31/01/2017

Série Jovens: o nosso futuro. Entrevista com Eduarda Zoghbi

Eduarda na Brazil Conferece, com o Jorge Paulo Lemann
Em 2017, iniciamos uma nova série de entrevistas aqui no blog, intitulada "Jovens: o nosso futuro". Nela, jovens de 18 a 30 anos contarão suas histórias, expressarão suas opiniões e nos contarão o que têm feito para melhorar o mundo em que vivemos. No primeiro post, conhecemos Alexandre Netto.

No segundo post da série, entrevistarei Eduarda Zoghbi, brasiliense, de 23 anos, que é super ativa e engajada. Ela trabalha no Engajamundo, na Brazil Conference e leciona inglês na Estrutural. Vamos saber um pouco mais sobre ela e sobre o seu trabalho?

Pergunta: Duda, conte-nos um pouco sobre sua história pessoal.

EDUARDA: Talvez uma das partes mais importantes da minha trajetória tenha sido a escola que estudei, a Escola das Nações. Como desde criança me aproximei muito de crianças de vários países, sempre tive a curiosidade de morar fora e me relacionar mais com pessoas que tivessem o perfil diferente do meu. Em 2009, resolvi fazer intercâmbio para a Dinamarca porque tive vontade de viver em um "país de primeiro mundo" e entender melhor o porquê que essa realidade não ocorre no Brasil. A experiência foi muito boa e me abriu várias portas, como por exemplo, me fez perceber aos 16 anos que eu tinha paixão pelo meio ambiente. Na época que fui estava acontecendo a COP15 em Copenhague, e mesmo me esforçando muito para ir, não consegui, mas resolvi me empenhar para lutar contra as mudanças climáticas. Ainda com esse objetivo, decidi entrar no curso de ciência política na Universidade de Brasília para que eu me preparasse para em um futuro próximo, tomar decisões nessa área de meio ambiente pelo meu país. 

Na faculdade eu estudei muito, participei de todos os projetos oferecidos pelo meu curso como extensão, empresa júnior e pesquisa. Apesar de tudo isso, a melhor experiência que tive na faculdade foi ter estagiado na Embaixada do Reino Unido nas áreas de mudanças climáticas e energia. Minha monografia acabou sendo nesse tema, e durante o estágio, me convenceram a participar de uma competição mundial da ONU que, caso eu ganhasse, me levaria a COP21 (como expliquei acima, esse era um dos meus maiores sonhos). Para ganhar, o meu vídeo no youtube deveria ser o mais visualizado da competição. Entrei em contato com todas as mídias de Brasília, apareci em jornais, em vários canais e páginas no Facebook, incluindo do Ministério do Meio Ambiente. Eu estava em primeiro lugar, até que nos últimos três dias, fui ultrapassada e perdi.

Foi bem triste, mas como quando uma porta se fecha, outra se abre, eu contei essa história em uma outra competição para ser embaixadora da Brazil Conference e ganhei! Essa conferência é realizada por alunos de graduação e pós-graduação de Harvard e do MIT, e lá eles debatem alguns dos maiores problemas do Brasil. Como embaixadora, meu objetivo era de conscientizar os jovens e levar esses debates para a universidade. Assim o fiz, e em julho de 2016 palestrei no JEWC, maior evento de empresas juniores do mundo. No mesmo mês fiz um curso na Universidade de Utrecht, na Holanda, sobre governança climática. 

Mas a maior conquista de todas aconteceu através do Engajamundo, ONG criada por jovens, para jovens, que busca engajar os jovens brasileiros a fim de encontrar soluções sustentáveis para os problemas no nosso meio ambiente. Eu participo como articuladora no Grupo de Trabalho de Clima, e a partir de uma seleção interna, fui escolhida para ir para a COP22 (mesma conferência que tentei quanto estava na Dinamarca). Foi um dos melhores momentos da minha vida/carreira porque conheci stakeholders de vários países e também pude trabalhar na parte de advocacy do Engajamundo, conversando com deputados, senadores e com o próprio Ministro do Meio Ambiente.





Pergunta: Fale sobre o trabalho que você faz no Engajamundo. O que você acha que te marcou mais?

EDUARDA: Tenho três principais projetos que são o Engajamundo, a Brazil Conference e o Inglês na Estrutural. Neste último, eu dou aula de inglês para crianças da Cidade Estrutural há 2 anos. 

No Engajamundo eu atuo como articuladora da ONG, ou seja, implemento projetos, realizo formações sobre meio ambiente em Brasília e participo das reuniões do grupo de trabalho de clima – foi através do GT que fui escolhida para participar da COP22. Atualmente, estou também trabalhando no “Engajasutra” que é o núcleo de advocacy do Engajamundo. Por enquanto, existem apenar os posicionamentos da ONG, mas como sou formada em ciência política, estou ajudando a estruturar o acompanhamento de projetos no legislativo e também a defesa de interesses para que a gente possa atuar no Congresso como todas as outras ONGs, conseguindo apoio para as nossas pautas.


Eduarda no pavilhão da China na COP22 falando sobre o Engajamundo

Pergunta: O que a motiva a realizar esses trabalhos?

