29/07/2016

Entrevista com Marcos Ferreira, do CACD Linhas do Tempo



Hoje entrevistaremos Marcos Ferreira, idealizador do CACD Linhas do Tempo. Marcos tem 33 anos, é formado em Design, pela Universidade Estadual de Minas Gerais - Uemg, e vem acompanhando o CACD desde 2010, ano em que fez a prova pela primeira vez. Desde então, realizou o exame apenas uma outra vez e decidiu congelar os estudos por algum tempo, com exceção de uma disciplina: História do Brasil.


Marcos, como e quando surgiu o CACD Linhas do Tempo?

CACD Linhas do Tempo surgiu a partir da experiência de se fazer um material que fosse capaz de reunir diferentes autores, com seus respectivos pontos de vista. No princípio, o objetivo era somente compilar fichamentos dos livros mais populares de maneira visual e clara, para facilitar a consulta e compreensão do processo histórico.

O projeto, então, começou a acontecer mesmo só em meados de 2012. Mais leitura, muito exame e pura paciência permitiram que ele finalmente fosse concluído em 2013, entre avanços e retrocessos, conforme até a própria dinâmica da disciplina, e lançado no grupo do Rio Branco, no FB, em março daquele ano.

A aceitação foi bastante positiva e muitos candidatos deixaram seus depoimentos de satisfação, de maneira espontânea e muito gratificadora. Muitos dizendo que haviam tentando formular algo semelhante, mas que também não haviam tido tempo o bastante (ou a paciência necessária,). Sentimento de tarefa cumprida ao receber testemunhos do pessoal da chancelaria, recém diplomatas, professores, escritores e mesmo de algumas patentes militares (para onde o projeto desde então passou também a derivar) que haviam adquirido o documento e que com ele se beneficiaram. Foi e tem sido verdadeiramente motivador o trabalho.


Quais são os critérios que você usa para escolher os fatos e datas para a linha do tempo?

O que orienta a escolha dos fatos e datas é fundamentalmente a relevância dos temas conforme a abordagem do concurso (frequência em que eles aparecem nas provas, e como aparecem). Mas, ainda assim, seria insuficiente pensar as escolhas olhando-se apenas para o que ocorreu. Temas que até hoje não apareceram de maneira sistemática nas provas e que julguei pertinentes relevar na confecção do projeto, com base no que consta na obra de alguns autores, e especialmente, nesta nova versão de HB, foram contemplados. Isso proporcionará ao leitor a desconstrução de alguns paradigmas fossilizados ao longo de parte da historiografia. Trabalhar essa nova versão foi algo revelador e ainda mais iluminante em se tratando de compreender a complexa e, por vezes, dilemática História do Brasil.


Qual a bibliografia que você usa na confecção das linhas do tempo?

Desde as obras clássicas que com frequência os autores delas aparecem nas provas do concurso, Bóris Fausto, Vizentinni, Amado Cervo, Hobsbawn entre outros, até artigos recentes publicados pela Funag e de estudiosos da área, além de numerosos fichamentos de outras publicações. Oficialmente:

  • FAUSTO, Bóris. História do Brasil, 13a edição 2009 - EdUsp; 
  • Apostila Anglo Vestibulares, História do Brasil;
  • ALMEIDA, João Daniel Lima, Manual do Candidato História do Brasil, Funag 2013;
  • GREMAUD, Amaury Patrick, Economia Brasileira Contemporânea, 7a edição 2007, Editora Atlas;
  • CERVO, Amado Luiz e BUENO, Clodoaldo, História da Política Exterior do Brasil, 2a edição 2002 - Editora UnB; 
  • MOURA, Gerson, Relações Exteriores do Brasil - 1939-1950 - Funag 2012
  • CORTES, Henrique Dias Garcia Côrtes, A Política Externa do Governo Sarney - Funag 2010;
  • LEITE, Patrícia Soares, O Brasil e a Cooperação Sul-Sul - Funag 2011;
  • CASTRO, J. A. de Araújo, O Congelamento do Poder Mundial - Revista Informação Legislativa, 1971;
  • VIZENTINI, Paulo Fagundes. Relações Internacionais do Brasil, 3a edição 2008 - Ed. Fundação Perseu  Abramo.

