28/02/2016

Política Externa descomplicada


Em parceria com o diplomata Bruno Quadros e Quadros, criei uma página para divulgar os resumos de Política Externa e História Mundial que ele redigiu  e organizou. Os temas são bastante diversos, mas encontram-se sistematizados de forma clara e objetiva. Para quem está fazendo o CACD, estudando Relações Interacionais ou simplesmente quer saber mais sobre o assunto, é uma boa pedida. o site é http://elisapinchemel.wix.com/cacd




26/02/2016

Diplomatas famosos: José Bonifácio

"José Bonifácio de Andrada e Silva (Barbacena, 29 de setembro de 1871 — Rio de Janeiro, 24 de fevereiro de 1954) foi um diplomata, professor, jurista e político brasileiro.

Da terceira geração dos Andradas e terceiro deste nome. Era filho de Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (1836 - 1893) - deputado geral no Império e senador estadual constituinte de Minas Gerais na primeira República - e de Adelaide Duarte de Andrada. Pelo lado paterno era neto do Conselheiro Martim Francisco Ribeiro de Andrada e sobrinho-neto de José Bonifácio de Andrada e Silva, o Patriarca da Independência do Brasil. Era também irmão do presidente Antônio Carlos Ribeiro de Andrada (IV), líder da Aliança Liberal e da Revolução de 1930. Pelo lado de sua mãe descendia do inconfidente José Aires Gomes e era sobrinho do Visconde de Lima Duarte, político no Império. Casou-se com Corina Lafayette de Andrada, filha do Conselheiro Lafayette Rodrigues Pereira, jurisconsulto e político no Império.

Em 1924 foi embaixador extraordinário do Brasil no Peru, por ocasião das comemorações do centenário de Ayacucho. Em 1926 e 1928 foi delegado à Conferência Interparlamentar do Comércio em Londres e Paris, respectivamente. Em 1931 foi nomeado embaixador em Lisboa, por essa época granjeou a admiração e amizade de Júlio Dantas dentre outras personalidades e da intelectualidade portuguesa. Nessa ocasião teve atuação decisiva para a realização do Acordo Ortográfico entre Brasil e Portugal.

Sobre ele afirmou Júlio Dantas na Academia de Lisboa: "A Academia não esquece o valioso concurso por V. Exa. prestado nas negociações do Acordo Ortográfico de 30 de abril de 1931, verdadeiro instrumento diplomático que assegurou, na sua expressão escrita, a unidade intercontinental da língua portuguesa e que os governos de ambos os países, sem demora ratificaram."

Em 1933 assumiu a embaixada brasileira em Buenos Aires, por essa ocasião foi delegado brasileiro no grupo mediador e na Conferência de Paz entre Bolívia e Paraguai e vice-presidente da Conferência Comercial Pan-Americana. A seguir foi nomeado embaixador do Brasil junto à Santa Sé no Pontificado de Pio XI, sendo Secretário de Estado o Cardeal Eugênio Pacelli, mais tarde Papa Pio XII.

Era membro do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, das Sociedades de Geografia do Rio de Janeiro e de Lisboa, do Instituto Geográfico da Paraíba do Norte, do Instituto Geográfico do Pará, membro correspondente do Ateneu Ibero-Americano, sócio honorário permanente do Instituto Brasileiro de Cultura, presidente honorário da Câmara de Comércio Argentino-Brasileira, membro honorário da Federação Argentina de Colégios de Advogado, sócio correspondente da Junta de História e Numismática de Buenos Aires, membro da Comissão de Honra da Quarta Conferência Nacional de Advogados em Tucumam, república Argentina.

Foi condecorado pelos governos do Peru com a Grã-Cruz da Ordem do Sol, de Portugal com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo e da Bolívia com a Grã-Cruz da Ordem do Condor dos Andes e com as Palmas de Ouro, primeira classe, da Academia de Ciências de Lisboa e a Grã-Cruz da Santa Sé.