EDUARDA: Eu acredito que o trabalho remunerado é uma forma que contribuímos com o nosso crescimento profissional, ao passo que o trabalho voluntário contribui para o nosso crescimento pessoal. Portanto não há nada mais gratificante do que participar de um projeto voluntário, porque essa é a forma que você encontra de contribuir para a sua comunidade. Pra mim a maior doença dos brasileiros é de reclamar de tudo que temos aqui, nos comparar com a Europa e os Estados Unidos, sendo que ninguém faz nem o mínimo para mudar essa realidade. Eu uso o meio ambiente apenas como exemplo, mas note a quantidade de pessoas com boa renda que ainda jogam lixo no chão porque "todo mundo joga". Essa falta de compromisso com o próximo é o que nos impede de melhorar. 

No Engajamundo, especialmente na área de defesa de interesses, acho de extrema importância que os jovens tenham maior representatividade no Congresso, especialmente porque essa pauta do meio ambiente vai impactar muito a nossa geração. Então como cientista política, acho que é meu dever atuar dessa forma em projetos que eu acredito, porque assim quem sabe, estaremos inspirando outras ONGs formadas por jovens à participarem mais da formulação das nossas políticas.


Pergunta: Qual foi a experiência que mais te marcou no trabalho voluntário?

EDUARDA: No inglês da estrutural a melhor experiência foi na reunião de pais, quando ouvi dos pais dos meus alunos que eles contam os dias para ter a aula de inglês e que ficam morrendo de saudades nas férias <3

No Engajamundo foi sem dúvidas ter participado da COP22! Um sonho que tenho desde os 16 anos se concretizou apenas com 23, e de fato foi tudo que eu esperava. Fiquei muito impressionada com a voz que a juventude conquistou nesse tipo de evento. Acredito que é esse tipo de união entre jovens do mundo todo que faz a diferença na hora de pressionar governos a tomarem melhores decisões para o meio ambiente.

Em geral, eu acho que o mais me marca no trabalho voluntário é ver os resultados de todo o seu esforço. Querendo ou não, você está ajudando alguém, ajudando pessoas a mudarem de mentalidade, sair da sua zona de conforto, e dedicando mais tempo pensando no próximo. No momento em que esse trabalho tem retorno é uma sensação muito boa, de que você é ÚTIL e está fazendo a sua parte. Tanto no inglês vendo crianças que talvez nunca tivessem a oportunidade de ter aulas cantando músicas e lendo livros sozinhos, quanto no Engajamundo, conscientizando jovens da importância de fazermos nossa parte, cuidando do nosso planeta, e vendo eles reproduzirem isso entre os amigos e familiares. 


Projeto do Inglês na Estrutural

Pergunta: Se você pudesse dar um recado para quem, como você, quer fazer a diferença no mundo, qual seria?

EDUARDA: Eu diria para não desistirem! Vejo tanta gente idealizando projetos maravilhosos, mas nunca tem força de vontade para seguir adiante. É difícil mesmo, por isso é importante sair da zona de conforto e procurar pessoas que pensem como você, que tenham mentes empreendedoras, e que querem ver o nosso país melhorar botando a mão na massa. Pode não parecer, mas já tem muitos jovens no nosso país comprometidos com essa mudança. Eu sou uma delas, e participo de três grandes projetos que todos têm esse perfil. Além disso, tenho amigos que me perguntam onde voluntariar, mas não sabem onde começar. Eu sempre respondo que o importante é primeiro saber o que você quer fazer para contribuir: é melhorar o transporte público? Ajudar na educação da sua comunidade? Construir casas? Enfim, são milhares de opções e todas já acontecem a sua volta sem você perceber, e hoje com a internet, está muito fácil de encontrar essas organizações. Se ela não existir, por que não começar uma do zero? Fica a dica :) 


Contatos:
Engajamundo: facebook.com/engajamundo 
Inglês na Estrutural:  facebook.com/inglesnaestrutural
Brazil Conference: facebook.com/brazilconference

Clube do Livro: Diplowife - Mês 01




"A young Australian working girl from London struggles to adapt to diplomatic life among the royal courtiers of Swaziland, in post-independence Zimbabwe and in Angola amid the gunfire of the civil war. She accompanies her husband, the striding KJ, on his African postings together with two English bull terriers and a large, redoubtable African tabby cat. As each country unfolds its challenges and discoveries she shares her delight, her wry humour, and keen sense of the ridiculous. In a darker mood we follow KJ in Somalia during the famine and in Rwanda after the genocide. The book will appeal to travellers; to those who have worked overseas and coped with culture shock. The writer, a psychologist, delves into history and sociology, revels in the bizarre and includes recipes collected along the way" 

28/01/2017

Filé Oswaldo Aranha

Você sabia que o Filé Oswaldo Aranha foi criado para o diplomata Oswaldo Aranha? Assista ao vídeo e conheça o motivo de o prato ter esse nome. 

Diplomatas Famosos: Oswaldo Aranha - Parte II



Neste segundo post, transcrevo notícia da Folha.

"Nesta terça-feira (20), o presidente Michel Temer faz o discurso de abertura da 71ª Assembleia Geral da ONU, mantendo a tradição segundo a qual o Brasil é responsável pela fala inaugural do evento. A deferência remonta aos primórdios da ONU, quando Oswaldo Aranha, então chefe da delegação brasileira, presidiu a Primeira Sessão Especial da Assembleia, em 1947.

Na oportunidade, foi aprovada a criação do Estado de Israel, com voto favorável do Brasil.

