30/09/2015

Café no Brasil e no mundo - Parte III

Gráfico: The Economist

Em 2013, a Economist publicou um mapa que demonstra a preferência dos países por chá ou café. Ele encontra-se disponível no formato interativo em www.economist.com. Os principais dados sobre a preferência pelo café nas Américas são, em ordem decrescente:

  1. República Dominicana: 99,5%
  2. Brasil: 97,4%
  3. Equador: 97,4%
  4. Costa Rica: 96,9%
  5. Colômbia: 95,7%
  6. Venezuela: 91,2%
  7. México: 89,7%
  8. Peru: 80,8%
  9. Estados Unidos: 75,4%
  10. Uruguai: 72,5%
  11. Canadá: 57,7%
  12. Argentina: 56,2%


Comissão de RI da OAB-DF: Migrações

Membros da Comissão de RI da OAB-DF e Membros da Embaixada da República Dominicana

Na semana passada, a Comissão de Relações Internacionais da OAB-DF realizou um evento aberto ao público sobre migrações, cujo palestrante foi o Embaixador da República Dominicana no Brasil, Alejandro Arias Zarzuela. Para saber mais sobre os assuntos abordados, clique aqui. No final de outubro, será realizado mais um evento, cuja agenda divulgarei em breve. 


Carreira em Transição - Parte II: Minha entrevista para o site Go Home

Vocês se lembram que eu convidei a Marina, do site Go Home, para dar uma entrevista para o nosso blog sobre home office? Agora, eu fui convidada por ela para responder a perguntas sobre carreira e esposas de diplomata. Vou colocar aqui só a primeira e a última respostas. Para ler toda a entrevista, acessem:


Marina: Há quanto tempo você é casada com um diplomata e o que isso mudou na sua vida?

Eu: Durante alguns anos, prestei concurso para ser diplomata. Sempre me imaginei como funcionária pública, ou seja, em uma carreira financeiramente estável. Quando nos casamos, em 2012, eu ainda não havia sido aprovada em concurso público e estava iniciando o doutorado. Só fui perceber a inversão de papeis na minha vida quando decidi que não iria mais prestar concurso para diplomacia e que atuaria profissionalmente em outras áreas. 

Os cônjuges e companheiros de diplomatas, assistentes de chancelaria e oficiais de chancelaria somente têm possibilidade de trabalhar em alguns dos países em que seu familiar esteja servindo. Além dessa limitação, ingressar em um mercado de trabalho desconhecido, no qual se fala outro idioma é um grande desafio, que muitas vezes inviabiliza a colocação profissional do cônjuge. Imagine só trabalhar por dois anos em grego, depois mais dois ou três anos em árabe, em seguida, em japonês, russo, mandarim, hindu, e por aí vai. Existem mais duas complicações que limitam a empregabilidade: em um novo país, você ainda não tem networking e muitas empresas ou organizações não teriam interesse em contratar um profissional com “prazo de validade” – que irá se mudar novamente dentro de alguns anos – mesmo com as qualificações de quem fala vários idiomas e já viveu/trabalhou/estudou em diferentes países. 

Como o servidor tem um limite de tempo em cada posto, a mudança é uma constante na vida da família e é preciso se adaptar a essa realidade e buscar uma carreira que comporte ser colocada na mala de tempos em tempos. 

Essa futura constante mobilidade transformou radicalmente a minha vida e a forma como penso minha carreira profissional no futuro. Foi então, que comecei a pesquisar sobre a possibilidade de adotar o home office e trabalhar fora dos padrões aos quais estava acostumada.


Marina: Mais alguma observação ou curiosidade? 

Eu: Gostaria de agradecer ao Go Home pela oportunidade de falar um pouco sobre uma esposa de diplomata e sobre os desafios que eu e muitas outras enfrentamos em nossas vidas profissionais. Existe um mito de que as esposas de diplomata são mulheres fúteis e vazias, que vivem uma vida chique e glamorosa. Na realidade, não é bem assim. Todas as esposas de diplomata que conheço têm ao menos o nível superior de ensino (muitas têm mestrado e doutorado) e uma profissão, seja ela no serviço público, na iniciativa privada ou no lar. Claro que existe o lado positivo de morar no exterior, aprender idiomas e conhecer diferentes culturas, mas atrelado a isso, vem um esforço de se manter ativa profissionalmente e de, ao mesmo tempo, se adaptar a uma nova cidade, um novo país, uma nova cultura, uma nova língua, uma nova culinária, uma nova sociedade – com novas regras e novo modo de pensar-, tudo isso, buscando manter a família unida (a que ficou no Brasil e a que está no exterior), manter suas raízes brasileiras vivas e representar bem o nosso país no exterior.

Leia a entrevista completa em: 

http://www.gohome.com.br/home-office-e-opcao-para-diplowife/


28/09/2015

Em breve: entrevista com CACD Depressão



Ebola: informações de interesse geral




Acesse os dados da Organização Mundial da Saúde sobre o Ebola, clicando aqui.



Clique aqui  ou na imagem para ver o infográfico em tamanho real.



Carreira em Transição - Parte I

"Maite Barón, CEO of consultancy firm The Corporate Escape, believes that not resisting, but embracing change, is the key to success in a future world of work"

Semana passada, recebi um e-mail de uma leitora do blog, que queria saber sobre mercado de trabalho e empregabilidade no exterior para cônjuges de servidores do MRE. Infelizmente, não pude dar uma resposta muito otimista, pois temos dois grandes problemas: o exercício provisório é vedado aos cônjuges que são servidores públicos (leia mais aqui) e, não existe acordo internacional para trabalho do cônjuge no exterior, na maioria dos países (leia mais aqui). Somado a isso, muitas das carreiras que temos aqui no Brasil não podem ser exercidas no exterior por diversas incompatibilidades. Mais ainda: no retorno ao Brasil, se tivermos feito uma graduação ou pós-graduação, a revalidação do diploma acaba se tornando uma dor de cabeça.

Apontei como uma possibilidade, o trabalho à distância (leia mais aqui), mas nem sempre a área de atuação profissional permite. "E agora, José?"- pergunta-se. E eu respondo: senta e chora. Brincadeira! Pensei bastante em como me sinto em relação a essa insegurança com meu futuro profissional - já que não faço ideia de onde estarei daqui a 2, 5, 10, 15, 20 anos - e resolvi escrever uma nova série de posts, chamados "carreira em transição".  Infelizmente, não sou profissional de recursos humanos e nem tenho as respostas para as dúvidas de vocês (e nem para as minhas, ainda), mas pensei que seria legal ir pesquisando e levantando informações que pudessem ajudar a todos nós que em algum momento teremos que acompanhar nosso cônjuge/companheiro no exterior. 

