31/10/2015

Aos alunos do IDP

Queridos alunos que passaram esta tarde aprendendo sobre as carreiras que um bacharel em Direito pode seguir no âmbito internacional, muito obrigada pela paciência e pela companhia durante essas quatro horas de um sábado véspera de feriado. Quem quiser ter acesso ao power point ou tirar dúvidas, por favor me envie um e-mail (link na lateral do blog). 

As hashtags que mencionei na aula estão no link:
http://elisapinchemel.wix.com/diplowife-diplolife#!links/c1m3p

Gostaria de agradecer à Professora Lara pelo convite e ao Professor Felipe por ter aceitado participar da rodada de perguntas sobre as carreiras do Serviço Exterior Brasileiro.



Um dia na vida de Kristina Hayden, diplomata

Um dia na vida de Kristina Hayden, diplomata americana em Yekaterinburg, Rússia.

Halloween na Europa: como é comemorado?

O site Expatrica.com publicou algumas curiosidades sobre as comemorações do dia das bruxas em alguns países europeus. Como o texto está em inglês, o traduzi para vocês. Divirtam-se!



"Originalmente era um festival pagão do norte da Europa, que marcava o fim do verão   e o início dos meses mais escuros e frios, O Dia das Bruxas que experimentamos na maior parte do mundo de hoje é altamente comercializado e influenciado pelas tradições norte-americanas. Em algum ponto da história, o Dia das Bruxas passou a ser associado com um dia cristão para lembrar os mortos. É interessante comparar as tradições dos diferentes países que celebram este festival de outono. Muitos têm a ver com o escuro inverno se aproximando, as tentativas de esquivar-se da morte e dos espíritos.

Alemanha
As celebrações de Halloween se difundiram apenas recentemente, haja vista que eram desaprovadas pela Igreja Luterana. Hoje em dia, apenas o "doces ou travessuras" conseguiu superar essa barreira, mas algumas tradições antigas permanecem. Por exemplo, algumas pessoas escondem todas as suas facas dos maus espíritos na noite de Halloween.

Reino Unido
Os irlandeses, escoceses e ingleses não esculpiam abóboras, mas beterrabas e nabos. E, em seguida, as crianças andavam pelo bairro para mostrar seus vegetais assustadores e recebiam dinheiro em troca. Os imigrantes irlandeses que foram para os EUA são vistos como os responsáveis por instaurar a tradição do Dia das Bruxas na América do Norte.

Áustria
Algumas pessoas deixam pão, água e uma lâmpada acesa sobre a mesa antes de ir para a cama na noite de Halloween. Isto é para as almas mortas.

Suécia
Na Suécia, o Dia das Bruxas é conhecido como Alla helgons Dag e é celebrado de 31 de outubro até 06 de novembro.

Bélgica
As pessoas acendem velas em memória de seus parentes mortos.

Holanda
Não é uma tradição holandesa, no entanto, os costumes são um pouco semelhantes ao dia de St Martin celebrado em 11 de Novembro. Ele marca o início da safra na Europa (França, Alemanha, Escandinávia e Europa Oriental), período durante o qual o abate e preservação do gado para os meses de inverno era realizado. As crianças vão de porta em porta cantando canções, carregando lanternas de papel feitas à mão (um pouco como as lanternas de abóbora norte-americanos) e recebem doces. Parece familiar? Na data efetiva do Halloween existem atividades no estilo norte-americano para aqueles que comemoraram o dia".


Fonte: 

30/10/2015

Pela valorização da diplomacia brasileira

Correio Braziliense 

Pela valorização da diplomacia brasileira / Artigo 

Vitoria Cleaver
Embaixadora, presidente da Associação dos Diplomatas Brasileiros

Imagem: memoria.ebc.com.br

Para que serve um diplomata? Representar, negociar, informar e proteger nacionais são as funções clássicas do diplomata. Uma diplomacia competente e atuante traz prestígio para um país. A diplomacia é fonte de poder suave e inteligente, capaz de superar limitações de poder militar ou econômico e obter vantagens para seu país no cenário internacional. Como seria o Brasil sem sua diplomacia? Basta olhar o mapa: sem diplomatas como Alexandre de Gusmão e Barão do Rio Branco, não teríamos hoje nosso imenso território, com 15 mil km de fronteiras juridicamente reconhecidos por todos os nossos 10 vizinhos.

