínio Lógico e Noções de Informática.

2006: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Conhecimentos Gerais, Direito Constitucional, Noções de Informática e Administração Pública.

2004: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Conhecimentos Gerais, Direito Constitucional, Raciocínio Lógico-Quantitativo e Administração Pública.

2002: Língua Portuguesa, Língua Inglesa, Raciocínio Lógico-Quantitativo, Direito Constitucional, Conhecimentos Gerais e Administração Pública.


2008: FUNDAÇÃO CARLOS CHAGAS


Requisito: nível superior completo.
Total de vagas: 150.
Vagas de ampla concorrência: 142.
Vagas reservadas a portadores de deficiência: 08.
Total de inscritos: 10.893
Vencimento inicial: R$ 4.818,38.
Valor da inscrição: R$ 111,25.
Link: http://www.concursosfcc.com.br/concursos/mirex108/


2006: CESPE


Disciplinas: Conhecimentos básicos: língua portuguesa, língua inglesa, noções de informática e conhecimentos gerais. Conhecimentos específicos: Direito Constitucional e Administração Pública.
Requisito: nível superior completo.
Total de vagas: 66
Vagas de ampla concorrência: 62.
Vagas reservadas a portadores de deficiência: 04.
Vencimento inicial: R$ 2.633,41.
Valor da inscrição: R$ 65,00.
Link: http://www.cespe.unb.br/concursos/_antigos/2006/MRE2006
.

2004: ESAF
Requisito: nível superior completo.
Total de vagas: 135.
Vagas de ampla concorrência: 128.
Vagas reservadas a portadores de deficiência: 07.
Vencimento inicial: R$ 2.633,41.
Valor da inscrição: R$ 65,00.
Link: http://www.esaf.fazenda.gov.br/concursos_publicos/encerrados/2004/assistente-e-oficial-de-chancelaria-do-ministerio-das-relacoes-exteriores


2002: ESAF


Requisito: nível superior completo.
Total de vagas: 50
Vagas de ampla concorrência: 47.
Vagas reservadas a portadores de deficiência: 03.
Vencimento inicial: R$ 1.781,61
Valor da inscrição: R$ 45,00
Link: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=3&pagina=32&data=10/04/2002



Links para consulta:


18/08/2015

Livros para conhecer o Brasil

Com base na bibliografia indicada no Guia de Estudos para o CACD de 2009, fiz uma seleção de livros para quem quer conhecer melhor o Brasil. Afinal, é o papel de todo brasileiro conhecer e representar bem o seu país, não é? Espero que gostem!

História Economia e Literatura:
  • ALMINO, João & CARDIM, Carlos Henrique (Orgs.). Rio Branco, a América do Sul e a Modernização do Brasil. Rio de Janeiro: EMC Edições/FUNAG, 2002.
  • BIELSCHOWSKY, Ricardo. Pensamento Econômico Brasileiro. 4ª Edição. Rio de Janeiro: Contraponto, 2000. 
  • CANDIDO, Antonio. Formação da Literatura Brasileira. Belo Horizonte: Editora Itatiaia, 1997.
  • CERVO, Amado; BUENO, Clodoaldo. História da Política Exterior do Brasil. Brasília: Editora UnB, 2002.
  • CERVO, Amado Luiz; RAPOPORT, Mario (Orgs.). História do Cone Sul. Brasília, Editora UnB/Revan, 1998.
  • DORATIOTO, Francisco. Maldita Guerra: nova história da Guerra do Paraguai. SãoPaulo: Companhia das Letras, 2002.
  • FAORO, Raymundo. Os Donos do Poder: Formação do Patronato Político Brasileiro. São Paulo: Globo/Publifolha, 2001. 2 v.
  • FAUSTO, Boris. História Concisa do Brasil. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial, 2002.
  • FREYRE, Gilberto. Casa Grande & Senzala. Rio de Janeiro: Global, 2003.
  • FURTADO, Celso. Formação Econômica do Brasil. 32. ed. São Paulo: Nacional, 2003.
  • GARCIA, Eugênio Vargas. Cronologia das Relações Internacionais do Brasil. Rio de Janeiro: Contraponto Editora, 2006.
  • HALPERIN DONGHI, Tulio. História da América Latina. São Paulo: Paz e Terra, 1997.
  • HOLANDA, Sérgio Buarque de. Raízes do Brasil. Rio de Janeiro: Cia das Letras, 1995.
  • LINHARES, Maria Yedda (Org.). História Geral do Brasil. Rio de Janeiro: Editora Campus,1996. 
  • PRADO JUNIOR, Caio. História Econômica do Brasil. 42. ed. São Paulo: Brasiliense,1995.
  • VERSIANI, F. R. e MENDONÇA DE BARROS, J. R. (orgs.). Formação Econômica doBrasil: a Experiência da Industrialização. Série de Leituras ANPEC. São Paulo: Saraiva, 1979. 
Geografia e Política Internacional:
  • ALBUQUERQUE, José A. Guilhon (Org.). Sessenta Anos de Política Externa Brasileira. São Paulo: USP, 1996, 4v.
  • BECKER, Bertha & EGLER, Claudio. Brasil: Uma nova potência regional na economiamundo. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand, 1994.
  • CERVO, Amado Luiz. Inserção Internacional: formação dos conceitos brasileiros. São
    Paulo: Editora Saraiva, 2007.
  • GREGORY, Derek et alli. Geografia Humana. Sociedade, Espaço e Ciência Social. Rio de Janeiro: Zahar, 1996.
  • MORAES, Antonio Carlos Robert. Território e História no Brasil. 2. ed. São Paulo: Annablume, 2005.
  • PINHEIRO, Leticia. Política Externa Brasileira. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2004. 
  • RIBEIRO, Wagner Costa (org.) Patrimônio Natural Brasileiro. São Paulo: EDUSP/Imprensa Oficial, 2004. 
  • SANTOS, Milton; & SILVEIRA, Maria Laura. Brasil. Território e Sociedade no Limiar do Século XXI. Rio de Janeiro:Record, 2001.
  • SILVEIRA, Maria Laura (org.). Continente em Chamas. Globalização e território na América Latina. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2005.
  • THÉRY, Hervé & MELLO, Neli Aparecida. Atlas do Brasil. Disparidades e dinâmicas do território. São Paulo: EDUSP, 2005.
  • BECKER, Bertha et alli. Geografia e meio ambiente no Brasil. 2.ed. São Paulo:Hucitec.1995.