Por ocasião da sua morte a Sociedade Brasileira de Direito Internacional reuniu-se para homenageá-lo, nessa ocasião dele disse Alcino Salazar: "É que a existência do Andrada que por último despareceu, como a de outros tantos de sua apurada linhagem, está íntima e indissoluvelmente encadeada à história da Nação. A fase republicana em nossa evolução de povo livre não se descreve nem se estuda sem que se assinalem as projeções e a influência e a marca de seu pensamento, do seu civismo e da sua atividade construtiva e altruística."

Fonte: 

Poesia e Música sobre expatriação - Parte I

INICIAÇÃO

Orides Fontela

Se vens a uma terra estranha
curva-te
se este lugar é esquisito
curva-te
se o dia é todo estranheza
submete-te
— és infinitamente mais estranho.


Imagem: http://papagaiomudo.blogspot.com.br/2014_03_01_archive.html


Conheça mais sobre a autora:
http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/2016/02/1739097-poeta-orides-fontela-extrai-a-solidao-que-serve-a-tudo-e-todos.shtml

24/02/2016

E-books sobre Home Office


A Go Home Office (ela nos deu dicas aqui no blog e me entrevistou no blog dela) está com uma promoção de e-books com informações valiosas para quem quer montar, organizar ou aprimorar o seu home office. Fizemos uma parceria e estamos divulgando esse trabalho super legal. Depois que eu conheci a página deles, adotei várias dicas e estou adorando o meu home office! Os e-books podem ser adquiridos nos links abaixo. Eu recomendo o segundo link, pois contempla três livros e sai mais em conta. 

As 100 dicas do Home Office
Link: http://hotmart.net.br/show.html?a=X3791256O

Home Office e Filhos
+ 130 ideias de Negócios para Montar em casa
+  As 100 dicas do Home Office
Link: http://hotmart.net.br/show.html?a=I3791241A

23/02/2016

Curso: Representando o Brasil no Exterior


Imagem do Webniar projetada no Instituto Rio Branco para alunos presenciais

Nesta terça foi realizada a primeira sessão do curso "Representando o Brasil no Exterior", promovido pela AFSI e pelo MRE. Tendo em vista os temas (muito legais) abordados hoje, gostaria de comentá-los rapidamente sob o meu ponto de vista (para queles que não puderam participar) e convidar todos e todas para a sessão de quinta-feira às 12h de Brasília (que será online).

No que diz respeito às Convenções de Viena sobre Privilégios e Imunidades, primeiro é necessário dizer que são divididas em dois documentos, devido aos diferentes sujeitos de direito: agentes diplomáticos e agentes consulares (no blog, já tocamos no assunto aqui neste link). Não são todos os servidores e familiares que detém os mesmos direitos, mas as obrigações são praticamente iguais para todos. Essa determinação foi feita multilateralmente pelos países.

Em alguns países existe diferenciação de carreiras entre os dois tipos de função, no Brasil, a mesma carreira pode exercer ambas funções (consular e diplomática). Esses direitos e deveres dizem respeito não ao indivíduo por si próprio, mas lhe são conferidos devido ao papel que exerce e à sua condição de representante do Estado no exterior. Então, ao contrário do que se pode pensar, não é um privilégio pessoal, mas imunidades são delegadas pelo Estado ao agente público, para a execução do serviço público voltado às relações diplomáticas e consulares. Cabe também unicamente ao Estado abrir mão das imunidades ou retirá-las de determinado agente. 

Mas por que existem essas imunidades? Elas asseguram parâmetros mínimos de segurança (pessoal, patrimonial e jurídica) e de civilidade entre o agente diplomático/consular e o Estado que o recebe. A origem dessas regras é bastante antiga e remonta ao início das civilizações. Em tal época, os emissários precisavam de uma proteção de sua vida, ao levar mensagens de guerra e paz para outras nações. Surgiu, portanto, como direito costumeiro. Sua positivação se deu apenas no contexto das Convenções de Viena.

No que diz respeito aos familiares, aplicam-se especialmente os artigos 29 a 44 da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas (vejam aqui).