Então, peço que me enviem dúvidas, problemas, angústias, etc., para que eu vá pesquisando e buscando pessoas que possam tratar sobre o assunto aqui no blog. Basta me mandar um e-mail ou deixar uma mensagem no post. E se você é profissional da área e topa falar sobre o assunto, me passe seus contatos, vamos conversar e fazer uma entrevista para o blog. 

Um primeiro passo que dei foi buscar sites que falam sobre carreiras de expatriados e encontrei um chamado Entrepreneurial Expat. Nele, vi um artigo interessante que pode ser um início de conversa sobre o assunto dos nossos futuros profissionais. Bem, em algum momento teremos* que exercer a nossa carreira no exterior ou  mudar de carreira para nos adaptarmos a um novo mercado de trabalho. Pensando nisso, traduzi o artigo que encontrei para o Português. É o que veremos adiante. Mas, antes, recomendo ler o os links:
https://www.i-l-m.com/Insight/Edge/2014/April/the-changing-world-of-work
https://www.i-l-m.com/Insight/Edge/2015/July/How-to-future-proof-your-career

*=teremos/poderemos/tentaremos/conseguiremos/não conseguiremos

Imagem: https://www.i-l-m.com/Insight/Edge/2014/April/the-changing-world-of-work.










"Três perguntas para o seu próximo passo na carreira"

Por Catarina - Sábado, 26 de setembro, 2015

"O que acontece quando você está "em transição" na sua carreira? Quando você se encontra sem emprego e não sabe bem qual deveria ser o próximo passo? Quando você percebe que, embora você não realmente não amasse o seu trabalho, ele era uma grande parte de sua vida e sua identidade?. Então o que?

Bem, você provavelmente entrará em modo de pânico. Você provavelmente se sentirá como se estivesse em um beco sem saída, sem saber para onde ir. Se você for como eu, você se sentirá como se houvesse uma grande tela em branco diante dos seus olhos, na qual você poderia pintar qualquer coisa, mas você não sabe por onde começar. É assustador. E avassalador.

Eu tenho trabalhado com uma grande quantidade de clientes que estão em transição de carreira e eu mesma já passei por isso. Então, eu sei o que eu estou falando, e vou compartilhar algumas dicas com vocês. Tenham paciência comigo. Vou chegar lá, eu prometo.

A primeira coisa é manter a calma e ser paciente.Entrar em pânico e ficar tentando encontrar uma solução "rápida e fácil", pode soar atraente, mas se você realmente quer ter a oportunidade de ver se você está no caminho certo em sua carreira, então aproveite este momento para realmente conhecer a si mesmo e o que você realmente gosta de fazer. Aqui estão algumas perguntas que você pode se perguntar, sendo que a principal delas é: O que eu realmente quero do meu trabalho? Vamos decompô-la em questões menores:

O que eu queria fazer quando criança / adolescente?

Isso não significa que você será o astronauta que queria ser quando tinha cinco anos, mas que deve olhar mais profundamente sobre isso e ver o que significava ser X (um astronauta neste exemplo), que apelo tinha para você? Era a excitação, a aventura, a ser o centro das atenções, etc? Como as crianças que são muito mais espontâneas, e nós geralmente perdemos a espontaneidade à medida que envelhecemos, cave no passado da sua memória e veja o que você você descobre.

Quais as partes do meu trabalho anterior eu realmente gostava de fazer e quais as partes que eu não gostava?

Desenhe três colunas em um pedaço de papel e anote o 'O que eu amava', 'O que eu odiava "e"O que eu tolerava". Isso ajudará você a obter clareza sobre que tipo de coisas que você gostaria de incluir em seu próximo passo na carreira, mesmo que seja em um campo completamente diferente. Ex: trabalhar com equipes, horários flexíveis, ter uma agenda, etc. Anote o tanto quanto você puder. Adicione coisas mais tarde na medida em que elas forem vindo à sua mente.

Quais são meus pontos fortes?

Isso é muito importante. Você pode conhecer bem seus pontos fortes, ou você pode ter que pedir ajuda. Pense no feedback que o seu gerente lhe deu, seus colegas, membros de sua equipe ... O que as pessoas geralmente pedem a você? Você é uma pessoa que gosta de planejar e colocar as coisas em conjunto? Ou você  é aquele para o qual as pessoas pedem conselhos?  Faça uma lista e, em seguida, pergunte a si mesmo: são coisas que você gosta de fazer e gostaria de fazer em seu próximo trabalho?

As respostas que você reunir a partir de essas três perguntas já lhe darão um monte de informações para começar a obter uma boa visão sobre o que você gostaria e o que você não gostaria de fazer no seu próximo passo na carreira. E, por agora, deixo de lado o pensamento do "rótulo", "nome do posto". Isso não importa agora."

25/09/2015

Quanto vale um aluno de pós-graduação no mundo?

Este post é uma resposta à seguinte publicação, que promove uma blogagem coletiva:

Foto: http://www.viva-mundo.com/pt/noticia/post/diferenca-especializacao-mestrado-e-doutorado/






Sou pós-graduanda desde 2008. Fiz um ano de mestrado em Relações Internacionais no Uruguai, concluí mestrado em Ciências Sociais no Brasil e estou no último ano de doutorado. Infelizmente, nesses sete anos de pesquisa já ouvi de tudo, e até hoje ouço pessoas dizendo "mas você só estuda?", "não quer trabalhar?", "como você se sustenta?" ou até mesmo, "por que você não faz um concurso público e depois estuda?". Isso mostra que muitas pessoas desconhecem a importância da pesquisa e do trabalho de um pós-graduando.

A impressão que tenho é que quando se trata de Ciências Humanas e Sociais, o preconceito e o desconhecimento são ainda maiores. Quando falamos em pesquisa científica, a tendência é pensar em alguém de jaleco branco em um laboratório. Na minha área, não existe tubo de ensaio, centrífuga ou reagentes químicos. Tratamos de pesquisar a sociedade como ela é em seu estado natural, o ser humano no seu aspecto social, histórico e político. Não é tão fácil imaginar um pesquisador fazendo isso, não é? Mas nós fazemos. E esse trabalho tem um enorme impacto no mundo, mas muitos não o reconhecem.