Por sua atuação, Aranha teve seu nome cogitado como possível candidato ao Prêmio Nobel da Paz, com apoio de 15 delegações de países integrantes da União Pan-americana, e de entidades sionistas norte-americanas.

De 1938 a 1944, durante o primeiro governo de Getúlio Vargas, foi ministro das Relações Exteriores.

Como chanceler, promoveu uma política gradual, mas contínua, de aproximação com os Estados Unidos. Esse movimento, iniciado com a assinatura de importantes acordos comerciais, acabou levando à colaboração entre os dois países na área militar e, afinal, ao alinhamento brasileiro com o governo norte-americano durante a Segunda Guerra Mundial.



Nascido em Alegrete (RS), em 15 de fevereiro de 1894, Oswaldo Euclides de Sousa Aranha formou-se pela Faculdade de Direito do Rio de Janeiro, em 1916.

Começou a carreira política em 1925, como intendente de Alegrete. Em 1927, elegeu-se deputado federal pelo Partido Republicano Rio-grandense. No ano seguinte, com a posse de Getúlio Vargas no governo do Rio Grande do Sul, foi nomeado secretário estadual do Interior e Justiça.

Foi um dos principais articuladores da Revolução de 1930, que depôs o então presidente Washington Luís –encerrando o período conhecido como República Velha– e levou à ascensão de Getúlio Vargas ao poder. No novo governo, Oswaldo Aranha ocupou inicialmente o Ministério da Justiça.

No final de 1931, assumiu o Ministério da Fazenda, onde renegociou a dívida externa brasileira e transferiu para o governo federal a condução da política de valorização do café, implementada por meio da compra dos estoques excedentes do produto.

Foi nomeado embaixador em Washington em 1934, permanecendo no posto até 1937.

Em junho de 1953, durante o segundo governo Vargas, voltou a assumir o Ministério da Fazenda, onde implementou um programa de recuperação da economia que ficou conhecido como "plano Aranha".

Após o suicídio de Vargas, em 1954, afastou-se da vida pública, retornando a seu escritório de advocacia. Em 1957, durante o governo de Juscelino Kubitscheck, Aranha voltou a chefiar a delegação brasileira na Assembleia Geral da ONU.

Morreu em 27 de janeiro de 1960, no Rio de Janeiro."

Diplomatas Famosos: Oswaldo Aranha





"Há 57 anos, em 27 de janeiro de 1960, faleceu Oswaldo Euclides de Souza Aranha. Nascido em 1894, na cidade de Alegrete-RS, graduou-se em Direito, no Rio de Janeiro, em 1916.

Durante sua trajetória política, Oswaldo Aranha atuou em diversos cargos: foi ministro da Justiça,ministro da Fazenda por duas vezes, embaixador em Washington e ministro das Relações Exteriores, entre outros. Liderou a chamada Missão Aranha, quando negociou uma série de acordos entre Brasil e EUA.

Chefiou a delegação brasileira nas Nações Unidas e presidiu, em 1948, a Assembleia-Geral da ONU, durante a sessão que culminou na criação do Estado de Israel. Em virtude da sua atuação na ONU, o Brasil passou a ocupar o posto de primeiro orador da sessão anual de abertura da Assembleia-Geral, tradição mantida até os dias de hoje.

Saiba mais sobre Oswaldo Aranha por meio da coleção "Pensamento Diplomático Brasileiro", da Fundação Alexandre de Gusmão - FUNAG (www.funag.gov.br), disponível para download gratuito: goo.gl/q7pgim"

Fonte: https://www.facebook.com/ItamaratyGovBr

Série Jovens: o nosso futuro. Entrevista com Alexandre Netto

Hoje iniciamos uma nova série de entrevistas aqui no blog, intitulada "Jovens: o nosso futuro". Nela, jovens de 18 a 30 anos contarão suas histórias, expressarão suas opiniões e nos contarão o que têm feito para melhorar o mundo em que vivemos. 

O nosso primeiro entrevistado é Alexandre Netto, gaúcho, nascido em Bagé, e tem 25 anos. Em 2016, concluiu o curso Embaixadores da Juventude, organizado pelo UNODC e pela Caixa Seguradora. Ele é criador do BYE Program e faz parte do Árvore do Bairro. Vamos conhecê-lo melhor, e também ao trabalho que ele realiza?

Crédito: Jovem de Expressão

Pergunta: Alexandre, conte-nos um pouco sobre sua história pessoal.

ALEXANDRE: Sempre fui uma criança tímida de poucos amigos, entrei na adolescência fazendo um pouco mais de amizades, porém, nunca fui uma pessoa popular na escola.

Meus pais se divorciaram quando tinha 3 anos, fui criado pela minha mãe e visitava meu pai nas férias da escola. Muitos dos meus esforços enquanto adolescente eram para criar um link com meu pai, por isso tentei a todo custo virar um jogador de futebol. Futebol virou minha obsessão por um bom tempo. Comecei tarde com essa obsessão, aos 13 para ser mais específico, quando cheguei aos meus 16, notei que eu não tinha o que era necessário para ser um jogador. 