Não obstante essas disposições, temos que observar o seguinte: quando estamos fora do Brasil, não somos simplesmente pessoas que vivem no exterior. Somos primordialmente e acima de tudo brasileiros e representantes do nosso pais, portanto, devemos agir como tais. É de suma importância que respeitemos as regras do país que nos recebe e nos portemos de forma educada e respeitosa. O que os demais vêem quando nós olham é um exemplo do que são os brasileiros e é assim que o nosso país será visto pelos estrangeiros. Essa tarefa (de representação) é ao mesmo tempo honrosa e árdua. 

O cerimonial e o protocolo, por sua vez, não são uma "frescura", mas sim uma forma de evitarmos incidentes e termos algum tipo de previsibilidade, no que diz respeito ao que se espera dos demais e do que é esperado de nós. Me explico: imaginem diferentes culturas dos mais diferentes países e as mais diversas ainda formas de se portar. Agora imaginem se não existissem parâmetros básicos para reger as relações entre essas pessoas de distintas origens. Seria no mínimo curioso e inesperado, para não dizer desastroso. O protocolo e o cerimonial adicionam a previsibilidade e evitam embaraços nas mais diversas situações. É importante que saibamos nos portar adequadamente para poder representar bem nosso país.

Bem, fiz um apanhado breve dos temas introduzidos hoje no curso. Na quinta-feira, eles serão aprofundados pelos palestrantes no webinar. Recomendo a todos e todas que participem, será muito útil e esclarecedor. Todos os palestrantes são familiares ou servidores do MRE, com larga experiência e amplo conhecimento dos assuntos abordados.

Gostaria de agradecer mais uma vez à AFSI pelo trabalho de inclusão e capacitação dos cônjuges e companheiros de servidores. A ideia desse curso foi excelente. E deveríamos ter cada vez mais cursos como ele e como o que ocorreu no ano passado sobre expatriação (vejam aqui)

Primeira página da agenda do curso

Essa saudade constante

Imagem: http://www.frasesparaface.com.br/frases-de-saudade/
Hoje postei o vídeo com uma música de Milton Nascimento, pois ela tem um grande valor sentimental para mim. Nunca havia prestado atenção na letra até que retornando de um curso que fiz na Argentina em 2005, resolvi escutar as músicas que eu havia carregado no meu MP3 (gente, era 2005, sou velha mesmo, tá?). Nesse curso, eu havia conhecido pessoas de vários países, aprendido a falar várias coisas em Espanhol, feito amizades que duram até hoje, ... e foi a primeira viagem que fiz para fora do Brasil.

Quando a música "encontros e despedidas" começou a tocar, de repente, senti um misto de felicidade, tristeza e angústia que eu simplesmente não consigo explicar até hoje. Tudo na letra fazia sentido. Eu estava com saudades daquelas pessoas que eu tinha conhecido, queria retornar para o Brasil, pois também estava com saudades dos amigos daqui, mas ao mesmo tempo, eu queria ficar mais na Argentina, queria conhecer mais sobre o país, viajar pelas cidades, saber da sua história... 

No meio de tantos sentimentos, uma lágrima escorreu dos meus olhos. E depois dela vieram muitas outras. Na época eu não fazia ideia, mas essa sensação de saudade (e de que gostaríamos de ter tido mais tempo em determinado lugar ou com alguém, mas ao mesmo tempo ansiamos pelo próximo destino) parece que passaria a ser uma constante na minha vida. 

Vocês podem estar se perguntando de onde veio a inspiração para o post de hoje. E eu explico: um casal muito querido de diplomatas estrangeiros está indo embora do Brasil. A remoção deles mexeu bastante comigo, pois conheci o marido assim que ele havia chegado no país. Fui sua primeira amiga brasileira. Indiquei leituras sobre nossa história e política externa, dei dicas de sobrevivência em Brasília. Ele me ensinou palavras em seu idioma e me contou sobre seu país. Em seguida, sua esposa veio para o Brasil e também fui uma das primeiras pessoas que ela conheceu aqui. Falamos sobre a cidade, sobre hábitos típicos do brasileiro, sobre falsos cognatos. Apesar da barreira linguística e das diferenças culturais, nos tornamos grandes amigos e vê-los partir me deu um aperto muto grande no coração. Isso especialmente porque não sei se em algum momento, ao longo de todas as nossas vidas, serviremos novamente no mesmo país. Talvez, só nos vejamos em viagens de férias, talvez somente por fotos na internet. Simplesmente não sei. E isso me deixa triste.