Pensei em como falar sobre a importância da pós-graduação strictu sensu em um blog sobre relações internacionais. Cheguei à conclusão de que a melhor forma seria apresentar dados de diferentes países para mostrar a relação entre educação, GINI e PIB. Como bons pesquisadores, cheguem às suas conclusões baseadas nos dados apresentados.

1) Acessem http://www.uis.unesco.org/DataCentre/Pages/global-ranking.aspx e vejam o ranking da UNESCO que apresenta o tempo médio de anos de estudos da população.

2) Em seguida, acessem http://www.uis.unesco.org/DataCentre/Pages/BrowseEducation.aspx para obter uma planilha com os dados completos de porcentagem da população com mestrado e com doutorado.

3) Observe a classificação dos países nos gráficos e procure indicativos sobre desenvolvimento econômico, humano e social deles. Dentre esses indicativos, uma boa opção é o GINI, disponível no site http://data.worldbank.org/indicator/SI.POV.GINI.

24/09/2015

Dicas sobre Home Office

A entrevista de hoje é com a Marina Sell Brik, do Go Home Office. Trata-se da divulgação de um trabalho bem legal que encontrei há algum tempo nas minhas buscas pela internet. Entrei em contato com a Marina e ela aceitou responder a algumas perguntas sobre home office. Vamos lá?

Marina Sell Brik é jornalista especializada em coolhunting (análise de tendências). Em 2006 montou seu home office e também criou em parceria com o marido, André Brik, o site GoHome, um portal para todos os interessados em trabalhar em casa. De lá para cá, o site cresceu e rendeu inúmeras entrevistas na imprensa, palestras, quatro livros, um curso gratuito e um outro exclusivo, para os que querem se aprofundar no home office. As iniciativas do casal não param de crescer e incluem uma consultoria de trabalho portátil para as empresas, o Instituto Trabalho Portátil, criado em 2010 e responsável pela implementação do home office na Abril Educação (São Paulo).


Para saber mais sobre o GoHome e home office, o site é www.gohome.com.br
Tem também o canal no YouTube (clique aqui) e a página Facebook.com/gohomeoffice
Tem outras redes também, é só conferir no rodapé do GoHome. 
Para entrar em contato, o e-mail é contato@gohome.com.br

Marina e André, do Go Home


1) O Home Office é um termo bastante contemporâneo e tem se difundido no Brasil e no mundo. Que dicas vocês dariam para quem está pensando em trabalhar de casa?

O home office é um tema que tem sido muito comentado no Brasil nos últimos anos. Vemos que em outros países como Estados Unidos e alguns da Europa o tema não é mais tão abordado porque já é algo mais comum, está tão presente no dia-a-dia das pessoas que não precisa mais ser tão abordado e esclarecido. Para você ter uma ideia, nos Estados Unidos fala-se de home office desde os anos 1970.

 O que vemos no Brasil é que as pessoas estão cada vez mais em busca de qualidade de vida e isso está fazendo com que as empresas repensem a sua forma de gerir os colaboradores. Com o auxílio da tecnologia, é muito mais lógico você realizar o seu trabalho à distância, nem que seja alguns dias da semana. Não precisa enfrentar trânsito, violência urbana, interrupções dos colegas o tempo todo. Quem trabalha em casa é até 20% mais produtivo (em algumas pesquisas falam até em 50%). Em resumo: não tem motivo para não adotar o home office. Vemos também que o pequeno empreendedor e o freelancer estão cada vez mais inclinados ao home office, o que reduz os custos de manutenção de um negócio e permite "experimentar" mais, podendo intercalar mais de uma atividade ou negócio no seu dia de trabalho.

Temos muitas dicas para trabalhar em casa, desde as mais básicas até as mais elaboradas. Vamos às essenciais:

  1. Tenha um espaço exlcusivo para o trabalho em casa. Isso ajudará você a entrar no "switch" de trabalho mais rápido (e sair também);
  2. Converse com a família sobre o home office. Explique que vai começar a trabalhar em casa e que precisará contar com a colaboração de todos;
  3. Não trabalhe de pijama. Pode parecer mais confortável, mas isso não ajuda nem um pouco a você entrar no "modo trabalho", além de ser muito pouco profissional. Isso sem falar que passar o dia todo de pijama pode acabar até te deprimindo;
  4. Trabalhe com blocos de trabalho focado e pausas programadas. Durante o bloco focado, é foco total mesmo, sem celular ou tablet por perto, e-mail desligado e redes sociais também;
  5. Saia de casa. É importante interagir com outras pessoas, nem que seja na padaria. Cuidado para não se isolar. Marcar almoço com amigos também é uma boa. 


2) Para quem tem filhos e não tem babá e nem empregado doméstico, que conselhos vocês dariam?

Primeiro, tente trabalhar no turno em que a criança está na escola. Outro conselho que ouvimos de muitas mães entrevistadas para o nosso livro Home Office & Filhos é: trabalhe no horário em que a criança dorme. Às vezes não é possível, mas pode ser uma saída. Hoje também existem vários espaços de coworking para mães, onde as crianças ficam brincando com monitores em uma sala próxima enquanto a mãe trabalha em outro cômodo. Se essa opção não existir na sua cidade, vale recorrer aos avós ou parentes mais próximos para ajudar em um dia ou outro da semana. Aí, é foco total no trabalho enquanto a criança está sendo cuidada.

Muitas mães em home office se unem e fazem "rodízios" para que uma possa trabalhar enquanto a outra cuida das crianças. Se o seu filho for um pouquinho maior, vale conversar com ele sobre o home office e pedir para que não interrompa enquanto você estiver trabalhando. Explique que você só pode ser interrompida em caso de emergência (e explique também o que é uma emergência). Vale criar uma sinalização com a criança para que ela saiba que quando o sinal estiver na porta, não pode interromper (ou tem que fazer silêncio). Muitas mães e pais também aproveitam a hora da lição de casa ou do estudo e trabalham ao lado dos filhos. É importante salientar aqui que depois do expediente você tem que deixar a cabeça no trabalho e realmente participar da rotina da criança, estar presente para ela. Elogie seu filho se ele colaborar fazendo silêncio e se comportando enquanto você trabalha. Tem várias dicas sobre este assunto lá no GoHome, é só digitar "mães" na busca do blog.