Sem nossa diplomacia, não teríamos o equilíbrio estratégico na América do Sul, região de paz, desenvolvimento e integração. O Brasil estaria fora de acordos políticos, comerciais, educacionais, culturais, de defesa, investimentos, cooperação técnica, científica e tecnológica. Não teria participado do sistema das Nações Unidas, do processo de descolonização e da atual construção de um mundo multipolar marcado por novas alianças e blocos como Mercosul, Unasul, Celac, Brics e G-20.

Se o Brasil é hoje reconhecido como ator global, líder com autoridade moral na definição de grandes temas, cujas opiniões são consideradas tanto pelas grandes potências quanto pelos países menos desenvolvidos, isso se deve à excelência de nossa atuação diplomática. A imagem distorcida dos punhos de renda demonstra desconhecimento do trabalho real do diplomata. Ele atua com a mesma competência e afinco tanto na ONU, em Nova York, quanto ao ar livre em situações de terremotos, catástrofes naturais e crises políticas; dialoga com estadistas, empresários, sindicalistas, acadêmicos, jornalistas, estudantes, refugiados, sacerdotes de todas as religiões, enfim, com todos os interlocutores necessários para defender os interesses do país e do cidadão brasileiro, em várias línguas, culturas e regiões.

O diplomata pertence a uma carreira de Estado, e sua visão é de longo prazo. Antes da criação do Instituto Rio Branco, que completa 70 anos em 2015, o ingresso na carreira já se dava por concurso público. Sem perder o alto nível de exigência do concurso, dos mais difíceis do Brasil, o acesso à carreira tem-se democratizado com a realização dos exames nas principais capitais e com iniciativas de ação afirmativa.

Não se improvisa diplomacia. No Brasil, ela é resultado de uma sólida base institucional. O Brasil é um dos raríssimos países nos quais 100% dos cargos diplomáticos são ocupados por quadros de carreira, sem indicação política, o que assegura credibilidade, coerência e profissionalismo.

Ao negociar acordos comerciais e de investimentos ou defender a posição brasileira na Organização Mundial do Comércio, diplomatas abrem oportunidades de mercado e vencem causas cujo impacto real, em termos de benefícios econômicos e de emprego, não é contabilizado. Se o fosse, certamente demonstraria a discrepância entre o pequeno valor que se gasta na ação diplomática e os amplos benefícios auferidos por empresas e pela sociedade brasileira.

Esse ponto conduz à dramática situação orçamentária pela qual passa o Itamaraty. Seu orçamento representa algo em torno de 0,1% do Orçamento da União (um dos ministérios menos aquinhoados da Esplanada), sistematicamente reduzido e contingenciado, com uma despesa em grande parte contabilizada em dólares. A diplomacia tem-se sentido desvalorizada, e com razão: embaixadas não conseguem pagar contas, diplomatas atrasam aluguéis, organismos internacionais não recebem pagamentos devidos. Por maiores que sejam a dedicação, o empenho e o compromisso pessoal dos diplomatas, a penúria material tem transmitido uma imagem constrangedora aos nossos parceiros, incompatível com a grandeza do Brasil.

É nesse contexto adverso que a Associação dos Diplomatas Brasileiros completa 25 anos. Conscientes de que precisam lutar pelo Itamaraty e por seus direitos, os diplomatas estão criando um sindicato próprio. A diplomacia brasileira precisa ser novamente valorizada pelo governo e pela sociedade

Doce ou travessura?

O site dictionary.com nos explica o porquê da frase "doce ou travessura?". O original está na língua inglesa, mas segue a tradução para o português, feita por mim.




"É uma das brincadeiras favoritas das crianças no Halloween. Não há nenhuma sensação como a de esperar um estranho abrir sua porta para que você possa gritar "doçura ou travessura!" Mas por que é que dizemos isso? O que isso realmente significa? A prática de vestir uma fantasia e pedir guloseimas para seus vizinhos remonta à Idade Média, mas naquela época não era um jogo.

Durante a prática medieval de souling, os pobres andavam pela cidade implorando por comida. Em troca, eles ofereceram orações pelos mortos no Dia de Finados. 

Doce ou travessura é um costume emprestado de guising, e as crianças ainda o praticam em algumas partes da Escócia. Guising envolve fantasiar-se e cantar uma rima, fazer um truque de cartas, ou contar uma história em troca de um doce. Os escoceses e irlandeses levaram o costume para a América no século XIX.