Ao final dos 16, fui convidado para um retiro de jovens de uma Igreja Evangélica, lá fui apresentado à fé, e, a partir desse dia tudo mudou. Eu considero essa parte da minha vida uma fase bem complexa, por que eu não fui somente apresentado à fé, eu também fui apresentado ao microfone. Foi nessa época que tive minha primeira oportunidade de falar em público, e para minha surpresa, pelo menos com o microfone na mão e pessoas me olhando, eu não era mais aquele garoto tímido de poucos amigos. Era como se eu pudesse naquele momento, em frente às pessoas, me transformar em um novo eu, um eu mais corajoso, forte, inteligente e descolado. A essa fase sou grato, porém, por ter sido uma experiência que durou por volta de 3 anos, acabei perdendo alguns amigos, deixando de lado minha adolescência para que com 18 anos pudesse encaixar-me em uma posição que 99% das pessoas que exerciam tal função tinham mais de 40 anos. Entretanto, há momentos em que vale a pena perder coisas para poder ganhar lá na frente outras, e eu ganhava a habilidade de fazer o conhecimento palpável, fazer pessoas entenderem, mal sabia eu que essa capacidade traçaria o rumo da minha vida.

Saí dessa fase direto para a faculdade, onde cursei Teologia, o curso era interno e em outro estado do Brasil, mais precisamente em Santa Luzia (MG). Lá desenvolvi um trabalho de 2 anos em um presídio de adultos e uma unidade para adolescentes em conflito com a lei, a qual mais me ensinou a ser um ser humano melhor. Finalizei meu curso e vim direto para Brasília, onde minha noiva morava, nos casamos e desde então comecei a trabalhar com Inglês. 

Nessa época eu não tinha nenhuma plataforma de fala e o inglês me devolveu algo que eu já sentia muita falta, falar em público, ensinar, conectar-me com pessoas através do conhecimento. Trabalhei em algumas escolas, cada qual com sua metodologia, porém todas com a mesma crença; viam os alunos com a mesma visão dos portugueses ao avistar os índios.

Tive o privilégio de nessas idas e vindas em escolas de inglês conhecer um mestre para a vida, o dono de uma escola que me ajudou não somente a entender melhor o ensino como entender a mim mesmo. Saí dessa escola que tanto aprendi para começar uma caminhada, que tem sido revolucionária a cada momento.

Desenvolvi um método de ensino baseado em coisas que faltavam nas escolas que trabalhei, banhado em um valioso princípio ensinado por um de meus chefes: “O ensino precisa respeitar as dimensões culturais de cada lugar, sem isso não há aprendizado”.


Imagem: Programa Embaixadores da Juventude. Crédito: Jovem de Expressão


Pergunta: Como foi a experiência no curso organizado pela Organização das Nações Unidas? O que ele mudou na sua vida? Em que momento da sua história você foi selecionado?

ALEXANDRE: Após o desenvolvimento desse método fui selecionado para participar de um curso promovido pelo UNODC em parceria com a Caixa Seguradora, chamado Embaixadores da Juventude.

Foram pouco mais de mil inscritos, desses mil 24 foram selecionados e para minha completa surpresa eu era um deles. Estar lá, olhar para cada colega, cada um com suas características, dores, reivindicações e principalmente suas diferenças fez desse curso o maior breakthrough da minha vida. As aulas me permitiram entender melhor o cenário político internacional e o trabalho da ONU dentro dessa sopa de letrinhas chamada cenário político internacional, cada um com sua língua, moeda, valores, religião. Tive contato com dados que desconhecia, dados que quase me fizeram chorar, porém, em meio ao desespero gerado por alguns números nascia uma vontade imensa de fazer a diferença no mundo e me posicionar como um cidadão do mundo, alguém que vai do micro ao macro em pequenas coisas.

Um ponto interessante desse curso foi o momento da minha vida no qual fui selecionado, eu estava cumprindo aviso prévio em minha antiga empresa, tinha decidido sair para construir uma vida na qual eu me orgulhasse, impregnada de meus valores e que pudesse de alguma forma gerar vida em mim e nas pessoas ao meu redor. Cumpri meu aviso prévio e vivi a pior uma semana da minha vida, dormia e acordava pensando qual seria meu próximo passo sem saber como sair desse labirinto sofri. Uma semana depois eu recebi a notícia de que tinha sido selecionado para o curso Embaixadores da Juventude. Bom, eu acho que você pode imaginar meu entusiasmo, porém, deixei de lado o entusiasmo para me concentrar, pois  eu sabia que essa experiência não era fruto do acaso mas sim um norte que guiaria minha vida a partir daquele momento, fui grato a cada aula e não saí de lá sem agradecer a todos envolvidos fazendo questão de, aí então, mostrar meu entusiasmo, pois, eles estavam mudando minha vida.

Lá, fui empoderado em várias áreas. Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi o conceito de empresa inclusiva, e isso foi uma mudança de paradigma muito grande para mim, sempre vi o empreendedorismo como a concretização de um legado que seu maior fruto é financeiro, notei que estava completamente equivocado, existia uma forma de deixar um legado muito maior que o financeiro, um legado de transformação pessoal e social. 

Lá nesse curso, dentro da sala de reunião da UNODC nascia o BYE Program.
Pergunta: O que é o BYE Program?

ALEXANDRE: Brazilian Youth for English nasceu com uma missão muito clara, acabar com a desigualdade social que o próprio ensino de idiomas tem causado no Brasil: cursinhos de inglês cada vez mais caros, criam um abismo para um povo que começou a ter acesso a faculdade há pouco tempo e já tem mais um desafio para serem competitivos no mercado de trabalho - o inglês.