3)  O espaço do Home Office pode ser compartilhado com o espaço das crianças?

Não é o ideal, mas pode. O recomendável é você ter o seu home office em um espaço exclusivo, pode ser pequeno, mas deve ser só do trabalho. Assim, as suas anotações, documentos importantes e até o laptop ficam mais protegidos de mãozinhas curiosas, boladas, e pingos de suco (risos). Se você tiver um espaço só para o seu home office, poderá também fechar a porta e falar ao telefone com um cliente sem ruídos, por exemplo, algo impossível em um quarto de brinquedos.


4) A prospecção de clientes é um fator fundamental para o sucesso de um home office. Que dicas vocês poderiam dar?

Existem várias formas de prospectar e elas variam de acordo com o segmento. No caso de prestação de serviços, é bem comum prospectar com antigos contatos e ex-chefes, que muitas vezes acabam se tornando clientes. Avisar os amigos e a família sobre o que está fazendo e divulgar essa informação nas suas redes também ajuda a se colocar na "vitrine". Participar de eventos (networking), palestras e associações também ajuda a divulgar o seu negócio e conseguir clientes. O mais efetivo, porém, é a velha conhecida divulgação boca a boca. Quando um cliente satisfeito te indica para outro, o fechamento do negócio fica muito mais fácil. Mas este assunto rende muito, inclusive faz parte do curso avançado, tem uma aula inteira sobre isso.


5) Muitos dos leitores do nosso blog vivem no exterior, você acredita que a distância entre o Home Office e o cliente pode gerar alguns inconvenientes? Se sim, quais e como resolvê-los?

Com a popularização da tecnologia, acredito que a distância entre os países e as pessoas está ficando cada vez mais curta e irrelevante. Fazemos questão de frisar que o importante é entregar um trabalho bem feito. Gostamos da seguinte frase: trabalho é algo que se faz, não um lugar para onde se vai. Então, se você entregar um trabalho bem feito, o seu cliente vai ficar feliz, não importa onde você está, como ou quando fez. O que importa mesmo é ter qualidade e pontualidade. Simples assim. Claro que alguns clientes, especialmente no Brasil, preferem o contato face a face, aquela conversa antes e depois das reuniões, a saidinha para o happy hour. Neste caso, o que dá para fazer é manter contato visual com este cliente. Marque na agenda uma data fixa (por exemplo, a cada 15 dias) para falar com este cliente por Skype, com imagem. Não é a mesma coisa, mas ajuda. Outra solução é ter alguém que o represente na mesma cidade que o cliente. Em publicidade, por exemplo, é o Atendimento que faz esse papel. Isso também ajuda a manter o contato mais próximo. No mais, não acredito em outro inconveniente maior, uma vez que a maioria dos trabalhos pode ser entregue digitalmente. No máximo tem a questão do fuso-horário, mas aí é só tomar o cuidado de calcular a diferença.


Marina e André, do Go Home

6) Fale um pouco sobre o curso que vocês oferecem e as vantagens de fazê-lo.

O curso é o nosso grande lançamento. Deu trabalho, mas é porque fizemos questão que ele ficasse bem completo. Antes de elaborarmos o conteúdo, fizemos uma pesquisa com o público para descobrir quais eram as maiores dificuldades no home office. O curso conta com cinco vídeo-aulas gravadas e inúmeros bônus. As aulas são: 1. Como começar 2. Clientes 3. Rotina e Desafios 4. Família 5. Dinheiro. Quem faz o curso ganha mais de 10 bônus durante as aulas, além dos ebooks "130 ideias de negócios para montar em casa" e "As dicas do home office".

O curso conta com vários depoimentos de outros home officers e certificado digital com o selo da ABED (Associação Brasileira de Educação à Distância). Tem mais uma série de vantagens, é mais fácil ir até o link para dar uma olhada: http://www.gohome.com.br/sobre_curso_avancado/

E o mais legal é o seguinte: vamos dar um desconto exclusivo que só vai valer para o dia 29 de setembro, próxima terça-feira. Os primeiros 10 inscritos no curso pagarão apenas metade do valor do Curso Avançado, é um desconto de 50% só nesse dia! Estamos avisando com exclusividade no seu blog, só avisamos os nossos seguidores por e-mail. Como recebemos muitos e-mails de interessados que estão sem muitos recursos no momento, pensamos em viabilizar este sonho de trabalhar em casa. Trabalhar em casa é tudo de bom, mas é preciso ter método para que não vire um pesadelo! Espero ter ajudado de alguma forma com as minhas respostas e espero encontrar todas as leitoras e leitores também no GoHome ;)

Grande abraço, Marina.


Só chamando a atenção: na próxima-terça feira (29 de setembro de 2015), as primeiras dez pessoas que se matricularem vão receber um DESCONTO DE 50% no curso completo. 



Uma Breve História das Religiões na Arte

Atendimento médico no exterior e The Clash

Sabe aquela música do The Clash, "should I stay or should I go"? Não, então assista ao vídeo abaixo. Sim, então assista também, pois a música é um clássico do rock, além de ser muito boa (letras original e traduzida aqui).

Pois é, a música fala sobre ficar ou ir embora, e esse é o assunto do post, quando se trata de decidir sobre fazer tratamento médico no exterior. Você deve ficar no país onde está ou deve procurar assistência em outro país próximo? Essa decisão pode custar a sua vida ou a de um parente, portanto, é importante ter em mãos informações que poderão ajudá-lo a optar. 

Lendo o site expathealth.org, encontrei uma matéria bem interessante sobre atendimento médico, que traz o link para a International SOS,  a maior empresa de serviços de segurança de risco médico e de viagem do mundo. Eles publicam um relatório chamado "Health Risk Map", que aponta a qualidade do atendimento médico dos países e os riscos a ele relacionados. Para acessar o mapa de 2015, clique aqui. Há também uma opção interativa, clicando aqui


Esse é um instrumento que pode ajudar em um momento difícil, ou na hora de decidir em que país morar. A questão da saúde é primordial para o bem estar de todo expatriado. Sei de histórias muito tristes de pessoas que quase morreram no exterior, devido a precariedade de tratamento médico. Espero que com essas informações e algumas outras que estou buscando na OMS possamos minimizar ou amenizar os riscos de morte.