Alguns encontraram a mais antiga referência ao doce ou travessura em 1927, em Alberta, Canadá. Parece que a prática só pegou nos EUA após meados da década de 1930, onde então ela não havia sido bem recebida. Pedir por doces irritava e confundia alguns adultos. Supostamente, em um desfile de Halloween em 1948, em Nova York, a Madison Square Boys Club carregou uma bandeira que ostentava a mensagem "meninos americanos não mendigam." Em 1952, a prática foi aceita o suficiente para ser mencionada no programa de televisão da família Ozzie e Harriet."

29/10/2015

Emb. Patriota fala sobre os 70 anos da ONU


Pesquisas de opinião: o que elas nos dizem? - Homossexualidade

Separei algumas pesquisas de opinião realizadas pela World Values Survey Brasil e as compartilhei ao longo do mês com vocês. Foi interessante ver como a cultura e os fatores sociais influenciam na opinião dos cidadãos de diferentes países. O objetivo da série de posts não foi chegar a conclusões, mas mostrar tendências. o último post é sobre homossexualidade.



Discorda + Discorda Totalmente: 40,2%
Concorda + Concorda Totalmente: 37,8%

Diplomatas famosos: Maçonaria e diplomacia

Maçonaria é notadamente uma sociedade discreta de caráter universal, cujos membros cultivam a humanidade, os princípios da liberdade, democracia, igualdade, fraternidade e aperfeiçoamento intelectual, sendo uma associação iniciática e filosófica.

Muitos dos grandes expoentes da política brasileira dos séculos XVII,ao XX eram maçons. A diplomacia não fugiu a essa regra. Buscando saber quais diplomatas famosos eram maçons, encontrei a seguinte lista de nomes:



Américo Brazílio de Campos - Jornalista, diplomata e político da cidade de Bragança Paulista - São Paulo. Trabalhou na "Província de S. Paulo", hoje "O Estadão" e fundou o "Correio Popular". Um grande nome do jornalismo brasileiro.

Antonio Carlos Ribeiro de Andrada - diplomata e jornalista

Antonio Peregrino Maciel Monteiro (Barão de Itamaracá) - Médico, político e diplomata da cidade de Recife - Pernambuco. Foi deputado, presidente da Câmara, ministro de Estrangeiros e ministro plenipotenciário em Lisboa.

Artur Silveira de Mota (Barão de Jaceguai) - Foi diplomata, almirante, nobre e escritor brasileiro, que lutou na Guerra do Paraguai. Foi um imortal da Academia Brasileira de Letras e Grão Mestre do Grande Oriente do Brasil, durante os anos de 1881 a 1882. Finda a guerra, Artur Jaceguai passou por diversas missões diplomáticas no exterior, além de haver desempenhado inúmeras funções na Marinha. Em 1882 recebeu o título de Barão de Jaceguai e foi promovido a Chefe-de-Esquadra.

Bernardino José de Campos Júnior - Estadista, diplomata, político e jornalista da cidade de Pouso Alegre - Minas Gerais. Propagandista dos ideiais republicanos, foi deputado, senador e governador de S. Paulo. Foi ministro da fazenda no governo de Prudente de Morais.

Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo - Diplomata e escritor da cidade de Recife - Pernambuco. Foi membro da Academia Brasileira de Letras. Destaques para "Camões e os Luzíadas" e "Abolicionismo".

José Maria da Silva Paranhos Júnior (Barão do Rio Branco) - Historiador, estadista e diplomata da cidade do Rio de Janeiro. Graças aos seus esforços diplomaticos, a Questão do Amapá, foi resolvida em favor do Brasil. Também a Questão do Acre. Serviu a quatro presidentes como secretário de relações exteriores.

Honório Hermeto Carneiro Leão (Marquês do Paraná) foi um político, diplomata e magistrado brasileiro. Voltou para o Brasil depois de estudar na Universidade de Coimbra em Portugal e foi nomeado juiz em 1826 e depois elevado até um tribunal de apelação. Foi eleito em 1830 como representante de Minas Gerais na Câmara dos Deputados, sendo reeleito em 1834 e 1838 e mantendo o cargo até 1841.


Essa lista me deixou curiosa com relação aos dias atuais. Será que essa tradição continua na diplomacia brasileira?