Na mesma semana em que foi a festa de despedida desse casal de amigos, uma grande amiga que fiz quando morei no Uruguai comemorou 32 anos de idade. O Facebook fez questão de me avisar (risos). Quando fui escrever uma mensagem no perfil dela, vi que já tinha três filhos: duas meninas e um menino. A mais velha já tem seis anos! Quanta coisa eu perdi! Quando saí do Uruguai, ela sequer estava grávida e nem pensava em ter filhos, havia se casado (e se mudado para lá) recentemente e não conhecia ninguém fora a família uruguaia do seu marido. Ficamos amigas, dentre tantos outros motivos, pois ambas éramos estrangeiras: ela, paraguaia; eu, brasileira. Pois bem, em todos esses anos, meu carinho por ela nunca diminuiu, mas nunca mais nos encontramos pessoalmente. E não sei se algum dia iremos.

É essa saudade, essa distância, que acaba fazendo parte das nossas vidas. Viajamos, conhecemos pessoas, fazemos amigos, mas não conseguimos estar fisicamente presentes na vida de todos. E isso às vezes dói. Faz parte, eu sei. Mas somos humanos. E sentir é humano. Hoje, seu eu fosse descrever o que é ser uma diplowife, eu diria: é sentir saudades. 

Encontros e Despedidas

Encontros e Despedidas

Composição: Fernando Brant / Milton Nascimento
Execução: Maria Rita



Mande notícias
Do mundo de lá
Diz quem fica
Me dê um abraço
Venha me apertar
Tô chegando...

Coisa que gosto é poder partir
Sem ter planos
Melhor ainda é poder voltar
Quando quero...

Todos os dias é um vai-e-vem
A vida se repete na estação
Tem gente que chega prá ficar
Tem gente que vai
Prá nunca mais...

Tem gente que vem e quer voltar
Tem gente que vai, quer ficar
Tem gente que veio só olhar
Tem gente a sorrir e a chorar
E assim chegar e partir...

São só dois lados
Da mesma viagem
O trem que chega
É o mesmo trem
Da partida...

A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

Lá lá Lá Lá Lá...

A hora do encontro
É também, despedida
A plataforma dessa estação
É a vida desse meu lugar
É a vida desse meu lugar
É a vida...

18/02/2016

Brasília: posto sacrifício? - Parte V - Arquitetura

Vamos conhecer um pouco mais sobre o passado e o presente da cidade?

Brasília foi inaugurada em 21 de abril de 1960, pelo presidente Juscelino Kubitschek. Tornando-se, então, a terceira capital do Brasil, após Salvador e Rio de Janeiro. Seu plano urbanístico foi desenhado por Lúcio Costa. De uma forma geral, seus prédios e monumentos foram projetados pelo arquiteto Oscar Niemeyer; jardins por Burle Marx e azulejos por Athos Bulcão. Vista de cima, a cidade tem o formato de um avião por isso, Asa Sul e Asa Norte em conjunto denominam-se "Plano Piloto". 

Em 1987, Brasília foi considerada Patrimônio Mundial pela UNESCO, devido ao seu conjunto arquitetônico e urbanístico. Leia o processo em: http://whc.unesco.org/en/list/445

Para assistir à construção da cidade, veja o primeiro vídeo. 
Para saber como ficou a cidade, assista ao segundo e ao terceiro vídeo. 
Para se divertir enquanto vê os principais monumentos de Brasília, assista ao último vídeo.











17/02/2016

Dica de Leitura: Correspondências de Clarice Lispector

A obra de Clarice Lispector, constituída de contos, crônicas e romances, criou e ainda alimenta uma legião de admiradores e de estudiosos. As cartas reunidas neste livro, de autoria de Clarice ou a ela enviadas, nos dão justamente a medida do que significava partilhar suas inquietações, suas descobertas, sua produção literária, suas dúvidas e conselhos. Tê-la como amiga, como irmã. Correspondências inclui 129 cartas, que cobrem quatro décadas da vida de Clarice, dos anos 1940 até pouco antes da morte da autora, ocorrida no Rio de Janeiro em 1977.