"Should I stay or should I go now?
If I go there will be trouble
And if I stay it will be double
So you gotta let me know
Should I stay or should I go"

"Devo ficar ou ir embora agora?
Se eu for haverá problemas
E se eu ficar será em dobro
Então me deixe saber
Devo ficar ou ir embora?"

23/09/2015

Mitologia mundo afora

Clique na imagem para ampliá-la. 


Fonte: http://bluesyemre.com/2013/07/16/map-of-world-mythology-by-simon-e-davies/

Entrevista: Primeira remoção - Parte III

Hoje entrevistaremos a Taísa, que saiu para a primeira remoção neste ano. Muito obrigada pelo relato, pelas dicas e pela mensagem carinhosa. 

Taísa é engenheira eletricista, casada com João André, diplomata desde 2010. Vivem em Paramaribo, Suriname, desde maio/julho de 2015.


Comemoração do 7 de setembro em Paramaribo

1) A decisão do país da primeira remoção foi uma escolha fácil?

Acredito que a escolha de um posto, sobretudo o primeiro, não é fácil para ninguém. Além da distância da família e dos amigos, a mudança cultural e a perda da renda de um cônjuge tornam este processo decisório ainda mais complicado.

No nosso caso, a primeira decisão que tomamos foi a de ir para o exterior. É importante que as famílias estejam seguras sobre isso desde o início (mesmo antes de “mirar” em algum posto específico). ​Em razão de fatores conjunturais, não havia a possibilidade de ir para um posto A ou B, ​então ​optamos por iniciar o nosso ciclo no exterior por um posto D.

A próxima decisão que teria de ser tomada seria sobre qual posto pleitear. Depois de algumas considerações sobre as possibilidades, decidimos vir para Paramaribo-Suriname. Foi uma decisão relativamente fácil, pois João retomou um convite que lhe havia sido feito em 2013, pelo Embaixador, quando ele esteve em missão de poucos dias no Suriname. A proximidade geográfica com o Brasil e o fato de ser um país relativamente seguro certamente pesaram positivamente na balança e nos deixou mais seguros da decisão.


2) O processo de mudança de país e de acomodação em uma nova cidade lhe pareceu desafiador? Por que? Quais foram as maiores dificuldades?

Bastante desafiador! Sobretudo em postos D, que em geral têm poucas opções de moradia, e o transporte público é praticamente inexistente. Esses fatores nos fizeram optar por morar perto da embaixada. Com certa dificuldade e uma boa dose de paciência, conseguimos alugar um apto ao lado da Embaixada do Brasil.

Em verdade, a nossa acomodação ainda está acontecendo. Nossa mudança saiu de Brasília em meados de junho/julho e está com previsão de chegada para o final de setembro.

Uma dificuldade que surpreendentemente não tivemos foi a da barreira linguística: apesar de a língua oficial do Suriname ser o holandês, todo o mundo aqui consegue se comunicar em inglês. Isso foi um alívio e tanto!

​3) Há quanto tempo vocês estão no país? Houve choque cultural?

João chegou em maio e eu cheguei no início de julho deste ano.

Quanto ao choque cultural, apesar de o Suriname ser parte da América do Sul, há pouca – ou quase nenhuma – influência dos países latinos por aqui. Boa parte da população é constituída por indianos, javaneses, crioulos e chineses. De qualquer forma, como há uma quantidade considerável de brasileiros morando em Paramaribo, o choque cultural termina sendo amenizado, pois não é difícil encontrar brasileiros na rua e é possível até comprar produtos tipicamente brasileiros num supermercado que há na cidade.


4) Você teria algo mais que gostaria de acrescentar? Conte-nos passagens interessantes das primeiras semanas

Antes de encarar uma mudança tão grande, recomendo que os candidatos a expatriados pesquisem tudo o que puderem sobre o lugar onde irão viver. Ainda que eu tenha tido algumas surpresas ao chegar, eu estava ciente da maior parte das limitações que o Suriname me traria.

Posso dizer que a adaptação está relativamente tranquila. Ainda não me sinto confortável dirigindo na mão inglesa e sinto falta de poder usar cartão de crédito/débito no dia a dia (praticamente todas as transações são realizadas em espécie, até mesmo compra de carros). De todo modo, creio que são coisas que, com o tempo, serão ajustadas em nossa cabeça.  

Fiquei particularmente encantada com o multiculturalismo e com a convivência pacífica de diferentes povos em Paramaribo. Para que você tenha uma ideia, no centro da cidade há uma Mesquita ao lado de uma Sinagoga (em tempos de tanta intolerância religiosa, isso é um grande alento para mim!).

Pode até parecer clichê, mas não posso deixar de frisar que a vida de expatriado é um aprendizado constante. Independentemente de o lugar ser considerado rico ou pobre, culturalmente distinto do Brasil ou parecido, o que é determinante na adaptação ao lugar é a forma com que o expatriado encara esse aprendizado... então o que tento fazer é encarar as diferenças da melhor forma possível :)

Por fim, queria deixar registrado o meu agradecimento à Elisa. Iniciativas como a do seu blog, documentando a vida de famílias do Serviço Exterior brasileiro, são valiosas para  elevar a qualidade de vida dos expatriados e futuros expatriados.

22/09/2015

Banheiros públicos mundo afora - Parte II

Dando continuidade a essas curiosidades esquisitas.

Cidades antípodas - Ou, do outro lado do mundo

Você (quando era criança, eu espero) já pensou em cavar um buraco para chegar do outro lado do mundo? Quem nunca, não é mesmo? Afinal, nos desenhos, o personagem sempre conseguia. Fisicamente, isso não é possível, dado o interior quente da terra. Isso você já sabia. Mas existe outro empecilho: na maioria das cidades, você não terá terra firme do outro lado do globo. As cidades que têm, se chamam antípodas. 

Quer saber quais são? Acesse antipodesmap.com e digite o nome da cidade, que ele vai apontar o outro lado do globo para você. 


Quer calcular um antípoda por si mesmo? É fácil: basta escolher uma coordenada. A latitude do seu antípoda será igual, mas com o sinal invertido. Para calcular a longitude, subtraia 180º do valor e, então, inverta o sinal do resultado.

Fonte:http://super.abril.com.br


Mas e se mesmo assim você quiser cavar até a China?



E se você estiver nos EUA?

Como os idiomas se desenvolvem?

21/09/2015

Dirigir do lado esquerdo ou direito da rua?