28/10/2015

Pesquisas de opinião: o que elas nos dizem? - Nacionalidade e Cidadania


Separei algumas pesquisas de opinião realizadas pela World Values Survey Brasil e as estou compartilhando ao longo do mês com vocês. É interessante ver como a cultura e os fatores sociais influenciam na opinião dos cidadãos de diferentes países. O objetivo da série de posts não é chegar a conclusões, mas mostrar tendências.



Atenção: 6ª onda

Atenção: 5ª onda.



27/10/2015

25 mil acessos: Concurso Cultural

Para comemorar a marca de 25 mil acessos do blog, decidi presentear os que acompanham nossas postagens como forma de agradecimento. Mas, infelizmente, não posso dar uma lembrancinha para cada um; portanto, optei por lançar um concurso cultural para escolher três leitoras e dois leitores do blog que receberão alguns mimos com temas relativos ao blog.

Qualquer pessoa pode participar, estando vinculada ou não ao MRE.

Os presentes serão divididos entre as categorias feminina e masculina. O prazo para envio das frases é 27 de novembro de 2015 e a divulgação dos resultados será na data provável (influências do CESPE) de 30 de novembro de 2015. 

Para participar, você deve formular uma frase sobre o lado positivo da vida nômade, utilizando os termos "diplowife", "diplohusband" ou "diplo life".  

É possível assinar o texto com seu nome ou pseudônimo.



Categoria Feminina



Premiação:

1º Lugar: Camiseta "Travel" da Clock House, caderno diplowife e dois marcadores de página da Fundação Athos Bulcão, com design dos azulejos do artista.

2º Lugar: Camiseta "Wonderlust" da Clock House, caderno diplowife e porta-passaporte diplowife.

3º LugarCamiseta "Gypster" da Clock House, caderno do blog  diplowife e bloco de anotações diplowife.

Como participar: 

1) Curta a página facebook.com/diplowifediplolife

2) Envie um e-mail com o título "Categoria Feminina" para diplowife.diplolife@gmail.com. Na mensagem, escreva uma frase de sua autoria que conste os termos "diplowife", "diplohusband" ou "diplo life", informando seu nome ou pseudônimo e autorizando a reprodução da frase aqui no blog. 

Categoria Masculina



Premiação:

1º Lugar: Camiseta "Feito no Brasil" da Reserva e doze imãs de geladeira da Fundação Athos Bulcão, que formam o design da parede de azulejos do Instituto Rio Branco.

2º Lugar: Camiseta "Feito no Brasil" da Reserva e tag de mala.


Como participar: 

1) Curta a página facebook.com/diplowifediplolife

2) Envie um e-mail com o título "Categoria Masculina" para diplowife.diplolife@gmail.com. Na mensagem, escreva uma frase de sua autoria que conste os termos "diplowife", "diplohusband" ou "diplo life", informando seu nome  ou pseudônimo e autorizando a reprodução da frase aqui no blog.

Palavras intraduzíveis - Parte II

Palavras intraduzíveis foram transformadas em ilustrações pela artista Anjana Iyer
Página da artista: https://www.facebook.com/Anjana-Iyer-829814127108300/timeline











25/10/2015

Novidades do concurso para Ofchan: prazos e mais!

Seguimos acompanhando o concurso para Oficial de Chancelaria. As novidades de hoje são: 

1) O Contrato 07/2015, entre o MRE e a FGV foi assinado em 25 de setembro de 2015; 

2) Conforme previsto no  Anexo I do Contrato:
  • Serão 60 vagas, das quais 20%  serão reservadas para negros e 5% para pessoas com deficiência;
  • Haverá prazo de 20 a 30 dias para inscrição no concurso;
  • Será realizada uma única etapa com provas discursivas e objetiva; 
  • As provas ocorrerão em Brasília, São Paulo, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Belém. 
  • Na concorrência geral,  300 provas discursivas serão corrigidas;
  • Todas as provas de pessoas com deficiência serão corrigidas.

3) Na página 31 da Proposta de Prestação de Serviços anexa ao contrato (anexo I), consta o seguinte cronograma estimado:


Se levarmos esses prazos em consideração, temos que o edital já deveria ter sido lançado. Então, creio que em breve teremos um edital! 

Todos os documentos mencionados estão disponíveis em:

24/10/2015

Decoração de Halloween

Imagem: mode.com

Dicas de decorações DIY para festas de halloween no meu Pinterest:
https://www.pinterest.com/elisarib/halloween-decor/

Ideias de fantasias de Halloween

Alguns famosos que sempre fazem muito sucesso no halloween, para inspirar suas fantasias. Se vocês quiserem mais de 300 ideias, com passo a passo, acessem meu painel de fantasias de dia das bruxas do Pinterest: https://www.pinterest.com/elisarib/fantasiascostumes

Neil Patrick Harris e família


P.S.: Gente, olha isso, que fofura!