Sugestões de candidatos que já passaram foram também detalhadamente aproveitadas. É preciso dizer, no entanto, que o projeto é um sem-fim de atualização, sempre um retrato do momento em que foi realizado. 

Evito linguagem rebuscada demais; e grandes parágrafos às vezes consomem poucas palavras (com uso até de abreviações), no sentido de ganhar espaço para mais conteúdo. Isso até para evitar qualquer tipo de plágio, já que é um trabalho de interpretação da História, conforme o ponto de vista de vários autores. 


Vi que existem duas opções de gramatura: Papel sulfite 75g  e  apel sulfite 120g. Qual é a diferença?

Tecnicamente falando, sobre a diferença de gramatura, ela existe por uma demanda dos próprios usuários que queriam escolher entre ter o mapa, de gramatura mais leve, afixado na parede, por exemplo para facilitar a consulta, e aqueles que queriam perenizar o trabalho com um papel mais espesso, o de 120g.


O que você gostaria de falar para os leitores do blog, sobre o seu trabalho?

Para finalizar, não sei se devo voltar em breve a estudar especificamente para o concurso. É uma jornada muito desgastante e que suspende sua vida por um período. Contudo, jamais me arrependi das coisas que estudei para ele. Do conhecimento adquirido e da riqueza das informações que só quem está envolvido com a preparação consegue encontrar. De qualquer maneira, você tem mais a ganhar do que perder quando se propõe a estudar para o CACD, acredito. Porque melhora sua capacidade de análise, de crítica e aumenta seu repertório bibliográfico – o que pode ser valioso na chamada Economia do Conhecimento que estamos vivendo.

Se você tem interesse em organizar o conteúdo de História do Brasil de modo a entender o sequenciamento dos períodos, personagens, tratados e crises financeiras, por exemplo, este projeto poderá cumprir a função.

Tudo que leu, aprendeu, assimilou pode não ter te valido uma vaga no Itamaraty, mas certamente terá ampliado seu ferramental semântico e relativo, tornando-o alguém que pensa polifonicamente – nada mais contemporâneo.

Atualmente, em termos de constituição, a Linha de HB está representada por cerca de 40% de História do Brasil, 40% de Política Externa Brasileira e 20% de Economia do Brasil, tendo em vista a congruência desses temas nos últimos testes.



Para mais informações procure pela página CACD Linhas do Tempo ou escreva um email para marcozenrique@gmail.com

28/07/2016

Por que tantos posts sobre o CACD?



Nos últimos meses, tivemos vários posts no blog relacionados ao Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). Alguns de vocês podem estar se perguntando o motivo, já que esse é somente um dos temas abordados pelo blog. 

Eu me explico: tenho recebido várias mensagens (ali no canto direito da página) de esposas, namoradas e companheiras de pessoas que querem prestar o cacd e de cacdistas principiantes me perguntando que dicas eu daria, que cursos ou recursos existem para quem quer estudar ou como começar a se preparar. Então, para facilitar a vida dos leitores e das leitoras do blog, decidi fazer uma série de posts que podem trazer algumas informações úteis. 


Até o momento, temos os principais posts no marcador CACD:


Entrevistas com empreendedores que criaram ferramentas gratuitas, a preços módicos, ou diferentes das tradicionais, para ajudar quem quer estudar para o CACD ou quem estuda Relações Internacionais:


Informações sobre Ações Afirmativas:


Entrevistas com jovens diplomatas, que contam sobre sua formação, a preparação para o concurso, a carreira e dão dicas para quem quer se aventurar no concurso:


Entrevistas com diplomatas, sobre os mais diversos assuntos:


Biografias de diplomatas famosos, para inspirar os candidatos:


Pesquisas sobre o Itamaraty, que mostram dados sobre o Ministério:


E dois guias, que fiz há algum tempo:

Meu namorado/minha namorada quer ser diplomata, e agora?