Você já se perguntou o porquê de alguns países dirigirem do lado esquerdo da rua e outros do lado direito? A justificativa é bem interessante. Vou traduzir para vocês o texto do site tofugu.com, que explica os motivos dessa diferença.

"Há muito tempo, antes mesmo de os carros terem sido inventados, quase todos viajavam do lado esquerdo da estrada. Era o senso comum. Como a maioria das pessoas eram destras, espadachins preferiam viajar à esquerda, a fim de ter o seu braço direito mais perto de um adversário em potencial e sua espada e bainha longe deles. A bainha era usada no lado esquerdo, o que também impedia que duas pessoas batessem espadas acidentalmente, provocando um duelo.

Pessoas destras também tinham mais facilidade para subir no cavalo do lado esquerdo, especialmente se elas estivessem usando uma espada. Era também mais seguro subir e descer do cavalo no lado externo da estrada em vez de no meio dela. Dessa forma, eles poderiam ficar fora do tráfego e não precisariam se preocupar em bater ou serem atropelados por ninguém. Portanto, fazia sentido que, ao montar à esquerda, dever-se-ia andar do lado esquerdo também. Ambas razões fazem sentido, por isso não é de admirar que as pessoas viajavam à esquerda naquela época.

No final dos anos 1700, alguns carroceiros começaram a transportar animais de fazenda em vagões puxados por pares de cavalos. Estes vagões não tinham assentos, portanto, o "motorista" estava montado no cavalo traseiro esquerdo. Dessa forma, eles poderiam facilmente atingir todos os outros cavalos com seu chicote. Mais uma vez, como a maioria das pessoas eram destras, isso fazia sentido.

http://www.tsm-resources.com

Como eles se sentavam à esquerda - assim como a maioria dos países fazem em seus carros hoje em dia-, eles queriam que todos passassem à esquerda para facilitar suas vidas, evitando que os vagões se prendessem uns nos outros. Por estas razões os vagões eram mantidos do lado direito da estrada. Obviamente, isso conflitava com a configuração habitual, então, as coisas começaram a ficar complicadas.

Uma regra oficial para "manter-se à direita" foi introduzida em Paris em 1794. Mais tarde, as conquistas de Napoleão espalharam esse costume em grande parte da Europa. Os países que resistiram a Napoleão, naturalmente resistiram à condução à direita também. A Grã-Bretanha, o Império Austro-Húngaro e Portugal mantiveram a condução na lateral esquerda, confrontando a regra de Napoleão. Esta divisão entre as nações" à esquerda e à direita" na Europa iria permanecer por mais de 100 anos.

Ao longo dos anos, a maioria das nações decidiram conduzir à direita. Grã-Bretanha sempre se recusou a fazer a troca. Com a indústria de viagens crescendo em 1800, as regras de trânsito foram feitas em cada país e de condução à esquerda tornou-se lei na Grã-Bretanha em 1835. Os países que fizeram parte do Império Britânico também agiam de acordo com essa lei. É por isso que países como a Índia, a Austrália, e as ex-colônias britânicas na África mantiveram a esquerda também.



Mas por que o Japão mantém-se à esquerda?

Embora o Japão nunca tenha feito parte do Império Britânico, seu tráfego também manteve-se à esquerda. Essa prática remonta ao período Edo (1603-1867), quando Samurais governaram o país (a mesma questão da espada e da bainha de antes), mas somente em 1872 essa regra não escrita tornou-se oficial. Esse foi o ano em que a primeira ferrovia do Japão foi construída.

Três países se aproximaram do governo japonês para ajudá-los a construir um sistema ferroviário. Esses três países foram a América, França e Grã-Bretanha. No final, a Grã-Bretanha venceu. Em 1872, a primeira estrada de ferro japonesa estava instalada e funcionando. Uma enorme rede de caminhos de ferro se espalhou a partir daí, utilizando a mão à esquerda. E como todos sabemos, o Japão ama seus trens. Se ferrovias americanas ou francesas tivessem vencido e realizado a construção, em vez disso, o Japão provavelmente dirigiria do lado direito da estrada hoje.

Ferrovias, cavalos,carros e bondes elétricos seguiram o precedente de condução do lado esquerdo fixado pelas ferrovias no Japão. Por volta de 1900, os automóveis começaram a aparecer. Uma ordem emitida em 1902 pela polícia de Tóquio disse pela primeira vez que os pedestres deveriam manter-se do lado esquerdo das estradas. Finalmente, em 1924, a condução do lado esquerdo foi determinada por lei oficial.

Após a derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, Okinawa ficou sob o controle dos Estados Unidos, que os fez a conduzir à direita. Okinawa mudou de volta para a condução à esquerda quando foi devolvida ao Japão. A mudança ocorreu em 30 de julho de 1978. Trata-se de um dos únicos lugares que mudou da direita para a circulação pela esquerda no final do século XX."

Fontes:
http://www.worldstandards.eu/cars/driving-on-the-left
https://ngoexcellence.wordpress.com/2013/01/09/africa-infographics
http://www.tofugu.com/2013/02/22/why-does-japan-drive-on-the-left-side-of-the-road

20/09/2015

As cinco maiores religiões do mundo

Já que estamos falando de religião nestes últimos posts, fiquem com as principais características e fundamentos das cinco maiores religiões do mundo.

Comidas mundo afora - Parte III - Ovos

Variedades de pratos a base de ovos. Quantos você já experimentou?

Padrões geométricos do design islâmico

Como falamos sobre o uso do véu islâmico essa semana, pesquisei mais algumas informações sobre a religião e encontrei este vídeo bastante interessante sobre a arte islâmica.

18/09/2015

17/09/2015

Os benefícios de um cérebro bilíngue

Cursos gratuitos online de Harvard

Notícia divulgada pela Super Interessante: quatro cursos gratuitos fornecidos pela Universidade de Harvard. Já me inscrevi em um. E vocês, se interessam? Cliquem aqui e acessem os links para as aulas citadas abaixo ou acesse https://www.edx.org/school/harvardx para mais cursos.

Imagem: businessinsider.com

1. Super-Terras e Vida
Tire suas próprias conclusões sobre a procura de vida extraterrestre. O curso mostra o que sabemos sobre a origem da vida na Terra, como procuramos seres vivos em outros planetas e as condições favoráveis para a formação de outras espécies. É uma mistura de astronomia e biologia, que dura 6 semanas e ainda oferece um certificado oficial por apenas US$ 49.