Kim Kardashian


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Halloween chegando!


Neste ano, escolhi a fantasia de caveira mexicana para pedir "doces ou travessuras" com as crianças da família. E vocês, vão participar do dia das bruxas?



Link para todo o tutorial:
http://chatadegalocha.com/2014/02/tutorial-caveira-mexicana-para-o-carnaval

23/10/2015

Oito comidas que têm origens diferentes das que você imaginava

Sou fã da Revista Super Interessante! Olhando nos arquivos da página oficial, encontrei um artigo da Super Listas  chamado "8 comidas que têm origens diferentes da que você imaginava", escrito por Jessica Soares e Otávio Cohen em 2013 (Link).  Eles se basearam em uma lista de 10 comidas que está disponível em inglês neste link. Segue o texto da Super Listas.

1. Batata-frita

Parece fácil: para saber de onde veio essa delícia crocante que chamamos de batata-frita bastaria lembrar o nome que ela recebe na terra do Tio Sam – por lá elas são conhecidas como french fries, “batatas francesas” em português. Não caia nessa pegadinha, amigo. É aos belgas que devemos agradecer pela batata nossa de cada dia. Segundo conta a história local, desde o século 17 era comum na região do Rio Meuse pescar pequenos peixes e fritá-los. No inverno, quando o rio congelava, os belgas cortavam batatas em forma de peixinhos e as jogavam na gordura. Quando soldados estadunidenses passaram pelo país durante a Primeira Guerra Mundial, teriam provado (e aprovado) o prato que chamaram de “francês”, língua oficial do exército da Bélgica naquela época.

2. Lasanha

As camadas intercaladas de massa e cremosidade da clássica lasanha surgiram na Itália, certo? Nada disso. Uma receita muito similar ao amado prato já se encontrava em Fôrma de Cury, “livro de receitas” escrito pelo cozinheiro mestre do Rei Ricardo II da Inglaterra em meados do século 14. Há quem defenda que a lasanha está por aí há mais tempo ainda: seu nome e receita teriam aparecido na Grécia Antiga. A diferença entre a lasanha que conhecemos hoje e suas versões antepassadas é a ausência de tomate nos primórdios – o fruto só chegou à Europa depois que Colombo deu uma passadinha nas Américas em 1492.

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3. Nachos

Eles surgiram no México, é verdade, mas se engana quem pensa que os nachos fazem parte da culinária tradicional do país. O lanchinho foi criado em 1943 por Ignacio “Nacho” Anaya. Na época, Ignacio trabalhava no Victory Club, restaurante localizado na cidade mexicana Piedras Negras, cortada pelo Rio Grande e vizinha da cidade estadunidense Eagle Pass, no Texas. As esposas dos soldados da base texana costumavam passear pelo México e, em uma certa tarde, acabaram entrando no pequeno Victory Club. Pediram o prato da casa. Reza a lenda que, para desespero de Ignacio, o cozinheiro do estabelecimento tinha escolhido justo aquele momento para dar um perdido e não podia ser encontrado. Anaya vestiu o chapéu de chefe e usou da criatividade para resolver o problema: combinou tortilhas de milho crocantes com cobertura de queijo e pimenta jalapeño para criar o prato que batizou como “Nachos Especiales”. Nascida para o sucesso, a receita de Ignacio logo virou um ícone e conquistou o mundo.

 4. Macarrão com almôndegas

O primeiro beijo de Dama e o Vagabundo não seria tão icônico se os cachorrinhos da Disney não tivessem escolhido jantar em um restaurante italiano. Ainda bem que o chefe de cozinha da animação lançada em 1955 não se importou em colocar à mesa um prato que, na verdade, não é servido na Itália. O macarrão com almôndegas foi popularizado por imigrantes sicilianos nos Estados Unidos, no início do século 20. Mas no país de origem dos criadores o prato não só não está no menu, como também é uma combinação reprovada pelos amantes da massa.