DIY: Quero ser diplomata, e agora?

O diplomata retratado nas mídias - Parte IV

Neste post, inspirado pela matéria do blog International Letras, "Vale tudo para ser um diplomata?" (link) , trazemos mais um cacdista: Braz, da novela "Êta Mundo Bom".

Segundo o Pioneiro, "é na pele de Braz, de Êta Mundo Bom!, que Rômulo Neto volta às novelas após o sucesso em Império. Na trama (...) o personagem mora no Rio de Janeiro, onde estuda para ser diplomata.  No entanto, é obrigado a voltar para São Paulo quando o pai, irritado, obriga-o a trabalhar na fábrica da família. O rapaz é um mulherengo incorrigível."

Imagem:Foto: Renato Rocha Miranda / TV Globo/Divulgação


De acordo com a Rede Globo, "Braz (Rômulo Neto), filho de Severo e Ana, irmão de Maria e Alice. Foi ao Rio de Janeiro estudar para ser diplomata, mas teve que interromper os estudos a mando do pai." Na trama, "Braz não poupa Severo (Tarcisio Filho) mesmo após o pai ter sofrido um infarto! O aspirante a diplomata vai ao hospital e revela para o comerciante como conheceu Diana (Priscila Fantin) e todo o seu plano de vingança pela morte da mãe, Ana (Débora Olivieri). “O senhor caiu, como um pato. Agora não tem mais nada. Mamãe está vingada, papai. Eu me vinguei!”, diz ele, deixando o pai com palpitações.

Depois de passar parte do dinheiro da venda da casa de Severo para a conta de Maria (Bianca Bin), Braz espera por Diana no apartamento da táxi-girl. Ingênua, ela leva as malas para o apê pensando que vai partir para o Rio de Janeiro com o namorado. “Raspei nossa conta, Diana. Tarde demais. Você enganou papai e eu te enganei. A morte de mamãe está vingada. Agora, Diana, fora daqui, ou atiro suas malas pela janela. Fora”, anuncia ele, expulsando a morena do próprio apartamento."


Braz transfere parte do dinheiro da venda da casa para a conta de Maria (Foto: Felipe Monteiro/Gshow)

Fontes:




27/07/2016

O diplomata retratado nas mídias - Parte III

Neste terceiro post da série, trazemos um cacdista. Afinal, antes de ser diplomata, todos passam pelo Concurso de Admissão à Carreira. Não é mesmo?


Imagem: gshow.globo.com

Na novela Boogie Oogie, de Rui Vilhena, escrita por Joana Jorge, João Avelino, Letícia Mey, Ana Cristina Massa, Vinicius Marquez, Alice De Andrade e Maria Elisa Berredo; dirigida por André Câmara, André Barros, Pedro Peregrino, Tila Teixeira, Macau Amaral e Michel Coeli; e exibida entre 04/08/2014 – 06/03/2015, com um total de 185 capítulos, o personagem interpretado por Fabricio Boliveira sonhava se tornar um diplomata.

De acordo com a Rede Globo, "Tadeu (Fabricio Boliveira) é formado em Relações Internacionais, mas trabalha na casa de Carlota (Giulia Gam) como guarda-costas de Madalena (Betty Faria). É filho da empregada doméstica Sebastiana (Zezé Motta) e teve seus estudos financiados por Leonor Mascarenhas (Rita Elmor), a patroa da mãe".


Fontes:

26/07/2016

O diplomata retratado nas mídias - Parte II

Como dito no primeiro post da série, aqui no blog, já falamos sobre o que as pessoas desconhecem sobre a vida dos familiares e dos diplomatas (link). Na maioria das vezes, imagina-se que a vida no meio diplomático é muito elegante, fina e cheia de glamour. Tenho tentado mudar essa visão, mas percebi que em boa parte, essa imagem se deve a como esse seguimento é retratado na mídia. Então, resolvi fazer uma série de novos posts, com filmes, documentários e novelas que retratam diplomatas (não necessariamente de forma fidedigna), pois achei interessante ver como se propaga um mito. 