Diplomatas famosos: Joaquim Nabuco

"Joaquim Nabuco (Joaquim Aurélio Barreto Nabuco de Araújo), escritor e diplomata, nasceu no Recife, PE, em 19 de agosto de 1849, e faleceu em Washington, EUA, em 17 de janeiro de 1910. Compareceu às sessões preliminares de instalação da Academia Brasileira, fundador da cadeira nº 27, que tem como patrono Maciel Monteiro. Designado secretário-geral da Instituição na sessão de 28 de janeiro de 1897, exerceu o cargo até 1899 e de 1908 a 1910.

Era filho do Senador José Tomás Nabuco de Araújo e de Ana Benigna Barreto Nabuco de Araújo, irmã do Marquês do Recife, Francisco Pais Barreto. Estudou humanidades no Colégio Pedro II, bacharelando-se em Letras. Em 1865, seguiu para São Paulo, onde fez os três primeiros anos de Direito e formou-se no Recife, em 1870. Foi adido de primeira classe em Londres, depois em Washington, de 1876 a 1879.

Atraído pela política, foi eleito deputado geral por sua província, vindo então a residir no Rio. Sua entrada para a Câmara marcou o início da campanha em favor do Abolicionismo, que logo se tornou causa nacional, na defesa da qual tanto cresceu. De 1881 a 1884, Nabuco viajou pela Europa e em 1883, em Londres, publicou O Abolicionismo. De regresso ao país, foi novamente eleito deputado por Pernambuco, retomando posição de destaque da campanha abolicionista, que cinco anos depois era coroada de êxito. Ao ser proclamada a República, em 1889, permaneceu com suas convicções monarquistas. Retirou-se da vida pública, dedicando-se à sua obra e ao estudo.

Nessa fase de espontâneo afastamento, Joaquim Nabuco viveu no Rio de Janeiro, exercendo a advocacia e fazendo jornalismo. Frequentava a redação da Revista Brasileira, onde estreitou relações e amizade com altas figuras da vida literária brasileira, Machado de Assis, José Veríssimo, Lúcio de Mendonça, de cujo convívio nasceria a Academia Brasileira de Letras, em 1897.

Nesse período, Joaquim Nabuco escreveu duas de suas obras mais importantes: Um Estadista do Império, biografia do pai, mas que é, na verdade, a história política do país naquele período, e um livro de memórias, Minha formação, obra clássica de literatura brasileira.

Em 1900, o Presidente Campos Sales conseguiu demovê-lo a aceitar o posto de enviado extraordinário e ministro plenipotenciário em missão especial em Londres, na questão do Brasil com a Inglaterra, a respeito dos limites da Guiana Inglesa. Em 1901, era acreditado em missão ordinária, como embaixador do Brasil em Londres e, a partir de 1905, em Washington. Em 1906, veio ao Rio de Janeiro para presidir a 3ª. Conferência Pan-Americana. Em sua companhia veio o Secretário de Estado norte-americano Elihu Root. Ambos eram defensores do pan-americanismo, no sentido de uma ampla e efetiva aproximação continental. Em 1909, fez uma viagem oficial a Havana, para assistir à restauração do governo nacional de Cuba.

Grande era o seu prestígio perante o povo e o governo norte-americanos, manifestado em expressões de admiração dos homens mais eminentes, a começar pelo Presidente Theodore Roosevelt e pelo Secretário de Estado Root; e na recepção das Universidades, nas quais proferiu uma série de conferências, sobre cultura brasileira. Quando faleceu, em Washington, seu corpo foi conduzido, com solenidade excepcional, para o cemitério da capital norte-americana, e depois foi trasladado para o Brasil, no cruzador North Caroline. Do Rio de Janeiro foi transportado para o Recife, a cidade que o viu nascer. Em 28 de setembro de 1915, Recife inaugurou, em uma de suas praças públicas, sua estátua."