5. Croissant

Não há nada mais parisiense do que vestir listras e comer um gostoso croissant no café da manhã. Pena que, na realidade, o pão de massa folhada não surgiu na França. A meia-lua crescente, conhecida então pelo nome de kipferl, foi criada no século 13 por padeiros da cidade de Viena, na Áustria – e é, por isso, conhecida hoje também pelo nome de viennoiserie. Foi Maria Antonieta que popularizou o pãozinho na França a partir de 1770. Bon appétit!

 6. Chili

Há diferentes versões para a origem do famoso chili con carne, mas todas estão de acordo em um ponto: ele não é mexicano. O prato, oficial do estado do Texas, nos Estados Unidos, teria sido inventado ali mesmo, em solo estadunidense. No século 19, o prato composto por carne seca, gordura, condimentos e pimenta chili já era popular entre os cowboys e aventureiros do oeste americano. Com o final da Guerra de Secessão, em 1865, o prato ganhou o país. Entre os texanos mais conservadores, o prato só é autêntico se tiver apenas carne e quantidades absurdas de pimenta. Mas, com a popularização do chili, inúmeras versões surgiram – sendo mais populares aquelas que acrescentam feijão à receita.

 7. Acarajé

O acarajé é da baiana, mas sua história remonta ao continente africano. Feito com feijão-fradinho, cebola e sal e frito em azeite-de-dendê, o acarajé, típico prato da cozinha da Bahia, deriva do àkarà da África Ocidental que, por sua vez, deriva do falafel árabe – levado para o continente africano no século 7 (sic). O bolinho, originalmente cozido em oferenda aos orixás, ainda é considerado uma comida sagrada – mas pode ser apreciado no tabuleiro da baiana.

 8. Pizza

Todo mundo sabe que a pizza é um prato italiano. É, mas não é. A pizza como conhecemos hoje surgiu em Nápoles, na Itália, no século 16. Só que, muito antes de fatias da criação napolitana irem parar nos pratos de todo o mundo, os egípcios e gregos da Antiguidade também já faziam lanchinhos que se pareciam muito com a pizza. Há 5 mil anos, babilônios e hebreus também já levavam ao forno a massa com farinha e água. Na Idade Média o prato chegou na Itália, onde foi aperfeiçoado e recebeu o (hoje clássico) ingrediente recém descoberto nas Américas: o tomate.


22/10/2015

Dinho Ouro Preto: Filho de Diplomata

Imagem: https://www.flickr.com/photos/henriquebergamo/5119346600

Caso você tenha perdido os últimos trinta anos de rock brasileiro, vou apresentá-lo a você: Dinho Ouro Preto é o vocalista da banda Capital Inicial. De acordo com a nossa boa e velha Wikipedia, Dinho é o nome artístico de Fernando de Ouro Preto, filho do embaixador Afonso Celso de Ouro Preto e da embaixatriz e historiadora Marília de Ouro Preto. Devido ao trabalho do seu pai, ele foi criado em Brasília, Washington (EUA), Viena (Áustria) e Genebra (Suíça).

O bisavó do Dinho é Afonso Celso de Assis Figueiredo Júnior, (Conde de Afonso Celso), que nasceu em Ouro Preto, em 31 de março de 1860  e faleceu no Rio de Janeiro, em 11 de julho de 1938. Ele foi professor, poeta, historiador, político brasileiro e um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras. (Fonte: Wikipedia)

Já seu tataravô era Afonso Celso de Assis Figueiredo, (Visconde de Ouro Preto), que nasceu em Ouro Preto,em 2 de fevereiro de 1836 e faleceu no Rio de Janeiro, em 21 de fevereiro de 1912. Ele foi professor de Direito Civil e Comercial da Faculdade Livre de Ciências Jurídicas e Sociais do Rio de Janeiro, foi um dos políticos mais importantes do Segundo Reinado do Império do Brasil e grande amigo de D. Pedro II. Na política, foi senador eleito pela província de Minas Gerais em 1879, pela qual também foi deputado provincial e deputado geral (por dois e quatro mandatos, sucessivamente). Também ocupou os cargos de secretário de Polícia, inspetor da Tesouraria Provincial, procurador da Fazenda, ministro da Marinha e da Fazenda e membro do Conselho de Estado. (Fonte: Wikipedia)

Em entrevista ao Estadão, Dinho Ouro Preto fala um pouco sobre a sua infância e adolescência: 