2. Ciência e Culinária: Da Alta Cozinha para a Ciência da Matéria Mole
Aqui, você vai ver chefs de cozinha revelando os segredos de suas mais famosas criações culinárias, mas não é só isso. A equipe de Harvard vai te ensinar a ciência por trás das iguarias. E ainda te ajuda a montar o seu próprio laboratório dentro da cozinha. O curso dura 14 semanas e como é introdutório, não requer que você seja um cozinheiro de mão cheia e nem um cientista.

3. Justiça
O nome do curso parece vago, mas ele oferece noções de justiça baseadas nos pensamentos de alguns dos mais importantes filósofos de todos os tempos, como Aristóteles, John Locke e Immanuel Kant. Explora questões como ações afirmativas, distribuição de renda, casamentos entre pessoas do mesmo sexo, direitos humanos, vida privada e mais. A promessa é que você vai terminar o curso sabendo argumentar melhor sobre questões filosóficas e fazer perguntas mais pertinentes. Dura 12 semanas e dá um certificado oficial por US$150.

4. A Revolução Einstein
Já deu para perceber que Harvard adora tópicos que são multidisciplinares. O curso pretende mostrar um aspecto mais amplo da física, que envolve artes, filosofia e história. Através do trabalho de Einstein é possível observar como o papel da física mudou do século 20 para o 21, e as consequências éticas e políticas de suas descobertas. Seja lá qual for o seu interesse (física, artes, filosofia, Einstein ou os quatro), esse curso de 14 semanas é para você.

16/09/2015

Véu islâmico: quando e onde usar

O título parece de um editorial de moda, mas vamos abordar aqui uma questão que vai muito além do que é ou não fashion. Um assunto que foi suscitado por uma colega - e sobre o qual ainda não havia ponderado - é a necessidade (ou possibilidade) de usarmos véu, dependendo do país em que nós e/ou nossos cônjuges estiverem servindo. Na minha opinião pessoal, não se trata de uma questão religiosa ou de convicções pessoais, mas de respeito à cultura em que estamos inseridos. Mas como eu disse, essa é a minha opinião. De qualquer forma - usando ou não -,é interessante sabermos que tipos de véus são utilizados em cada localidade para podermos fazer nossas opções individuais. 

A Revista Super Interessante publicou uma matéria (super interessante) sobre os tipos de véus e sobre questões de gênero relacionadas a eles. As imagens e textos abaixo são reprodução do site (super.abril.com.br/veus-muculmanos). Na página da matéria, existem mais informações.













Existem várias youtubers que fazem tutoriais de como usar véus de diferentes formas. Vejam só. 

Medo de avião - Parte I

Medo de avião e mais comum do que imaginamos. Eu mesma já passei por uma fase em que ficava muito estressada quando precisava viajar por mais de cinco ou seis horas, pois passei por um susto enorme, com uma turbulência terrível - daquelas que você parece estar em uma cama elástica. Graças a Deus, hoje em dia não passo mais por isso, muito pelo contrário, eu durmo a viagem toda! Comigo o truque foi falar com meu pai (que sabe pilotar e já foi piloto e instrutor), pois ele me explicou como funciona a turbulência. Não é nada tão amedrontador quando você entende a lógica por detrás do negócio. E olha que agora eu durmo mesmo. Pode ter turbulência, criança chorando, gente que fala alto, janela aberta, gente espaçosa usando seu descanso de braço, tudo! Uma dica - que eu usava - era ouvir música (Bossa Nova, Jazz e MPB) e ler durante toda a viagem, pois isso te distrai e você nem presta atenção no voo. 

Sei que em São Paulo tem uma empresa especializada em tirar o medo de voar. É um curso de uma semana e é realizado em parceria com companhias aéreas. Vou buscar o nome e o contato da empresa para colocar aqui no blog. Conheço pessoas que fizerem, vou ver se alguém topa dar uma entrevista contando como é esse curso. Bem, na falta das informações acima, que virão em um próximo post, tem um vídeo de uma das minhas blogueiras favoritas: Chata de Galocha. Ela conta como ela faz para driblar o medo de avião.


Filme Human - Yann Arthus-Bertrand



O que nos torna humanos? Será por que amamos, por que brigamos? Por que rimos? Choramos? Nossa curiosidade? A busca pela descoberta? Guiado por essas perguntas, Yann Arthus-Bertrand passou três anos fotografando e filmando a vida real.

Qual é a sua história?


15/09/2015

Posse na Comissão de Relações Internacionais da OAB-DF


Sou a sorridente de vestido azul, no centro da foto

Tenho a honra e a alegria de anunciar que tomei posse no Conselho de Relações Internacionais da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Distrito Federal. A partir de agora, poderei colaborar mais com a difusão do Direito Internacional e no apoio aos direitos dos cidadãos e advogados. Uma data muito feliz para mim e minha família e não poderia de deixar de compartilhar a novidade com vocês, queridos leitores.


Café no Brasil e no mundo - Parte II - Receitas

No segundo post da nossa série sobre o café, apresentaremos receitas de distintas localidades do mundo. Vamos tentar todas em uma coffee party?

14/09/2015

Relações extramaritais mundo afora

Já que o tema dos últimos meses é o Ashley Madison, por que não uma pesquisa sobre traição? Abaixo, a porcentagem de entrevistados que considera relações fora do casamento como moralmente inaceitáveis. 


Fonte: http://www.statista.com/chart/3742/the-countries-that-care-about-cheating-the-least



Global Age Watch Report 2015

Hoje compartilho com vocês o estudo sobre envelhecimento da população da Age Watch. Trata-se da terceira edição da pesquisa e seus resultados são bem interessantes. O texto completo está disponível no link www.helpage.org. Vamos ver algumas conclusões da pesquisa? Cliquem nas imagens para ampliá-las.


"Porquê medir o bem-estar na terceira idade? 
Envelhecer é uma experiência que todos partilhamos. Hoje em dia, o grupo populacional com mais de 60 anos é o que regista um crescimento mais rápido a nível mundial, afetando profundamente as nossas economias, condições de alojamento e aspirações pessoais e profissionais. Apesar de nem sempre o reconhecermos, o envelhecimento da população mundial é a maior história de sucesso de desenvolvimento humano, tendo resultado da queda das taxas de natalidade e da maior esperança de vida. Contudo, até agora nem todos os governos criaram um enquadramento político para responder aos desafios colocados pelo envelhecimento das suas populações. A visão transformadora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, de “não deixar ninguém para trás” no seu esforço universal para erradicar a pobreza e assegurar um desenvolvimento pacífico e equitativo para todos, requer políticas que produzam resultados e instrumentos que meçam o bem-estar na terceira idade." 