Imagem: memoriaglobo.globo.com

A Novela Dancin' Days, de autoria de Gilberto Braga, direção de Daniel Filho, Gonzaga Blota, Dennis Carvalho e Marcos Paulo, exibida entre 10/07/1978 - 27/01/1979, teve 174 capítulos e uma trama que incluía um diplomata, interpretado por Antônio Fagundes. 

De acordo com a Rede Globo, a trama era a seguinte:

"Dancin’ Days é uma crônica de costumes urbana centrada na rivalidade entre duas irmãs: a ex-presidiária Júlia Matos (Sônia Braga) e a socialite Yolanda Pratini (Joana Fomm). Acusada de atropelar e matar um guarda-noturno, Júlia é condenada a 22 anos de prisão. Depois de cumprir metade da pena, ela consegue liberdade condicional. A partir de então tenta, de todas as formas, livrar-se do estigma de ex-presidiária. Seu primeiro desafio é reconquistar o amor da filha, Marisa (Gloria Pires). A menina foi criada por Yolanda que, com medo de perder a sobrinha, dificulta a aproximação entre mãe e filha.

Em sua luta para se reintegrar à sociedade, Júlia conhece o diplomata Cacá (Antonio Fagundes) e os dois vivem um romance atribulado ao longo de toda a história." 


Antônio Fagundes, como o diplomata Cacá - Imagem: memoriaglobo.globo.com

Ainda, de acordo com a Globo, 

"CACÁ (Antonio Fagundes) – Diplomata decepcionado com a profissão que escolheu por influência dos pais, Celina (Beatriz Segall) e Franklin (Cláudio Corrêa e Castro). É um homem atraente e simpático, ainda que reservado. Apaixona-se por Júlia (Sônia Braga), com quem vive um romance confuso. Ao longo da trama, rompe com sua família, deixa a carreira de diplomata e casa-se com Inês (Sura Berditchevsky), marcando uma reviravolta em sua vida. O reencontro com Júlia, no entanto, abala seu casamento. No final, já reconciliado com seu grande amor, apesar das intrigas criadas por seu pai, decide trabalhar com cinema."


25/07/2016

O diplomata retratado nas mídias - Parte I

Aqui no blog, já falamos sobre o que as pessoas desconhecem sobre a vida dos familiares e dos diplomatas (link). Na maioria das vezes, imagina-se que a vida no meio diplomático é muito elegante, fina e cheia de glamour. Tenho tentado quebrar essa visão, mas percebi que em boa parte, essa imagem se deve a como esse seguimento é retratado na mídia. Então, resolvi fazer uma série de novos posts, com filmes, documentários e novelas que retratam diplomatas (não necessariamente de forma fidedigna), pois achei interessante ver como se propaga um mito. 




A primeira mídia da série é o filme "Novela das 8", no qual Mateus Solano interpreta João Paulo, diplomata frustrado com a carreira, que retorna ao Brasil devido à morte do seu pai. Ele se sente um estranho no país, mas aqui se redescobre como pessoa. Abaixo, o ator fala sobre seu personagem.

Comecem a assistir à partir de 1 minuto de vídeo.

22/07/2016

Desculpe o transtorno




Estamos em obras para deixar o site mais bonito e acessível. Desculpe o transtorno. Enquanto estamos trabalhando, vamos escutando "Men at Work". E porque não?


Estrutura Regimental do MRE

Decreto nº 8.817, de 21.7.2016

Aprova a Estrutura Regimental e o Quadro Demonstrativo dos Cargos em Comissão e das Funções de Confiança do Ministério das Relações Exteriores, remaneja cargos em comissão e funções gratificadas e substitui cargos em comissão do Grupo Direção e Assessoramento Superior-DAS por Funções Comissionadas Técnicas do Poder Executivo Federal - FCPE.