Quais são suas lembranças de infância, como filho de diplomata e morando fora do Brasil?
Quando saímos do Brasil, eu tinha 2 anos e meu irmão (Ico Ouro Preto), 3 anos e pouco. Moramos nos EUA, depois na Áustria e, por último, na Suíça. Por já falar português, meu irmão teve dificuldade para aprender inglês na escola americana. Quando voltamos ao Brasil, não sabíamos falar português. Eles me colocaram numa escola brasileira e fiquei seis meses sem conseguir falar com ninguém. Depois, fomos morar em Genebra e tive de estudar numa escola em francês, aos 13 anos. 
Mas teve o lado bom, não?
Sim. Pude conhecer o mundo, aprender a falar inglês e francês. Esse aspecto cosmopolita é bacana. Mas o lado emocional fica carregado, por ser confrontado com situações difíceis ainda muito jovem. Quero que meus filhos morem na mesma casa, estudem na mesma escola. Coisas que não tive. 
Como seu pai encarou ter um filho músico?
Meu pai sempre foi liberal. Na minha casa, podia quase tudo: a primeira vez com maconha, a primeira transa. Quando ele me viu realizando um sonho, sentiu orgulho. 
A política sempre esteve presente na sua vida?
Sim. Lembro quando as colônias portuguesas na África decretaram independência. O Brasil foi o primeiro país a reconhecer essa independência e meu pai foi enviado para Luanda, para abrir a embaixada brasileira. Só que começou uma guerra civil e ele ficou seis meses lá. Voltou com escorbuto, perdeu os dentes, barbudo. Política é algo inevitável na nossa vida.
http://www.estadao.com.br/blogs/jt-variedades/pedir-ajuda-a-deus-nao-e-a-unica-forma-de-juntar-forcas

Deixei um recado no Facebook do Dinho convidando-o para uma entrevista. Tomara que ele tope!

21/10/2015

Pesquisas de opinião: o que elas nos dizem? - Trabalho Feminino

Separei algumas pesquisas de opinião realizadas pela World Values Survey Brasil e vou compartilhá-las ao longo do mês com vocês. É interessante ver como a cultura e os fatores sociais influenciam na opinião dos cidadãos de diferentes países. O objetivo da série de posts não é chegar a conclusões, mas mostrar tendências.






20/10/2015

Programação para Eduardo e Mônica: Mostra Godard

O CorreioWeb acaba de divulgar AQUI uma notícia sobre a mostra de filmes do cineasta Godard, que começa 21 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília, e vai até 30 de novembro. Leiam abaixo trecho da matéria de Ricardo Daehn.




Documentário exibe a vida e os trabalhos de Godard
Mostra reúne mais de 100 produções de um dos principais cineastas do século 20, cultuado por diretores e cinéfilos

"O registro dos ventos criativos que levaram os Rolling Stones à inspiração do hit Sympathy for the devil, filmado por ninguém menos do que Jean-Luc Godard, no documentário One plus one (1968), é apenas um dos apelos da mostra Jean-Luc Cinéma Godard, a partir de amanhã, no Centro Cultural Banco do Brasil. Raras também serão as exibições de episódios da série Histoire(s) du Cinéma, com concepção de Godard. A série examina tópicos diversificados do cinema, que renderam mais de quatro horas de material, durante pesquisa feita pelo cineasta. Traz uma narrativa explosiva que incorpora pintura e jazz, entre vários elementos.

No compêndio visual da mostra do CCBB, integrado por mais de 100 produções, há peso de um cineasta tão proeminente que dialoga, em forma de filmes epistolares, com personalidades tão díspares quanto o presidente da Indonésia (persuadido a libertar um ativista político, no curta Pour Thomas Wanggai) e os diretores do Festival de Cannes (evento que Godard ajudou a consolidar), em Khan Khanne (2014). O passeio pela filmografia do diretor, que neste ano completará 85 anos, é pontuado por clássicos como O desprezo (1963), em que Brigitte Bardot, na trama, uma estrela de cinema, se deixa contaminar pela ambição de um produtor e de um cineasta que pretendem verter Odisseia para as telas. Ainda na programação, Notre musique (2004) valoriza a ficção, para retratar planos bem distintos de inferno, purgatório e paraíso (saídos da escrita de Dante), mas atualizados por Godard. (...)". 
Leia mais em: 

Informações sobre a mostra em:

Programação da mostra em:


Palavras intraduzíveis - Parte I

Palavras intraduzíveis foram transformadas em ilustrações pela artista britânica Marija Turina.
Site da artista: http://marijatiurina.com