Proporção da população com idade igual ou superior a 60 anos em 2015 e 2050


"Existem atualmente cerca de 901 milhões de pessoas com idade igual ou superior a 60 anos em todo o mundo, representando 12.3 por cento da população global. Em 2030, este número terá aumentado para 1.4 mil milhões ou 16.5 por cento, e em 2050, para 2.1 mil milhões ou 21.5 por cento da população global. 

As pessoas com mais de 60 anos ultrapassam hoje as crianças com menos de cinco; em 2050, ultrapassarão as crianças com menos de 15. Estas alterações demográficas são especialmente rápidas no mundo em desenvolvimento, que, em 2050, acolherá oito em cada 10 da população mundial acima dos 60 anos.

A terceira idade é ainda frequentemente considerada a partir de uma perspectiva econômica, envolvendo considerações sobre os custos de uma população envelhecida. No entanto, o bem-estar em idades mais avançadas é uma acumulação de experiências ao longo da vida. Os países que apoiam o desenvolvimento humano ao longo da vida terão à partida taxas de participação mais elevadas da população mais velha em voluntariado, a trabalhar e envolvidas nas suas comunidades.  Todas as pessoas devem poder viver o melhor possível em cada etapa das suas vidas, com dignidade e liberdade de escolha. À medida que os países envelhecem, precisam de investir no apoio aos contributos, experiência e conhecimento do seu número crescente de cidadãos mais velhos. 

O ‘avolumar de jovens’ de hoje em muitos países será o ‘avolumar de idosos’ de amanhã. Políticas para apoiar uma terceira idade digna e segura deve ser uma preocupação séria dos jovens de hoje, sobretudo porque são estes que delas virão a beneficiar a longo prazo".





O envelhecimento nos países BRICS 

"No grupo dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), a China (52) é um país a envelhecer rapidamente – mais de 15 por cento da população tem idade igual e superior a 60 anos – que está a responder proactiva e estrategicamente às alterações demográficas. O Regime de Pensões Rurais introduzido em 2009 permitiu que 89 milhões de pessoas recebessem o pagamento de uma pensão pela primeira vez. Juntamente com as pessoas a receberem pagamentos através de outros esquemas de pensões, isto significa que 125 milhões de pessoas recebem agora uma pensão mensal. Em 2013, a lei nacional foi emendada para proteger os direitos dos idosos, exigindo aos governos locais a provisão de segurança social, cuidados médicos e cuidados prolongados aos seus cidadãos idosos. A China aumentou a cobertura das pensões e dos seguros de saúde, incentivou voluntários a cuidarem dos seus idosos e investiu em centros comunitários para a terceira idade. 

A Rússia (65) e a Índia (71) encontram-se em lugares mais baixos do Índice, não obstante o seu peso económico e político, um PIB per capita relativamente elevado, e uma população envelhecida ou em rápido envelhecimento. Na Índia apenas 28.9 por cento da população recebe uma pensão e cerca de 30 por cento dos homens e 72 por cento das mulheres acima dos 60 anos estão totalmente dependentes de terceiros. A Rússia tem uma cobertura alargada de pensões mas não tem um plano nacional para o envelhecimento, embora o esteja actualmente a desenvolver.

O sistema de bolsas sociais da África do Sul (78) – que inclui pensões sociais – é cerca de 23 por cento da média salarial.19 O Brasil (56) encontra-se na posição mais alta dos países BRICS em termos de garantia de rendimento, o que se deve em grande parte ao sistema de pensões quase universal, apresentando níveis relativamente elevados de adequação, de acordo com os padrões internacionais. Este sistema inclui duas formas de pensões não-contributivas para as zonas rurais e urbanas, assim como um valor mínimo de pensões dentro do sistema contributivo, todas elas associadas ao salário mínimo nacional. Este valor mínimo de pensões tem contribuído de forma significativa para a redução das desigualdades no Brasil nas últimas duas décadas."




Um mundo melhor para todas as idades 
"O nosso terceiro relatório revela que criar um mundo melhor para todas as idades está ao nosso alcance. Há políticas e programas que podem proteger e promover os nossos direitos humanos à medida que envelhecemos, conduzindo ao fim de todas as formas de discriminação, violência e abuso na terceira idade. Para assegurar rendimentos é fundamental promover o direito à segurança social na terceira idade, garantindo a cobertura universal de pensões. Para que as pessoas tenham a melhor saúde possível e para aumentar a esperança de vida saudável, todos têm que ter acesso a cuidados de saúde de qualidade que sejam apropriados e acessíveis ao longo de toda a vida. A terceira idade pode e deve ser uma altura de crescimento pessoal e liderança. 

É importante apoiar as mulheres e homens mais velhos através do acesso a um trabalho condigno e oportunidades de aprendizagem ao longo da vida, assim como de participação política. As pessoas mais velhas precisam de se sentir parte da sociedade, de poder movimentar-se nos transportes públicos, sentir-se seguros e viver uma vida independente e autónoma. A implementação dos Objectivos de Desenvolvimento Sustentável necessitará de informação assim como de uma análise das políticas sociais e do seu impacto nos idosos. A informação virá da melhoria dos dados nacionais, regionais e globais, desagregados por idade e género, para nos ajudar a entender as diferentes formas das mulheres e dos homens vivenciarem o envelhecimento por todo o mundo. 

O Índice da Global AgeWatch revela que há algum progresso em termos de políticas e práticas em todas as regiões do mundo. Este trabalho procura contribuir para as discussões sobre o bem-estar na terceira idade e é um passo no sentido de apoiar as populações a atingirem o seu potencial em todas as etapas das suas vidas."


Fonte: /http://www.helpage.org/global-agewatch/reports/global-agewatch-index-2015-insight-report-summary-and-methodology

13/09/2015

Diplo-happy! O que faz você feliz? - Parte II

Mais alegrias do dia a dia. Como é gostoso, só de pensar nisso tudo fiquei feliz. Bom feriado.

Imagens de: facebook.com/itsthehappypage
Clique nas imagens para ampliá-las.