Acesse o texto em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2015-2018/2016/Decreto/D8817.htm


Demada CACD 2016

A demanda deste ano, está disponível em: http://www.cespe.unb.br/concursos/irbr_16_diplomacia/




20/07/2016

Família, Família!

Imagem: portal vermelho


Como diriam os Titãs: "Família ê! Família á! Família!".

A AFSI (Associação de Familiares de Servidores do Itamaraty) está comemorando três anos de sua criação e neste momento de comemorações, gostaria de apontar algo que eu acho muito legal na Associação: TODAS as famílias e arranjos familiares são bem vindos. 

Conheçam um pouco mais, clicando nos links:

Cônjuges estrangeiros
http://afsi.org.br/cocircnjuges-estrangeiros.html

Cônjuges homoafetivos
http://afsi.org.br/cocircnjuges-homoafetivos.html

Educação de filhos
http://afsi.org.br/educaccedilatildeo-dos-filhos.html

Emprego e previdência do cônjuge
http://afsi.org.br/emprego-e-previdecircncia-do-cocircnjuge.html

Exercício provisório
http://afsi.org.br/exerciacutecio-provisoacuterio.html

Residência e mudança
http://afsi.org.br/residecircncia-e-mudanccedila.html

Saúde
http://afsi.org.br/sauacutede.html

Para saber um pouco do que a AFSI já fez nestes três anos, acesse o link do Boletim Trimestral e leia as matérias preparadas pela diretoria, associados e voluntários: http://afsi.org.br/boletim-trimestral-afsi.html

19/07/2016

Entrevista com Giovanni Basso, criador do Autodidaktos

Hoje entrevistaremos Giovanni Basso, o criador de uma plataforma de estudos voltada para o Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD), o Autodidaktos. Além de cacdista veterano, Giovanni é formado em Engenharia de Computação pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP) e pela Université de Technologie de Compiègne (UTC) e pós-graduado em Administração com ênfase em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) de São Paulo.

Para mais informações sobre o autodidaktos, vide a página no facebook ou o site da plataforma:
www.facebook.com.br/autodidaktos
www.autodidaktos.com.br

Giovanni, quando foi criado o Autodidaktos?

A ideia de criar um site que reunisse conteúdo teórico e exercícios voltados para o CACD é antiga, possuindo já mais de quatro anos. O projeto, contudo, só passou a ser implementado a partir do final da última fase do concurso de 2015. Entre o início do desenvolvimento, em novembro do ano passado, e o lançamento, em meados do primeiro semestre de 2016, passaram-se meses de muito trabalho e dedicação.


Quais são os recursos disponíveis no Autodidaktos?

O foco do Autodidaktos é disponibilizar material didático teórico e prático para auxiliar na preparação dos postulantes à carreira diplomática. Esse objetivo tomou forma concreta por meio de três recursos principais disponibilizados na plataforma: uma coletânea de livros-resumos digitais, uma ferramenta de exercícios e uma ferramenta de notícias em quatro idiomas (espanhol, francês, inglês e português). Para além desses três recursos, a plataforma também tenta ajudar os candidatos com dicas de vídeos, documentários, filmes, sites e qualquer outro insumo externo que possa ser útil para complementar uma boa preparação para o CACD.



  Como funciona a plataforma e em que ela pode ajudar os estudantes?

Todo o conteúdo e todas as ferramentas disponíveis na plataforma são acessíveis mediante um plano de assinatura (mensal, trimestral ou semestral). O estudante paga periodicamente para acessar a plataforma, podendo cancelar sua assinatura a qualquer momento, como ocorre, por exemplo, com diversos sites de periódicos (jornais e revistas) e de questões de concurso. O acesso pode ser feito tanto por computador quanto por tablet ou celular. Dependendo do que a pessoa pretende fazer na plataforma, pode ser mais recomendável o uso de um ou outro dispositivo. Para ler os livros, eu prefiro utilizar o computador; para fazer exercícios ou ler notícias, acredito que um tablet possa ser mais agradável, possibilitando que a pessoa se acomode em um local mais confortável – quem sabe um sofá -, enquanto utiliza essas ferramentas. 