O BYE Program cumprirá sua missão através de uma metodologia que entende as dimensões culturais do brasileiro, através de muita conversa e exercícios linguísticos que visam o relacionamento e não um livro. 

Faremos com que cada vez mais pessoas falem inglês em nosso país usufruindo de um curso sustentável. O material que tenho produzido não depende de livro, depende apenas de um computador, um projetor e links do youtube. A metodologia foi criada para fazer com que os alunos aprendam inglês e virem os próprios professores do método para suas comunidades, em um processo de empoderamento linguístico que não visa somente a língua em si, mas todas as nuances que giram em torno da comunicação. Dessa forma enriqueceremos comunidades inteiras com o aprendizado do inglês quebrando com a monopolização do conhecimento, vivemos na era da internet, temos todos os recursos em nossas mãos, só estava faltando alguém se levantar e fazê-los acreditar que é possível.

BYE Program já contempla uma comunidade no Recanto das Emas, temos por volta de 40 alunos tendo aula graças à Igreja Evangélica da Assembleia de Deus (ADET do Recanto das Emas) que abriu as portas e cedeu suas instalações para que esse projeto aconteça. E esse é só o começo.

Estamos no meio de conversas para no ano de 2017 entrar na Ceilândia com esse projeto e ensinar Inglês para a juventude através da mistura da cultura brasileira com a cultura do Hip-Hop.


Imagem: acervo pessoal de Alexandre Netto


Pergunta: Alexandre, ouvi falar sobre o trabalho que você faz no Árvore do Bairro, você poderia falar sobre ele?.

ALEXANDRE: O Árvore do Bairro é uma comunidade de fé orgânica, ou seja, não tradicional, não institucionalizada,  democrática, espontânea, natural. Os encontros acontecem nos lares de amigos, onde compartilhamos muita conversa e comidas simples e deliciosas. Em meio a sorrisos e lágrimas, desfrutamos a vida, saboreamos experiências e não nos economizamos um ao outro, nos doamos.

Dentro dessa esfera de comunidade, temos um trabalho de desenvolvimento de metodologias de ensino e formatos litúrgicos. Nossa metodologia visa criar momentos em que elementos que compõem a fé sejam palpáveis, não temos um approach conceitual, mas sim experiencial. Ou seja, ao invés de ensinar as pessoas sobre elementos como comunhão, amor, vulnerabilidade, gratidão, honra, criamos oportunidades de experimentar esses elementos pela vivência, seja ela ativa ou passiva.

Existe um número grande de pessoas saindo de instituições religiosas, porém, sem instrução teológica para viver a fé fora da instituição. É para dar suporte à estas pessoas que temos este trabalho de desenvolvimento metodológico. Fazemos isso para que os conceitos de vida deixados por Jesus sejam cada vez mais tangíveis, palpáveis, percebidos com facilidade, e a fé seja experienciável.

A esses, forneceremos nossos estudos, experiências, metodologias e suporte. Hoje somos 8 amigos que vivem essa realidade. Já começamos a dar suporte a algumas pessoas no Rio Grande do Sul e aos jovens de determinada cidade do entorno de Brasília. Nosso desejo é que essa rede cresça naturalmente e nossos estudos ajudem pessoas a terem acesso à fé e a serem mais autônomas na caminhada cristã. E em reflexo a isso, façam do mundo um lugar melhor.

Logo Árvore do Bairro


Pergunta: O que o motiva a realizar esse trabalho?

ALEXANDRE: Eu tenho dois catalizadores que tem me motivado nessa caminhada.  O primeiro é minha necessidade de manifestar minha fé, vivê-la, tocá-la, percebê-la saindo do campo das ideias para transformá-la em relacionamentos. O outro catalizador que tenho é uma visão clara do presente e audaciosa do futuro. 

Existiu um Teólogo chamado Rudolf Bultmann (1884 - 1976) que poucos conhecem, porém devem a ele sua fé. Bultmann viveu na era da modernidade, que eu defino da seguinte forma: << Modernidade é fruto da construção do pensamento humano em relação aos fatos que se desenrolaram no decorrer da História >>.

Logo, essa geração começou a abraçar fatos e todos os mitos, crenças e até mesmo a fé começaram a perder a relevância. Bultmann, em contra partida, foi um dos grandes nomes que desenvolveu estudos desmistificando a fé e evidenciando o Jesus histórico, com isso as pessoas da época poderiam até não acreditar que ele ressuscitou dos mortos, mas não poderiam anular sua historicidade. Assim, Bultmann protegeu a fé e fez ponte para o que hoje, na pós-modernidade temos sobre ela.  Bultmann foi uma ferramenta essencial para a sobrevivência da fé.  Se hoje um cristão ler seus estudos ficará escandalizado com o que ele falava sobre os milagres de Cristo, porém, historicamente falando, Bultmann foi a solução perfeita para uma sociedade em mutação.

Dado o fundo histórico explano sobre o conceito de visão (Clara/Audaciosa):  Eu acredito que a fé têm perdido pouco a pouco sua relevância na sociedade brasileira no que tange o significado de Jesus e sua aplicabilidade na vida do ser social, ou seja, estamos vivendo uma crise religiosa que divido em dois pilares: Significado e Aplicabilidade. 

Quem é Jesus?
O que ele representa?
O que é minha instituição?
O que ela representa?

Dessa forma, me sinto impulsionado a tentar resolver esse problema que é conceitual e institucional. Nós, do Árvore do Bairro, fornecemos suporte a “desistitucionalizados” promovendo autonomia na fé baseado em nossa metodologia, resgatando assim a vida que infelizmente divorciou-se da fé nesses últimos anos, no formato de rede orgânica.  Não deixamos de dar suporte a instituições que aceitam nossa ajuda entendendo que alguns formatos litúrgicos precisam ser revistos para que as pessoas possam absorver com mais propriedade a fé.

Visão audaciosa do futuro:  Ao olhar para o passado, conhecer a realidade do momento atual tirei conclusões do futuro. Vivemos na era da pós-modernidade, uma de nossas características é relativizar tudo. Aprendi na escola a demonizar a relativização e a minha própria geração (Geração z que também, por influencia da era, ou não, relativiza).

Porém existe algo de muito belo nisso tudo, alguns questionamentos geram revisões em padrões que em sua grande maioria não são repensados há muito tempo, como exemplo disso cito a educação que segue um padrão industrial de ensino e avaliação. 

Quando olho para o ambiente religioso entendo que para a fé fazer sentido para essa geração e as seguintes, ela precisa ter um approach desinstitucionalizado dando acesso a todos.  Acessibilidade tem sido um tema de muita relevância para nossa geração. Por exemplo: Direitos iguais para casais do mesmo sexo, direitos iguais entre mulheres e homens, direitos iguais entre negros e brancos (black lives matter), etc. 

Hoje pela fé muitas vezes ser monopolizada por religiões diversas e suas ramificações, o Jesus que incluiu o leproso na sociedade judaica, que deu autonomia a mulheres para desempenhar o cargo de administração financeira, que andou com homens sem instrução, que relativizou um código penal ao expor a hipocrisia dos que julgavam, infelizmente não pode ser conhecido. Assim, a religião que deveria operar o religare, tem feito o “desligare”, não conseguindo lidar com demandas sociais e com isso, escondendo partes essenciais do evangelho e sua aplicabilidade.

Pensando nisso, o Árvore do Bairro, é uma rede orgânica de suporte para os marginalizados, trazendo inclusão e aplicabilidade da fé para o ser social. E talvez, preparando uma estrutura de vivência que possa assegurar a relevância de Jesus e seu evangelho para uma sociedade em mutação, assim como Bultmann fez.

Imagem: acervo pessoal de Alexandre Neto


Contatos:
BYE Program Fanpage: facebook.com/byeprogram
Árvore do Bairro Fanpage: facebook.com/arvoredobairro

27/01/2017

Dicas de Leitura - Parte 8: Reverse Culture Shock




Repatriation and the reality of going home
http://expatchild.com/repatriation-reality-going-home


6 things no-one tells you about reverse culture shock
http://expatchild.com/6-things-reverse-culture-shock


Can you survive reverse culture shock?
http://expatchild.com/survive-reverse-culture-shock


24/01/2017

Acordos Promulgados Hoje

Decreto nº 8.969, de 23.1.2017 - Dispõe sobre a execução, no território nacional, da Resolução 2316 (2016), de 9 de novembro de 2016, do Conselho de Segurança das Nações Unidas, que mantém o embargo de armas aplicável à Somália.

19/01/2017

Acordos Promulgados Hoje

Decreto nº 8.964, de 18.1.2017 - Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa referente ao Transporte Rodoviário Internacional de Passageiros e de Cargas, firmado em Paris, em 19 de março de 2014.

17/01/2017

Acordos Promulgados Hoje

Decreto nº 8.960, de 16.1.2017 - Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa para o Estabelecimento de Regime Especial Transfronteiriço de Bens de Subsistência entre as localidades de Oiapoque (Brasil) e St. Georges de l´Oyapock (França), firmado em Brasília, em 30 de julho de 2014.

Decreto nº 8.959, de 16.1.2017 - Promulga o Acordo entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República Francesa Relativo à Cooperação Transfronteiriça em Matéria de Socorro de Emergência, firmado em Paris, em 11 de dezembro de 2012.

Decreto nº 8.958, de 16.1.2017 - Promulga o Acordo sobre Serviços Aéreos entre o Governo da República Federativa do Brasil e o Governo da República do Quênia, firmado em Brasília, em 14 de setembro de 2010.

Palácios de Brasília

Caso você tenha interesse em conhecê-lo, o Palácio do Itamaraty está aberto a visitas guiadas gratuitas. Basta acessar a página do MRE e buscar as informações de horários e grupos com guia. Se você não está em Brasília e tem curiosidade de saber como é lá dentro, acesse o primeiro link e saiba mais sobre a arquitetura do Itamaraty. Abaixo, estão também links para outros palácios de Brasília. 