Na plataforma, o assinante encontra mais de 80 livros digitais para aprender e/ou revisar a teoria que é cobrada no CACD. Os livros – você também pode chamá-los de manuais, cadernos, resumos – são organizados por matéria e por tema. São dez as matérias atualmente abrangidas pelos livros-resumos da plataforma: Direito Interno, Direito Internacional, Economia (Macro e Micro), Economia Brasileira, Geografia, História do Brasil, História Mundial, Política Externa Brasileira e Política Internacional. Cada matéria é dividida em temas, sendo que, para cada tema, há um livro didático com conteúdo teórico estruturado e resumido. Atualmente, essa coletânea conta com quase 4 mil páginas. Novos livros já estão previstos, para expandir o rol de temas abordados e cobrir o máximo possível do edital do concurso.



Quanto aos exercícios, a plataforma possui uma ferramenta para que o assinante pratique exercícios online. Ele pode praticar questões temáticas mapeadas para cada livro, ou pode escolher simular uma prova completa de Teste de Pré-Seleção (TPS) ou Bolsa de Ação Afirmativa (BAF). A plataforma já conta com todas as questões dos TPS de 2006 a 2015 e dos BAF de 2009 a 2015 para que seus assinantes exercitem seus conhecimentos. Os exercícios estão sendo gradualmente comentados, para facilitar a vida dos assinantes, com respostas de fácil e rápida consulta. Atualmente, já possuem comentários os exercícios mapeados para as seguintes matérias: Direito Interno, Direito Internacional, Economia, Economia Brasileira, Geografia e Política Externa Brasileira.




Em relação às notícias, a plataforma conta com uma ferramenta inteligente que busca, várias vezes por dia, notícias internacionais em diversos jornais e revistas internacionais e as organiza na plataforma. O assinante pode, por exemplo, em um local centralizado, varrer as manchetes internacionais de todos esses meios de comunicação, apenas para atualizar-se rapidamente sobre o que tem acontecido nos últimos dias ao redor do mundo; se ele encontrar algo mais interessante, que mereça um aprofundamento, ele pode clicar na manchete e ler o conteúdo completo da notícia. O assinante também pode, se preferir, utilizar a ferramenta de notícias para praticar uma das línguas estrangeiras; todas as notícias são filtradas automaticamente por idioma, de forma que se possa focar em ler apenas atualidades em francês, em espanhol, em inglês. Existem ainda outros filtros (por fonte, por região), que também podem ser úteis quando se busca atualizações sobre notícias mais específicas.


Qual é o diferencial do Autodidaktos em relação a outros recursos?

Cada autodidata possui as próprias necessidades e suas preferências individuais, podendo, para ele, ter mais valor um ou outro recurso da plataforma. Para alguns, o grande diferencial do Autodidaktos são os cadernos com conteúdo teórico temático, resumido e estruturado, de forma não só a facilitar o aprendizado do iniciante, mas também a revisão do veterano. Para um candidato experiente, que já vem estudando há alguns anos, o diferencial pode ser a ferramenta de exercícios organizados por matéria e por tema, com o apoio de respostas comentadas para ajudar em revisões. Para outros, a ferramenta de notícias em quatro idiomas, provenientes de diversos meios de comunicação internacionais, pode ser uma mão na roda na hora de praticar as línguas estrangeiras e de se atualizar em relação aos acontecimentos mais recentes.

Eu acredito que o grande diferencial do Autodidaktos é fornecer conteúdo de qualidade e bem estruturado a um preço verdadeiramente acessível. É notório o fato de que a preparação para o CACD, por conta da imensa quantidade de conhecimento exigido nas provas, é um investimento de longo prazo. Essa longa preparação exige muito dos candidatos, não só em termos de dedicação e equilíbrio emocional, mas também de recursos financeiros. Em poucas palavras: preparar-se para o CACD é muito caro. Gastam-se recursos escassos para comprar dezenas de livros essenciais, para fazer cursinhos com corpos docentes experientes e para refinar a preparação com os melhores professores particulares; e tudo isso se repete ano após ano. O Autodidaktos foi criado pensando nisso, no alto custo de preparação para o CACD. Com a plataforma, candidatos podem buscar uma alternativa complementar para sua preparação, com material e ferramentas de qualidade, a um custo muito mais baixo.

Existem vários cursinhos com professores altamente preparados, há anos, para ministrar aulas direcionadas para o CACD. Além dos cursinhos, existem também incríveis professores particulares voltados especificamente para esse concurso. Cabe, portanto, ressaltar aqui que o Autodidaktos não é (nem será) um cursinho ou um professor, mas apenas uma alternativa complementar (e não substitutiva) aos meios tradicionais de aprendizado. É muito importante entender que nada substitui uma aula com um bom professor, o qual pode adaptar-se dinamicamente às necessidades de cada aluno. Enfim, o Autodidaktos é um complemento de qualidade e a um preço acessível.


Como é formado o corpo de profissionais que fazem parte do Autodidaktos?

O Autodidaktos é um projeto 100% de concurseiros para concurseiros, formados em diversas áreas. Se, por um lado, isso pode gerar algum grau de incredulidade quanto à qualidade do material disponibilizado na plataforma; por outro lado, é justamente essa “origem concurseira” que permite ter uma visão genuinamente global do que é estar no lugar do candidato, condição que ajuda imensamente na confecção de conteúdo teórico e ferramentas que são verdadeiramente úteis para a preparação. Ademais, todos os envolvidos na elaboração e na revisão do material didático e das respostas das questões comentadas são concurseiros experientes que passaram, pelo menos uma vez, por todo o processo de seleção, tendo, portanto, no mínimo um ano de experiência em todas as fases do concurso. O grupo de pessoas que têm contribuído para a construção da plataforma envolve de concurseiros com um ano de experiência em todas as fases do CACD a concurseiros tarimbados com três anos de experiência até a última fase do concurso.




Que dicas poderia dar para quem está estudando para o CACD?

Aprenda a ensinar e não superestime seu conhecimento.

Ensinar é uma incrível forma de aprendizado. Tentar passar para outras pessoas o que se sabe exige um imenso esforço de reflexão e organização, cujo maior retorno, para o "professor", é o avanço do próprio conhecimento. Todo professor sabe disso. Ensine, pois é uma ótima forma de aprender. Aproxime-se de outros candidatos com formação e experiências diferentes das suas e troque com eles o que você possui de mais valioso para esse concurso: seu conhecimento. Crie ou participe de grupos de estudo, presenciais ou virtuais, de forma que você possa doar e receber conhecimento. Não enfrente esse desafio sozinho; envolva-se com pessoas em situação semelhante e aprenda a ensinar.

Entenda que não é porque você é formado em Direito que você vai gabaritar as questões de Direito Interno e Direito Internacional. Não é um mestrado em Economia que vai garantir 100% de aproveitamento nas provas de Economia de 1ª ou 3ª fase. Nem são aqueles cinco anos morando nos Estados Unidos ou dando aulas de inglês que vão fazer de você um dos primeiros colocados na prova discursiva desse idioma. A banca que prepara as provas do CACD, tanto as objetivas quanto as discursivas, possui suas idiossincrasias, como qualquer outra banca. Ter uma formação direcionada ou uma longa experiência prévia em alguma das línguas estrangeiras é certamente um grande diferencial; mas isso não é, de forma alguma, uma garantia de bom desempenho no concurso. Prepare-se para enfrentar as provas do CACD com humildade, não deixando de estudar e revisar até mesmo as matérias em que você já possui notória competência. Não subestime a prova e não superestime seu conhecimento.