Palácio do Itamaraty
http://casavogue.globo.com/Arquitetura/Edificios/noticia/2017/01/um-tour-arquitetonico-pelo-palacio-do-itamaraty.html

Palácio do Planalto
http://casavogue.globo.com/Arquitetura/Edificios/noticia/2017/01/por-dentro-do-palacio-do-planalto-sede-do-poder-executivo-no-brasil.html

Palácio da Alvorada
http://casavogue.globo.com/Interiores/casas/noticia/2016/08/conheca-o-palacio-da-alvorada.html

Palácio do Jaburu
http://casavogue.globo.com/Interiores/casas/noticia/2016/05/conheca-o-palacio-do-jaburu-atual-residencia-do-presidente-interino.html

Palácio da Justiça
http://casavogue.globo.com/Arquitetura/Edificios/noticia/2016/12/um-tour-arquitetonico-pelo-palacio-da-justica.html

Palácios de outros países
http://casavogue.globo.com/Arquitetura/noticia/2012/12/top-10-casas-e-palacios-presidenciais.html

14/01/2017

Mudanças Constantes

Sou fã da página facebook.com/DicasDaDiplomata. Hoje, a Cláudia Assaf publicou um vídeo bem interessante. Vamos assistir? E quem não curtiu ainda a página dela, acesse o Facebook e curta, pois vale a pena.


08/01/2017

Livro Relatos de Chancelaria




"O Sindicato Nacional dos Servidores do Ministério das Relações Exteriores (SINDITAMARATY) reuniu em livreto, publicado em dezembro, relatos dos oficiais e assistentes de chancelaria. O objetivo é dar visibilidade às estas carreiras integrantes do Serviço Exterior Brasileiro (SEB) e tornar conhecido o trabalho desenvolvido por estes servidores. A publicação é destinada, principalmente, a parlamentares e autoridades do Poder Executivo.

A iniciativa foi possível graças à colaboração dos servidores que compartilharam relatos de episódios marcantes vividos no âmbito de suas funções no Itamaraty e à coordenação do Grupo de Trabalho de Marketing Social do SINDITAMARATY. Estes são apenas alguns dos relatos encaminhados ao sindicato e que farão parte de um livro com publicação prevista para o primeiro semestre de 2017." Fonte: www.sinditamaraty.org.br

Clique aqui para acessar versão online

06/01/2017

Retrospectiva 2016




Em 2016, o blog esteve um pouco parado, enquanto eu terminava de escrever a tese (e depois de defendê-la, de descansar alguns meses). Apesar da pausa prolongada, iniciei uma série de entrevistas com diplomatas e empreendedores, que fez muito sucesso entre os leitores do Diplowife.

A página facebook.com/diplowifediplolife recebeu novas curtidas e está sendo atualizada diariamente com posts sobre os mais diversos assuntos (viagens, cultura, eventos, dicas, História, atualizações das nossas embaixadas e consulados,...)

Em 2017, pretendo dar início a uma nova fase do blog, focando nos desafios da vida no exterior, em dicas para quem vive fora do país, leituras úteis sobre expatriação, novidades sobre o CACD, divulgação de trabalhos realizados por Diplowives e muito mais. Mas, antes de começar com as novidades, vamos relembrar o que foi legal em 2016?



QUESTÕES DAS FAMÍLIAS

Auxílio Moradia: uma necessidade básica para as famílias
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/04/auxilio-moradia-uma-necessidade-basica.html


Auxílio Moradia: uma necessidade básica para as famílias - Parte II
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/auxilio-moradia-uma-necessidade-basica.html


Auxílio Moradia: uma necessidade básica para as famílias - Parte III


Questão das nomeações para o concurso de OfChan
ENTREVISTAS


EMPREENDEDORISMO FEMININO

Entrevista com Flávia Costa, responsável pela Escola de Samba Unidos de Genève
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevista-com-flavia-costa-responsavel.html


Entrevista com Priscilla Barros - Sócia e Fundadora da La Blancheur
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevista-com-priscilla-barros-socia-e.html



JOVENS DIPLOMATAS

Entrevistas com Jovens Diplomatas - Ernesto Mané Jr.
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/entrevistas-com-jovens-diplomatas.html


Entrevistas com Jovens Diplomatas - Victor Toniolo
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevistas-com-jovens-diplomatas.html


Entrevistas com Jovens Diplomatas - Marcela Braga
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevistas-com-jovens-diplomatas_15.html


Entrevistas com Jovens Diplomatas - Aminthas Angel
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/entrevistas-com-jovens-diplomatas_15.html


Entrevistas com Jovens Diplomatas - Igor Carneiro
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevistas-com-jovens-diplomatas-igor.html



DIPLOMATAS FAMOSOS

Entrevista com Paulo Roberto de Almeida
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevista-com-paulo-roberto-de-almeida.html



CONCURSO DE ADMISSÃO À CARREIRA DE DIPLOMATA


Entrevista com o professor Daniel Araújo
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/entrevista-com-o-professor-daniel-araujo.html


Entrevista com Patricia Galves Derolle, do e-Internacionalista
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/06/entrevista-com-patricia-galves-derolle.html


Entrevista com Tanguy Baghdadi, do Petit Journal
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/06/entrevista-com-tanguy-baghdadi-do-petit.html


Entrevista com Rômulo Dias, do Espaço Zeitgeist
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/06/entrevista-com-romulo-dias-do-espaco.html


Entrevista com Giovanni Basso, criador do Autodidaktos
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/07/entrevista-com-giovanni-basso-criador.html


Entrevista com Marina Neves, do Diplô App
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/06/entrevista-com-marina-neves-do-diplo-app.html


Entrevista com Marcos Ferreira, do CACD Linhas do Tempo
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/07/entrevista-com-marcos-ferreira-do-cacd.html



MINHAS MATÉRIAS FAVORITAS


DIPLOWIFE

Clarice Lispector: uma diplowife - Parte IV: Paulo Gurgel fala sobre sua mãe
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/clarice-lispector-uma-diplowife-parte_9.html


Clarice Lispector: uma diplowife - Parte III: o estranhamento
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/clarice-lispector-uma-diplowife-parte_49.html


Diplowives e Mulheres Diplomatas
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/diplowives-e-mulheres-diplomatas.html


Entrevista para o Jornal da Universidade Mackenzie
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/05/entrevista-para-o-jornal-da.html



DIPLOMATAS FAMOSOS

Diplomatas Famosos: Ramiro Saraiva Guerreiro
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/09/diplomatas-famosos-ramiro-saraiva.html


Diplomatas Famosos: José Sette Câmara Filho
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/09/diplomatas-famosos-jose-sette-camara.html


Diplomatas Famosos: Vasco Mariz
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/08/diplomatas-famosos-vasco-mariz.html


Diplomatas Famosos: Affonso Arinos
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/04/diplomatas-famosos-affonso-arinos.html


Diplomatas famosos: Aluísio Azevedo - Parte II
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/04/diplomatas-famosos-aluisio-azevedo.html


Diplomatas famosos: José Maria da Silva Paranhos Júnior
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/03/diplomatas-famosos-jose-maria-da-silva.html


Diplomatas famosos: Domício da Gama
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/03/diplomatas-famosos-domicio-da-gama.html


Diplomatas famosos: José Bonifácio
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/02/diplomatas-famosos-jose-bonifacio.html


Diplomatas famosos: Joaquim Nabuco
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2016/02/diplomatas-famosos-joaquim-nabuco.html


Diplomatas Famosos: Evaldo Cabral de Mello
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2015/12/diplomatas-famosos-evaldo-cabral-de.html


Diplomatas Famosos: Manoel de Oliveira Lima
http://diplowife-diplolife.blogspot.com.br/2015/12/diplomatas-famosos-manoel-de-oliveira.html


Dicas de Leituras - Parte 5: Staying in Touch






Modern technology and staying in touch
http://expatchild.com/modern-technology-staying-touch


How we keep in touch with friends and family overseas
http://expatchild.com/keep-in-touch-friends-family-overseas


How to keep in touch with friends and family who live overseas
http://expatchild.com/how-to-keep-in-touch-with-friends-and-family-who-live-overseas


How to manage family relationships from afar
http://expatchild.com/how-to-manage-family-relationships-from-afar


How to maintain family bonds across borders
http://expatchild.com/expat-how-maintain-family-bonds-across-borders



05/01/2017

Club des Chefs des Chefs

"If politics divides people, a good table always gathers them" 
Tradução:  "Se a política separa as pessoas, uma boa mesa sempre as une".


"O Club des Chefs des Chefs é considerado a sociedade gastronômica mais exclusiva do mundo. Os critérios de adesão são extremamente rigorosos: para ser aceite neste clube altamente elitista, é necessário ser o atual Chef pessoal de um Chefe de Estado. Se ele ou ela não tem um Chef pessoal, o membro pode ser o Chef executivo do local que acolhe recepções oficiais do Estado. Um membro é admitido por cada país, com excepção da China, que tem dois lugares.

Um dos principais propósitos da sociedade é promover as principais tradições culinárias e proteger as origens de cada culinária nacional. O Club des Chefs des Chefs também tem como objetivo desenvolver a amizade e a cooperação entre seus membros, que têm responsabilidades semelhantes em seus respectivos países". Tradução livre de  www.chefs-des-chefs.com




03/01/2017

G1: Entrevista do Jônathas Silveira




Compartilho com vocês a história do Jônathas Silveira,  aprovado no concurso de 2016. Parabéns, sua família deve estar muito orgulhosa, você é um exemplo de que o estudo leva à vitória! E foi muito legal você falar da importância que a sua mulher teve para a sua aprovação: "Jônathas conta que sua mulher, Ilana Rafaela, foi fundamental para o sucesso".  Bem vinda, Ilana! (Foto: Facebook).


O mantra "quem acredita, sempre alcança" se encaixa muito bem na história de Jônathas Silveira, de 27 anos. Natural de Macau, cidade distante 176 quilômetros de Natal, ele passou em 22º lugar no Concurso de Admissão à Carreira de Diplomata (CACD). O feito aconteceu neste mês após três tentativas. "Só felicidade", comemorou."

Clipping CACD: Depoimento do Douglas Santana

Hoje compartilho com vocês um vídeo e texto do Clipping CACD. Trata-se do depoimento do Douglas Nascimento Santana, aprovado no concurso de 2016. Parabéns, Douglas, sua determinação é um exemplo para muitos(as)! 
"Ele tinha 4 empregos, 2 filhos, e 1 sonho: passar no concurso para a carreira diplomática." Parece chamada de filme, mas não é! Essa é a história do Douglas. Nascido no interior da Bahia e geograficamente isolado dos grandes centros de preparação para o CACD, ele começou a preparação de maneira autodidata e, em meio a erros e acertos, logrou não só aprovação mas algumas marcas notáveis, como a segunda maior nota na prova de redação do concurso de admissão à carreira de diplomata de  2016."  Veja no Blog do Clipping a entrevista completa.